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Archive for the ‘Hidráulica’ Category

Salubridade da Água Tratamento de Esgotos Doméstivos e Pluviais

September 28th, 2009 No comments

Drenagem de águas residuais domesticas

Os edifícios devem dispor duma rede apropriada para a imediata drenagem das águas residuais provenientes de sanitários, cozinhas, laboratórios e de outros locais onde haja produção de águas residuais domésticas.

O destino final das águas residuais domésticas deverá ser escolhido de forma a minimizar o seu impacte negativo.

A rede de drenagem de águas residuais deve ser concebida e dimensionada de molde a que não possam produzir-se efeitos de corrosão ou deterioração devidos a despejos de líquidos quimicamente activos ou à acumulação e fermentação das matérias transportadas, com os inerentes riscos de disseminação de agentes patogénicos e de libertação de gases nocivos e odores incómodos.

Os ramais de ligação de laboratório serão particularmente resistentes às acções químicas.

Os ramais de ligação da cozinha, do bufete e da lavandaria, se a houver, serão particularmente resistentes à acção da água quente. Os troços de canalização acessíveis aos alunos serão protegidos contra acções de vandalismo.

A melhor solução para a evacuação de águas residuais domésticas consiste em conduzi-las para a rede pública, sem bombagem.

No caso de não haver rede pública, deverão ser previstos dispositivos de tratamento adequados, nomeadamente fossas sépticas convenientemente dimensionadas.

Drenagem de águas pluviais

Os edifícios devem ser equipados com dispositivos de drenagem das águas pluviais incidentes em coberturas e terraços, os quais devem assegurar que, mesmo em caso de obstrução, não haverá penetração da água para o interior das construções.

A recolha das águas pluviais em coberturas e terraços deve assegurar o conforto dos utentes nos acessos aos edifícios e na circulação periférica, caso esta exista.

A condução das águas pluviais para a rede pública, quando disponível, ou para as linhas de água, deverá ser realizada segundo as pendentes naturais do terreno, em sistema separativo.

A condução das águas pluviais deve ser efectuada predominantemente pelo exterior das construções. Quando houver necessidade de troços de canalização com traçado interior, estes deverão assegurar não haver riscos de rotura ou repasse.

Os tubos de queda acessíveis serão resistentes às acções de vandalismo.

A utilização de gárgulas ou de dispositivos equivalentes deverá acautelar que, em situações de caudal elevado ou reduzido, as águas, actuadas pelos ventos, não irão afectar a circulação periférica ou a estanquidade das caixilharias exteriores.

As construções devem ser implantadas de molde a não alterarem o sentido das pendentes naturais do terreno e que as pendentes finais exteriores assegurem o rápido escoamento das águas pluviais junto às fachadas, particularmente junto aos acessos.

Deve-se sempre que possível, proceder á ligação das prumadas das águas pluviais à rede pública indirectamente, para reduzir os caudais de ponta e para facilitar a infiltração natural no terreno.

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Sistemas de Drenagem por Captação de Água

June 8th, 2009 No comments

Sistemas de Drenagem para Captação de Água

Entre os diversos sistemas de drenagem por captação de água existem:

  • Captação de Água Directa
  • Captação de Água Vertical
  • Captação de Água Horizontal

Sistema de Drenagem por Captação de Água Directa

A água que aflui às escavações é conduzida por valetas até aos “poços de chamada” onde é bombada para o exterior. Pode-se ainda efectuar a captação de água directa recorrendo a cortinas de estanquidade.

A cravação das cortinas deverá ser suficientemente profunda para evitar a ruptura da escavação. Com este  Sistema de Drenagem diminui-se o caudal necessário para manter o nível da água a uma certa cota mas só é viável se a profundidade de escavação for um pouco maior do que a do nível freático já que de “poços de chamada” se pode extrair pouco caudal.

Sistema de Drenagem por Captação de Água Vertical

Um dos sistemas é a drenagem por gravidade.

Em solos permeáveis (areias médias, grossas e seixos), o escoamento da água pode-se fazer através de captações de água verticais localizadas na periferia das escavações.

Neste caso o caudal da captação é função de:
H- altura da coluna de água
h – altura da coluna de água depois do rebaixamento
R – raio de influência do rebaixamento
r – raio de captação
K – coef. de permeabilidade do solo

Outro sistema de drenagem deste tipo de captação é o caso da drenagem por vácuo.

Com recurso a agulhas filtrantes este sistema é utilizado em solos pouco permeáveis em que o escoamento só se pode fazer por gravidade. Pode ser composto por tubos de ferro ou pvc com diâmetros entre 1″1/2 a 2″, e comprimento de 3 a 7 m, introduzidas no terreno com injecção de água e em seguida ligadas por mangueiras flexíveis a um tubo colector que por sua vez está ligado a um conjunto de bombas de água e vácuo. Neste caso o vácuo é utilizado apenas no início para que se efectue a “ferragem” sendo a drenagem posterior actuada por gravidade.

Também existe utilização de grandes diâmetros sob vácuo.

Neste caso, utilizam-se em terrenos com permeabilidade média e consiste na execução de furos com 30 a 60 cm de diâmetro com trado, onde posteriormente são colocados dos tubos com 15 a 20 cm de diâmetro, sendo o preenchimento do espaço intermédio com areia e areão de granulometria adequada. Por fim faz-se a vedação com bentonite do espaço entre o tubo e a furação para colmatação da zona filtrante.

Existe também a chamada drenagem por electro-osmose.

É utilizada em solos argilosos com baixa permeabilidade.

Consiste basicamente no seguinte:

Estabelecendo uma diferença de potencial entre eléctrodos positivos (ânodos) e eléctrodos negativos (cátodos), consegue-se fazer com que a água se escoe em direcção aos cátodos. Os cátodos estão espaçados de 8 a 11 m e os ânodos no meio desse intervalo. Os ânodos são constituídos por varas de ferro ou cobre. Cada cátodo extrai, em geral, 15 a 750 litros/dia.

Sistema de Drenagem por Captação de Água Horizontal

Este tipo de captação é utilizado quando se pretende um rebaixamento pouco acentuado do nível freático numa grande extensão de terreno.
Consiste basicamente na colocação de tubos flexíveis drenantes na parte superior por meio de furos e impermeável na parte inferior, ligados a bombas centrífugas, distanciadas entre 25 e 100 m.

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