Durabilidade Conservação Manutenção e Reparação dos Edificios

Durabilidade dos EdificiosPara que seja garantida a durabilidade dos edifícios, estes devem ser concebidos de modo a que, quer a sua segurança, quer as características funcionais dos materiais, elementos e equipamentos de construção neles aplicados, não sejam afectados durante um período em princípio não inferior a 50 anos de vida útil , admitindo que, ao longo deste período, esses materiais, elementos e equipamentos serão submetidos a cuidados normais de conservação.

A satisfação do referido anteriormente implica que os materiais, elementos e equipamentos de construção resistam satisfatoriamente às acções agressivas que podem ocorrer em situações de uso normal e que as operações de conservação, reparação e limpeza se possam fazer com facilidade e praticamente sem incómodo para os ocupantes dos edifícios.

Durabilidade dos edifícios – Consideram-se cuidados normais de conservação:

– A aplicação de pinturas e de produtos de protecção, eventualmente após limpeza ou reparação apropriada das superfícies;

– As reparações localizadas, necessárias, nomeadamente, para eliminar corrosões incipientes;

– A substituição de certos materiais ou elementos cujo envelhecimento ou desgaste sejam inevitáveis, caso em que deve prever-se, desde a construção, a possibilidade de retirar os materiais envelhecidos ou gastos e de aplicar em seu lugar materiais novos.

Durabilidade dos edifícios – Conservação dos materiais

Os materiais, elementos, equipamentos e instalações da construção devem manter, sob cuidados normais de conservação, as suas características funcionais durante um período de vida útil não inferior a 50 anos.

O período de vida útil atrás indicado poderá ser reduzido nos seguintes casos:

– No caso de materiais, elementos, equipamentos e instalações cuja substituição seja considerada como fazendo parte dos cuidados normais de conservação;

– No caso de materiais submetidos normalmente a acções de desgaste;

– No caso de certos componentes e revestimentos facilmente substituíveis, ainda que recorrendo a intervenções especializadas exteriores à escola.

Os materiais não facilmente substituíveis a título de conservação devem apresentar uma estabilidade físico-química segura ou, pelo menos, previsivelmente satisfatória, tendo em conta as inter-reacções que se podem desenvolver, a curto e a longo prazo, entre materiais.

Os materiais não acessíveis ou que não possam ser submetidos a cuidados de conservação devem ser resistentes à corrosão e ao ataque dos agentes de deterioração biológica, ou ser tratados ou protegidos contra essas acções.

Os paramentos dos elementos e equipamentos da construção dispostos ao alcance das pessoas não devem poder ser facilmente danificados por objectos cortantes ou contundentes de uso corrente.

Os materiais de uma forma geral devem conferir resistência aos agentes climáticos, ao desgaste e à erosão pelas partículas em suspensão no ar, aos agentes químicos do ar, aos agentes biológicos, aos movimentos repetidos dos componentes, dos mecanismos e dos seus dispositivos de comando.

Durabilidade dos edifícios – Facilidade de Manutenção e Reparação

A realização de trabalhos correspondentes aos cuidados normais de conservação nos edifícios deverá ser prevista com frequência, em princípio, não inferior a 5 anos.

Os cuidados normais de conservação devem poder ter lugar com um mínimo de incómodo para os ocupantes dos edifícios e não devem exigir meios onerosos e sofisticados nem o consumo de produtos de difícil obtenção no mercado.

A substituição de materiais, elementos e equipamentos, quando necessária no âmbito dos cuidados normais de conservação, deve poder fazer-se facilmente, o que pressupõe:

– Facilidade de desmontagem e montagem dos materiais, elementos e equipamentos a substituir;

– Facilidade de fornecimento desses materiais, elementos e equipamentos.

Quando os materiais, elementos e equipamentos deteriorados tenham de ser substituídos no âmbito dos cuidados normais de conservação, deve ser possível assegurar à construção, com facilidade, ainda que a título provisório, condições satisfatórias de segurança e de utilização, durante o período decorrente até se verificar essa substituição.

No caso de ocorrerem deteriorações acidentais na construção, não previstas nos cuidados normais de conservação, os materiais, os elementos e os equipamentos deteriorados devem poder ser reparados ou substituídos com relativa facilidade.

Para certos elementos de construção, nomeadamente caixilharias e estores e, no caso das construções para as idades mais baixas, as pinturas, poderão ser previstos cuidados normais de conservação em períodos inferiores a 5 anos.

Relativamente a materiais e elementos de construção não tradicionais ou com pouca divulgação de uso, deverão ser fornecidos aos utentes elementos escritos e desenhados referentes à sua manutenção, funcionamento, conservação e possível substituição.

As escolas devem ser dotadas de “Manuais de Utilização Geral” dos quais constem as plantas e as redes dos edifícios, as características dos equipamentos e uma referência aos cuidados de manutenção e conservação para que seja garantida a durabilidade dos edifícios.