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Archive for the ‘Térmica’ Category

Edificios Estanquidade Permeabilidade ao Ar

September 28th, 2009 Comments off

A envolvente e os elementos de compartimentação dos edifícios devem ser concebidos e executados de molde a serem estanques ao ar. Exceptuam-se do cumprimento desta regra, as juntas das partes móveis das janelas, portas e as aberturas para ventilação eventualmente existentes.

As infiltrações de ar através das juntas das janelas e portas exteriores devem ser limitadas a valores que não dêem origem, durante o Inverno, a correntes de ar incómodas para os ocupantes, nem perturbem o processo de ventilação e não conduzam a perdas de calor excessivas.

Os elementos da envolvente dos edifícios devem ser concebidos de modo a evitar a acumulação interna de humidade de condensação;

As condutas de evacuação de ar, fumos e produtos de combustão devem ser concebidas de molde a serem estanques aos gases.

A estanquidade ao ar das portas e janelas da envolvente deverá ser confrontada com outras exigências, nomeadamente as seguintes:

- Pureza do ar ambiente;

- Exigências termo-higrométricas;

- Isolamento sonoro aos ruídos exteriores.

Nota:

Além de afectarem o isolamento térmico, as frinchas de contorno das portas e as juntas entre caixilhos móveis introduzem quebras significativas do isolamento acústico das paredes onde esses elementos se integram. Assim, é recomendável, que, no caso de portas localizadas em paredes divisórias que devam assegurar um isolamento sonoro significativo, o seu fabrico e montagem sejam cuidados, de forma a limitar a transmissão do som por via da passagem do ar através daquelas frinchas.

Exigência Térmica dos Edificios Eficiência Energética

August 25th, 2009 No comments

Todos os edifícios, de qualquer natureza, devem ser dimensionados e equipados de forma a permitir que se criem e se mantenham no seu interior condições ambientais satisfatórias do ponto de vista do conforto térmico e da eficiência energética, tendo em conta a ocupação dos diferentes locais, espaços, e o normal funcionamento dos seus equipamentos. A disposição anterior implica que não se gerem nos ocupantes sensações de desconforto devidas a perdas exageradas de calor, à desigualdade de temperatura entre as diversas partes do corpo e à dificuldade de eliminar o calor do corpo gerado pelo metabolismo, o qual depende do tipo de actividade realizada.

Os edifícios em regra geral deverão ser orientados tendo em conta as características climáticas do local e as necessidades de insolação dos diferentes locais onde se encontram implantados.

Existem no entanto, alguns parâmetros e alguns índices térmicos que se podem considerar fundamentais para a análise térmica tendo em vista a eficiência energética:

- O seguinte indicador chamado de necessidades nominais de energia útil para a  estação de aquecimento, Ni, e para a estação de arrefecimento, Nv, são contabilizados por metro quadrado de área útil de cada espaço independente do edifício;

- Os chamados coeficientes de transmissão térmica dos elementos pertencentes à da envolvente dos edifícios;

- Também deverá ser considerada a Classe de inércia térmica correspondente aos edifícios em análise, estando esta relacionada com o conforto de inverno;

- Também a consideração do chamado Factor solar dos envidraçados dos edificios, ou factor solar dos vidros dos vãos ou janelas.

No que concerne à análise das necessidades nominais para aquecimento do edifício temos que:

Todos os edifícios em geral estão situados numa determinada zona climática, assim deste modo é necessário atribuir e classificar essa zona;

Por Exemplo: “Um caso prático”

1 -Para edifícios situados na zona climática de Inverno I3, estes deverão ser dotados de sistemas centralizados de aquecimento.

2 – Para os edifícios escolares situados na zona climática de Inverno I2, estes deverão ser dotados de sistemas de aquecimento, através de unidades individuais ou, de preferência, através de sistemas centralizados.

3 – Para edifícios escolares localizados em zona climática de Inverno I1, esses deverão ser dotados de aquecimento nomeadamente e pelo menos os gabinetes, as secretarias, a biblioteca, os auditórios, mesmo que seja através de unidades individuais de aquecimento.

Relativamente à análise das necessidades nominais para arrefecimento dos edificios consideramos o seguinte: “Exemplo caso prático”

No caso dos edifícios escolares, é recomendável que em zonas de Verão com classificação V2 e/ ou V3, essas construções possuam uma elevada inércia térmica.

Continuando com o exemplo dos edifícios escolares e a sua eficiência energética; Para edifícios escolares localizados e classificados como em zonas de Verão V2 e V3 deverão ser dotados de unidades de arrefecimento, mesmo que sejam individuais, destacando os locais onde se prevê ocupação continua durante todo o período quente, nomeadamente os gabinetes e a secretaria.

É recomendável que em todos os edifícios escolares com grande dimensão, i.e., com mais de 10 salas de aula, exista também unidades de arrefecimento mais propriamente nas salas de aula normais.

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