I-MEMÓRIA DESCRITIVA

1-Introdução:

O trabalho apresentado insere-se no âmbito da disciplina de projecto e teve como objectivo a realização de um projecto de excussão, referente a um edifício de habitação constituído por duas caves e por cinco pisos acima do solo, sendo a sua cobertura acessível. Como condicionalismos da arquitectura o edifício é constituído para além das escadas, de um núcleo de betão armado destinado á colocação de elevadores. A concepção do edifício foi equacionada de acordo  com a regulamentação existente e pensando num bom dimensionamento estrutural.

O presente edifício situa-se em Coimbra e ocupa uma área de construção bruta de aproximadamente 614m2. No presente projecto é apresentado o dimensionamento de um painel de lajes pertencente ao 3º piso de duas vigas (pertencentes ao quarto piso), de um pilar e respectiva fundação e de um troço do  muro de contenção de terras existente ao nível das caves.

As duas caves do edifício destinam-se a estacionamento e cinco pisos acima do solo destinam-se a habitação tendo o quinto piso acima da cota do terreno natural uma arquitectura diferente.

2 – Condicionalismos:

As fundações do edifício são fundações directas que  assentam sobre um solo do tipo I, tendo o solo uma tensão admissível de 0,4 MPa. O solo apresenta ainda uma massa volumica de 21 KN/m3 e um ângulo de atrito interno de 35º.

As duas caves do edifício  encontram a uma cota inferior  á do terreno natural que circunda o edifício , mas considera-se no entanto que o nível freático encontra-se a uma cota que não influência o comportamento estrutural .

Segundo ao anexo 3 do R.S.A. o edifício situa-se na Zona C, para efeitos da quantificação da acção dos sismos (Artg. 28º R.S.A.).

3 – Solução estrutural:

A solução estrutural adoptada, para a execução deste edifício, foi a de um conjunto de pórticos constituído por vigas, pilares que suportam os pavimentos constituídos por lajes maciças de betão armado. As vigas recebem os esforços provenientes das lajes e encaminham-nos para os pilares que por sua vez transmitem essas forças ás sapatas.

A estrutura do edifício foi concebida  tendo em conta os condicionalismos de arquitectura evitando-se, sempre que possível, que os elementos estruturais se destacassem da envolvente arquitectónica. Para não existir uma desproporção das inércias o que levaria a uma instabilidade da estrutura no caso da ocorrência de sismos, houve uma colocação cuidada dos pilares.

Todos os elementos estruturais são constituídos por betão armado, estes foram projectados com o intuito de assegurar um bom comportamento aos diversos tipos de combinações de acções previstas no Regulamento Segurança e Acções ( R.S.A. ). Foram também considerados os condicionalismos previstos no Regulamento de Betão Armado e Pré-Esforçado (R.E.B.A.P.).

Tendo em conta as características geótecnicas do solo e a sua tensão de rotura o dimensionamento das fundações foi projectado considerando que estava garantida a segurança correspondente ao derrube e ao deslizamento.

Para as fundações do edifício foram adoptadas as seguintes soluções:

-          Para o muro dimensionado foi adoptada uma fundação directa com inclusão de viga de fundação, tratando-se de uma sapata excêntrica.

-           Para o pilar dimensionado foi adoptada uma fundação directa com inclusão de viga de fundação, tratando-se de uma sapata centrada.

Os recobrimentos a adoptar são os seguintes:

  • Lajes – 3,0 cm
  • Vigas – 2,5 cm
  • Escadas – 3,0 cm
  • Pilares – 2.5 cm
  • Fundações – 5 cm

Para uma melhor execução em obra e para uma boa reaplicação sistemática de cofragens tentou-se uniformizar as secções dos elementos estruturais. ( O  Pré-dimensionamento dos elementos estruturais é apresentado em Anexo tal como as áreas de influencia dos pilares).

4 – Materiais utilizados:

Aço da classe A400 NR

q  Betão da classe B30

5 – Acções:

As acções intervenientes de acordo com o Regulamento Segurança e Acções são as seguintes:

q  Carga permanente;

q  Sobercarga;

q  Sismo;

q  Impulso de terras;

5.1 – Carga permanente:

Para a quantificação do peso próprio de cada elemento estrutural foi adoptado o valor para o peso volumico do betão 25 KN/m3 (artgº14  R.S.A.).

De acordo com o Art. 15º do R.S.A. quantificou-se o peso das paredes divisórias considerando o peso das paredes divisórias igual a 2 KN/m2.

(afectado com o factor de 40% / Art. 15º R.S.A.) para o revestimento adoptou-se um peso de 1,5KN/m2 ( Tabelas Técnicas ).

5.2 – Sobrecarga:

As sobrecargas utilizadas foram quantificadas de acordo com o Art. 34º , Art. 35º e Art. 37º do R.S.A.. Nestes artigos encontram-se definidos os valores característicos das sobrecargas, bem como os coeficientes para a determinação dos valores  das mesmas. As sobrecargas consideradas foram as seguintes:

q  Pavimentos – 2KN/m2 (Art. 35º R.S.A.) (y2 = 0,2)

q  Escadas – 5 KN/m2 (Artg 37 R.S.A.) (y2 = 0,2)

q  Cobertura  acessível – 2,0 KN/m2 ( Art. 34º R.S.A.)

5.3 – Sismo:

A análise sísmica foi quantificada utilizando um processo simplificado de análise de acordo com os artigos 30º, 31º e 32º, do R.S.A.

Para a quantificação da acção sísmica consideraram-se as acções vibratórias transmitidas pelo terreno á estrutura, pois estas acções como provocam  alterações físicas no terreno irão influenciar negativamente a estabilidade do edifício, devido ao facto dos elementos estruturais absorverem os esforços actuantes na estrutura.

Para um melhor comportamento estrutural do edifico tentou-se distribuir os elementos estruturais o mais simétrico possível, para que o centro de rotação do edifício possa estar o mais próximo possível do centro de massa por forma a que os esforços devidos á torção do edifício aquando a acção sísmica sejam diminutos. Tentou-se também uniformizar todos os elementos estruturais o que também resulta na diminuição dos esforços.

5.4 – Impulso de terras:

Para a quantificação do impulso de terras  considerou-se para alem das características geotécnicas, uma sobrecarga no terreno de 10 KN/m2.

5.5 – Outras considerações:

Devido ao facto do edifício se situar em Coimbra este está localizado, em termos de quantificação da acção do vento, na zona A (Artg 20º R.S.A.). As  acções devido a acção do vento foram quantificadas, de acordo com o capitulo 5 do R.S.A., no entanto, a acção do vento não foi considerada no cálculo devido ao facto de as forças provocadas pelo sismo serem superiores.

De acordo com o artgº26 do R.S.A., a localização do edifício obriga também á quantificação da acção da neve (capitulo 6º do R.S.A.), no entanto as acções quantificadas não foram consideradas no cálculo pois a sobrecarga considerada na cobertura é mais desfavorável.

O efeito das acções devido ás variações de temperatura e de retracção do betão não foram consideradas, pois de acordo com o Artg 31.2º e 32.2º do R.E.B.A.P., a maior dimensão do edifício em planta não excede os 30 metros.

No projecto apresenta apresentado foram adoptadas as disposições construtivas regulamentares  (R.E.B.A.P.), no que diz respeito aos artigos : 30º (Composição do betão ), 78º (Recobrimento mínimo das armaduras), 90º (Armadura longitudinal mínima e máxima), 91º e 105º (Espaçamento de varões), permitindo assim a dispensa da verificação ao Estado Limite de Utilização de Fendilhação, como consta no artigo 70.3º (R.E.B.A.P.). Como se cumpriu as disposições construtivas impostas nos artigos: 89º ( Altura mínima de vigas), 102º (Espessura mínima de lajes) do R.E.B.A.P, considera-se que se fica dispensado da verificação ao Estado Limite de Utilização de Deformação, como consta no Art. 72.3º  R.B.A.P.

5.6 – Combinações de acções:

A verificação da segurança, foi realizada admitindo que todas as acções têm um efeito desfavorável.

A combinação das acções para a determinação dos esforços de cálculo foram obtidas atendendo ás disposições do art.º 9 do R.S.A., sendo as seguintes:

q  Combinação tendo em conta a acção variável  base ser sobrecarga:

Sd = 1,5 x C.P. + 1,5 x S.C.      ( E.L.U.)

q  Combinação tendo em conta a acção variável  base ser sismo:

Sd1 =  1,0 x C.P. + 0,2 x S.C. + 1,5 x Sismo

Sd2 =  1,0 x C.P. + 0,2 x S.C. – 1,5 x Sismo

6 – Método de cálculo:

No projecto apresentado para o cálculo dos esforços em pilares e vigas recorreu-se ao programa de cálculo automático SAP 2000, baseado no método dos elementos finitos, para a utilização do referido programa procedeu-se do seguinte modo:

Criou-se um novo modelo;

Definiu-se as secções materiais e acções bem como a combinação de acções;

Definiu-se geometricamente a estrutura, definindo-se os elementos de barra com as respectivas;

secções associadas e criaram-se nós atribuindo-lhes as restrições necessárias;

Aplicaram-se as acções nas barras e nos nós;

Calculou-se a estrutura;

Visualizou-se e analisou-se os resultados.

No auxilio á quantificação dos esforços em lajes recorreu-se ás tabelas de Barez, e para a compatibilização desses esforços utilizou-se a regra de Marcus.

7 – Bibliografia:

-          Betão Armado – Esforços Normais e de Flexão – L.N.E.C.

-          Desenho Técnico – Fundação Cáloust Gulbenkian, Lisboa 1997

-          Folhas da cadeira de Projecto

-          R.E.B.A.P. – Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré- Esforçado, Porto Editora,

Lda.

-          R.S.A. – Regulamento de Segurança e Acções, Editora Rei dos livros

-          Tabelas Técnicas- Engº Brasão Farinha e Vítor Monteiro.

II – CÁLCULOS JUSTIFICATIVOS

1- Acção sísmica:

1.1 -  Zoneamento do território:

O edifício situa-se em Coimbra, que de acordo com o Art. 28º do R.S.A. corresponde á zona C, o que implica um coeficiente de sismicidade:  a = 0,5 ( Art. 29º R.S.A.)

1.2 – Tipo de terreno:

O terreno a considerar é do tipo I, o que significa que se tratam de rochas e de solos coerentes rijos.

1.3 – Coeficiente sísmico:

O coeficiente sísmico b relativo á acção dos sismos numa dada direcção, é calculado pela expressão:

b = b0 x a / h (artigo 31º do R.S.A.)

a) Coeficiente sísmico de referência  ( b0 )

O Coeficiente sísmico de referência  (b0 )  depende do tipo de terreno e da frequência

própria fundamental da estrutura. Sendo esta dada pela seguinte expressão :

f = 12 / n (para estruturas em pórtico, em que n é o n.º de pisos acima do solo: n = 5) ,

logo,

f = 12 / 5 = 2.4 Hz

sendo:

Tipo de terreno I      Art. 31.2 ( R.S.A.)   =>       b0= 0.17 x Ö f

f = 2.4 Hz

Conclui-se que:

b0= 0.17 x Ö2.4 = 0.263

b) – Coeficiente de Sismicidade ( a ) => a = 0,5

c) – Coeficiente de comportamento ( h )

O Coeficiente de comportamento depende do tipo de estrutura e das suas características de ductilidade e ainda do grau admitido na exploração dessa ductilidade. No caso de edifícios correntes pode adoptar-se conforme o Art. 33.2º do REBAP :

h = 2.5 => Estruturas em pórtico, com ductilidade normal

Em suma,

b = 0.263 x 0.5 / 2.5 = 0.0526

1.4 – Centro de massa:

O centro de massa refere-se ao ponto onde actua a força sismica estática equivalente.

Para o cálculo das coordenadas do centro de massa foram utilizadas as seguintes expressões:

XCG=å(mi*xi)/å(mi)

YCG=å(mi*yi)/å(mi)

Em que;

mi – Representa a massa dos elementos estruturais (lajes, vigas e paredes

exteriores)

xi – Coordenada dos elementos  estruturais em relação a um eixo x

yi – Coordenada dos elementos  estruturais em relação a um eixo y

Para o cálculo do centro de massa das lajes uma combinação quase permanente (Art. 12º  R.S.A.)

(Piso tipo)     C.P. +  y2 x S.C. = 8,74 +  0,2 x  2 = 9,14 KN/m2

(Cobertura)   C.P. +  y2 x S.C. = 6,5 +  0,2 x  2 = 6,90 KN/m2

No projecto realizado foi calculado o centro de massa apenas para o 3º Piso, dado que este tinha uma geometria não ortogonal optou-se como critério de projecto por delimitar uma área ortogonal     (Figura 1) em torno do edifício simplificando assim o método de cálculo.

Figura 1 -  Área considerada para o cálculo do centro de massa

Exemplo de Cálculo

O método de cálculo utilizado, consiste em considerar uma área simplificada que delimita uma superfície ortogonal, neste caso um rectângulo, subtraindo-lhe as parcelas correspondentes ás áreas : A, B, C, D, E, F, G, H, I ficando-se assim com os valores correspondentes aos da área de construção.

a)- Lajes :

Exemplo para a  ÁREA TOTAL ( Área do rectângulo que circunda todo o edifício) :

Area Total = 689.07 m^2 ;  Xi = 18.34 m  ; Yi = 9.39 m

P.P. Laje / m^2 =  C.P. +  y2 x S.C. = 8,74 +  0,2 x  2 = 9,14 KN/m2

Massa da laje ( mi )  = P.P. Laje KN/ m^2 x Area ( m^2 ) = 9.14 x 689.07 = 6298.1 KN

mi x Xi = 6298.1 x18.34 = 115507.15 KN.m

mi x Yi = 6298.1 x 9.39 =  59139.16 KN .m m

A este  ( mi x Xi) e ( mi x Yi ) calculado para a área total subtraiu-se os (mi x Xi) e  ( mi x Yi ) correspondentes ás áreas :           A, B, C, D, E, F, G, H, I.

Portanto ;

Lajes    =>               mi x Xi = 84267.99 KN.m

Total                        mi x Yi = 47792.09 KN.m

å mi =  4336.93 KN

b) – Vigas

Exemplo para a  Viga V1

Lviga = 11.2 m  ; Xi = 4.85 m ; Yi = 14.46 m ; b= 0.25 ; h = 0.2 ( retirando a altura da laje )

Peso volumico do betão – 25 KN / m3

P.P. Viga / m = b x h x 25 = 0.25 x 0.2 x 25 = 1.25 KN / m

Massa da viga = P.P. Viga / m x Lviga = 1.25 x 11.2 = 14 KN

Viga V1 =>  mi x Xi = 14 x 4.85 = 67.8 KN.m

mi x Yi = 14 x 14.46 = 202.44

A este  (mi x Xi) e (mi x Yi) calculado para a viga V1,  adicionou-se os (mi x Xi) e  ( mi x Yi ) correspondentes ás vigas :  2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20.

Obtendo –se os seguintes resultados :

Vigas    =>               mi x Xi = 4973.975 KN.m

Total                        mi x Yi = 2670.558 KN.m

å mi =  253.2 KN

c) – Pilares

Exemplo para o pilar P1

Xi = 0.32 m ; Yi = 11.03 m ; Área da secção do pilar  = 0.165 ( retirando a altura da laje ) ; Considerando o pilar com um comprimento igual a metade do pé direito para cima e para baixo em relação ao nível em que se encontra a laje ( Comp Pilar = 3 m ).

Peso volumico do betão – 25 KN / m3

P.P. Pilar / m = b x h x 25 = 0.165 x 25 = 4.13 KN / m

Massa da viga = P.P. Pilar / m x Comp. Pilar = 4.13 x 3 = 12.4 KN

Pilar P1 =>  mi x Xi = 12.4 x 0.32 = 3.96 KN.m

mi x Yi = 12.4 x 11.03 = 136.496 KN.m

A este  (mi x Xi) e (mi x Yi) calculado para o pilar P1,  adicionou-se os (mi x Xi) e  ( mi x Yi ) correspondentes aos Pilares :  2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31,  32, 33, 34, 35 e Caixa do elevador.

Obtendo –se os seguintes resultados :

Pilares    =>             mi x Xi = 11229.795 KN.m

Total                        mi x Yi = 5904.818 KN.m

å mi =  575.625 KN

d) – Paredes exteriores

Exemplo para a  parede Pa1

Xi = 4.85 m ; Yi = 14.46 m ; Lparede exterior = 11.2 m ; H parede = 2.6 m ( retirando a espessura

Considerando coeficiente de aberturas  = 0.5                                           das 2 lajes adjacentes )

gparede = 2.9 KN / m^2

PPparede exterior = 9.05 KN / m

Massa da parede = P.P. Parede KN / m x Lparede = 9.05 x 11.2 = 101.34 KN

Parede Pa1 =>  mi x Xi = 101.34 x 0.32 = 3.96 KN.m

mi x Yi = 101.34 x 11.03 = 136.496 KN.m

A este  (mi x Xi) e (mi x Yi) calculado para a parede Pa1,  adicionou-se os (mi x Xi) e  ( mi x Yi ) correspondentes ás Paredes :  2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.

Obtendo –se o seguinte resultado :

Paredes    =>            mi x Xi = 21813.05 KN.m

Total                         mi x Yi = 11024.43 KN.m

å mi =  1096.62 KN

De acordo com as alíneas a, b, c e d pode-se concluir que :

XCG =  ( 84267.99 + 4973.97 + 11229.8 + 21813.05 ) / (4336.93 + 253.25 + 575.63 + 1096.62 )

YCG = (47792.09 + 2670.558 + 5904.818 + 11024.43) / (4336.93 + 253.25 + 575.63 + 1096.62 )

logo:

XCG ( Final ) =  19.53 m

YCG ( Final ) = 10.76 m

Nota: A tabela de cálculo do Centro de Massa  é apresentada em Anexo  (Anexo 9 ) 

1.5 – Centro de Rotação:

O Centro de Rotação é calculado apenas para os elementos verticais,  pilares e caixa de elevador, pois, a torção só se verificará nestes elementos aquando a ocorrência de um sismo. O Centro de Rotação define-se como sendo o ponto onde se verifica a torção da estrutura, durante a ocorrência de um sismo.

Neste projecto o Centro de Rotação  foi calculado em relação ao mesmo referencial utilizado no calculo do Centro de Massa. As coordenadas do Centro de Rotação foram calculadas através das seguintes expressões :

XCR = å(Iyi*xi)/å(Iyi)

YCR = å(Ixi*yi)/å(Ixi)

Sendo :

yi => Distância, segundo o eixo yy, que vai desde o centro do elemento ao eixo concorrente;

xi => Distância, segundo o eixo xx, que vai desde o centro do elemento ao eixo concorrente;

Ixi => Momento de inércia dos pilares em relação ao eixo xx

Iyi => Momento de inércia dos pilares em relação ao eixo yy

Nota : No projecto apresentado o centro de rotação foi calculado para o 3º Piso

q  Exemplo de Cálculo

-          Exemplo para o pilar P1 :

Dimensões : a = 0.55 m ; b = 0.3 m

Xi = 0.284 m     ;    Yi = 11.04 m                         Iy x Xi = 7.38 x 10 -4 m5

Ix = 2.8 x 10 -3 m4 ;   Iy =  2.6 x 10 -3 m4 Ix x Yi = 3.09 x 10 -2 m5

Calculou-se todo  estes parâmetros para cada elemento vertical de onde se conclui que :

XCR = å(Iyi*xi)/å(Iyi) =  ( 5.59 x 101 ) / 2.76 =  20.26 m

YCR = å(Ixi*yi)/å(Ixi) = 9.98 / 1.09 = 9.12 m

XCR = 20.26 m        ;       YCR = 9.12 m

Nota: A tabela de cálculo do Centro de Rotação é apresentada em Anexo  (Anexo 11)

Em suma,

( sem escala )

Figura 2 – Marcação do centro de massa e do centro de rotação do edifício.

1.6 – Forças Estáticas Aplicadas Por Piso :

As forças estáticas podem supor-se aplicadas aos níveis dos pisos, bastando na maior parte dos casos considerar apenas a sua actuação em direcções horizontais,  Art. 32º R.S.A..

As forças Estáticas Aplicadas Por Piso foram calculadas através da seguinte expressão:

Fki = b*hi*Gi* å(Gi) / å(hiGi)

Sendo :

b Þ coeficiente sísmico correspondente à direcção considerada;

hi Þ Altura a que se situa o piso i acima do nível do terreno;

Gi Þ Soma dos valores das cargas permanente e dos valores quase permanentes das cargas

variáveis correspondentes ao piso i;

O somatório refere-se ao nº de pisos acima do nível do terreno.

O parâmetro b foi calculado anteriormente. ( item : 1.3 )

-          Para o projecto apresentado:

Piso tipo => G = 4336.93 + 253.25 + 575.625 + 1096.618 = 6262.423 KN

Cobertura => G = 3084.25 + 278.15 + 287.813 = 3650.21 KN

Andar beta Gi Hi ( m ) hi . Gi Fki ( KN )
0,0526 6262,42 3 18787,27 41,435
0,0526 6262,42 6 37574,54 82,870
0,0526 6262,42 9 56361,81 124,305
0,0526 6262,42 12 75149,08 165,740
5º (cob) 0,0526 3650,21 15 54753,15 120,757
Somatório   9912,63   242625,84  

Quadro 1  -   Quadro resumo das forças estáticas aplicadas por piso

Nota: As tabela de auxilio ao cálculo das Forças estáticas aplicadas por piso estão apresentadas em Anexo  (Anexo 9 e 10 ).

1.7 – Forças De Translação :

As forças de translação traduzem-se em forças aplicadas ao nível de cada piso segundo as duas direcções ortogonais consideradas. No projecto apresentado as Forças de translação foram calculadas pelas seguintes expressões:

Ftx = ( Fki x Iy ) / å Iy

Fty = ( Fki x Ix ) / å Ix

Em que :

Fki => Valor característico da força estática  aplicada ao nível de cada  piso

Ix => Momento de inércia dos pilares em relação ao eixo xx

Iy => Momento de inércia dos pilares em relação ao eixo yy

Para o edifício foram calculadas as forças de translação em todos os pilares nas duas direcções e em seguida calcularam-se as forças de translação aplicadas nos 2 pórticos de projecto.

Exemplo de Cálculo

- Força de translação do pilar P1 – 2º  Andar

Sabendo que para P1 :  Ix = 0.0028 m4 ;       Iy = 0.0026 m4 ;    Fki = 82.87 KN

E que :    å Ix = 1.095 m4 ; å Iy = 2.758 m4

Ftx = ( 82.87 x 0.0026 ) / 2.76 = 0.078 KN

Fty = ( 82.87 x 0.0028 ) / 1.095 = 0.213 KN

- Força de translação  – 2º  Andar – Portico X

Sabendo que os pilares pertencentes ao pórtico X são os seguintes : P26 , P27 , P28

Tem-se que :

P26 =>  Ix = 0.0042 m4 ;       Iy = 0.0012 m4 ;    Fki = 82.87 KN

P27 =>  Ix = 0.0042 m4 ;       Iy = 0.0012 m4 ;    Fki = 82.87 KN

P28 =>  Ix = 0.0041 m4 ;       Iy = 0.0013 m4 ;    Fki = 82.87 KN

De onde se conclui :

2º  Andar – Pórtico X  =>  Ftx = ((0.0012 + 0.0012 + 0.0013) x 82.87) / 2.76 = 0.111 KN

- Força de translação  – 2º  Andar – Pórtico Y

Sabendo que os pilares pertencentes ao pórtico y são os seguintes : P10 , P20 , P26, P35

Tem-se que :

P10 =>  Ix = 0.0008 m4 ;       Iy = 0.0011 m4 ;    Fki = 82.87 KN

P20 =>  Ix = 0.0063 m4 ;       Iy = 0.009 m4 ;     Fki = 82.87 KN

P26 =>  Ix = 0.0042 m4 ;       Iy = 0.0012 m4 ;    Fki = 82.87 KN

P35 =>  Ix = 0.0013 m4 ;       Iy = 0.0005 m4 ;    Fki = 82.87 KN

Calculou-se :

2º  Andar – Pórtico y  =>  Fty = ((0.0008+ 0.0063 + 0.0042 + 0.0013) x 82.87) / 1.095 = 0.954 KN

Nota: A tabela de cálculo das Forças de translação é apresentada em Anexo  (Anexo 13).

1.8 – Forças De Rotação :

Foram calculadas forças de rotação para todos os pisos, devido ao facto de o centro de massa não ser coincidente com o centro de rotação. Para o calculo foram consideradas excentricidades adicionais, com o objectivo de corrigir assimetrias devidas ao comportamento não linear da estrutura e a movimentos de rotação do solo durante a ocorrência de um sismo. Para o cálculo do projecto só se consideraram as excentricidades quando a força aplicada tinha um sentido idêntico ao da força de translação, ou seja, para o caso mais desfavorável. Os valores da força de rotação por piso foram obtidos através das seguintes expressões :

Frx  = Ix * y´i / (å (Ix * y´i2+Iy*x´i2 )) * Mt

Fry  = Iy* x´i / (å (Ix * y´i2+Iy*x´i2 )) * Mt

Em que:

Ix – momento de inércia dos pilares em relação ao eixo dos XX .

Iy – momento de inércia dos pilares em relação ao eixo dos YY .

y´i , x´i – Coordenadas do centro de gravidade do pilar em relação ao centro de rotação

Mt – momento torsor provocado pela aplicação da força horizontal com excentricidade adicional mais desfavorável.

q  Exemplo de Cálculo

a)- Força de rotação do pilar P1 – 2º  Andar

Sabendo que para P1 :  Ix = 0.0028 m4 ;       Iy = 0.0026 m4 ;    Fki = 82.87 KN

å Ix = 1.095 m4 ; å Iy = 2.758 m4 ; Xi =0.284 m ; Yi=11.04 m

XCG =  19.53 m  ;            YCG = 10.76 m

XCR = 20.26 m        ;       YCR = 9.12 m

å Ix * y´i2 + Iy * x´i2 = 11.95

a.1) – Cálculo de Frx:

-          x´i = xi – Xcr = 0.284 – 20,26 = -19.976 m

-          y´i = yi – Ycr = 11.04 – 9.12 = 1.92 m

-          Ix * y´i = 0.0028 * 1.92 = 0.005376 m5

-           Ix * y´i 2 = 0.0028 * 1.92 = 0.01032  m6

-          Iy * x´i = 0.0026 * -19.976 = – 0.0519 m5

-          Iy * x´i2 = 0.0026 * -19,9762 = 1.038 m6

-          Ix * y´i2 + Iy * x´i2 = 0.01032 + 1.038 = 1.05

-      Momento torçor: – Para o calculo do momento torçor só foi considerada uma

excentricidade e2i pois como ilustra a figura seguinte, para esta

direcção trata-se da  excentricidade mais desfavorável.

( Sem escala )

Figura 3 –  Excentricidades mais desfavoráveis em relação ao centro de massa ( Pórtico X )

e2i = 0.05 x a = 0.05 x 18.78 = 0.94 m  ( Artº 32 do REBAP)

logo :        Mtx = e2i x Fk = 0.94 x 82.87 = 77.9 KN.m

de onde se conclui que:         Frx = ( 0.0054 x 77.9 ) / 11.95 = 0.0 35 KN

a.2) – Cálculo de Fry:

-          x´i = xi – Xcr = 0.284 – 20,26 = -19.976 m

-          y´i = yi – Ycr = 11.04 – 9.12 = 1.92 m

-          Ix * y´i = 0.0028 * 1.92 = 0.005376 m5

-           Ix * y´i 2 = 0.0028 * 1.92 = 0.01032 m6

-          Iy * x´i = 0.0026 * -19.976 = – 0.0519 m5

-          Iy * x´i2 = 0.0026 * -19,9762 = 1.038 m6

-          Ix * y´i2 + Iy * x´i2 = 0.01032 + 1.038 = 1.05

-          Momento torçor: – Para o calculo do momento torçor só foi considerada uma excentricidade e2i pois como ilustra a figura seguinte, para esta direcção trata-se da  excentricidade mais desfavorável.

( Sem escala )

Figura 4 –  Excentricidades mais desfavoráveis em relação ao centro de massa ( Pórtico Y )

e2i = 0.05 x 36.69 = 1.84 m  ( Artº 32 do REBAP)

logo :     Mty = e2i x  Fk = 1.84 x 82.87 = 153.23 KN.m

de onde se conclui que :                    Fry = ( 0.052 x 153.23) / 11.95 =  0.67 KN

Nota: Para o cálculo das forças de rotação aplicadas no pórtico x calculou-se para os pilares pertencentes a esse pórtico as forças de rotação (da mesma forma que o exemplo de cálculo descrito) correspondentes á direcção x, adicionando-se essas forças de rotação, resulta a força de rotação aplicada no pórtico x.  Para a direcção y procedeu-se de forma análoga  ao referido para a direcção x.

A tabela de cálculo das Forças de Rotação é apresentada em Anexo  (Anexo 14).

1.9 – Calculo das forças sísmicas para utilização no calculo automático

(SAP2000):

De acordo com os Anexos 13 e 14  pode – se determinar as forças sísmicas a aplicar nos pórticos:

    Pórtico x     Pórtico y  
Piso Ft ( KN ) Fr ( KN ) Força sismica aplicada

( KN )

Ft

( KN )

Fr

(KN)

Força sismica aplicada

(KN)

1 0.056 0.13 0.19 0.48 0.64 1.12
2 0.111 0.26 0.27 .954 1.27 2,22
3 0.17 0.39 0.56 1,43 1,91 3,34
4 0.22 0.52 0.74 1,91 2,55 4,46
Cobertura 0.16 0.38 0.54 1,39 1,86 3,25

Quadro 2 – Quadro resumo das forças sísmicas a aplicar nos pórticos

q  Exemplo de Cálculo Piso 1

Força sismica = Ft + Fr = 0.056 + 0.13 = 0.19 KN

2 – Acção do vento:

Para efeitos de quantificação da acção do vento, de acordo com o Art. 20º / RSA a zona a considerar é a Zona A. Em relação á rugosidade aerodinâmica do solo, de acordo com o Art. 21º / REBAP, considerou-se que este possuía uma rugosidade do tipo I.

Para a quantificação dos esforços devido á acção do vento foi utilizado um método simplificado, supondo aplicadas às superfícies do edifício pressões estáticas obtidas multiplicando a pressão dinâmica do vento, definida no Artº 24º / RSA, por adequados coeficientes de forma.

q  Pressões dinâmicas  – Artº 24 / RSA

Zona A                                                                      Wk = 0.7 KN / m2

Rugosidade – Tipo I

Altura do edifício acima do solo = 5 x 3 = 15 m

q  Determinação dos coeficientes de forma :

- Coeficiente de pressão exterior para paredes dpe

H = 15 m                                               h/b = 15 / 18.78 = 0.798 => ½  < 0.789 £ 3/2

a = 36.69 m   ( maior  dimensão )

b = 18.78 m   ( menor dimensão )        a/b = 36.69 / 18 .78 = 1.954 => ½ < a/b £ 3/2

Anexo I / RSA

Considerando:  a = 0

Acção global sobre o edifício => A = + 0.7 ( valor em modulo mais desfavorável )

dpe = 0.7

q  Determinação da resultante ( F ) das pressões do vento sobre a construção

F = dpe x Wk x A     ( Anexo 3.1 / RSA )

Em que :

dpe => Coeficiente de pressão exterior para paredes

Wk => Valore característico da pressão dinâmica do vento

A => Área de referencia, relacionada com a superfície exposta.

-          Direcção x:

A = 3 x 18.78 = 56.34

Logo:      Fx = 0.7 x 0.7 x 56.34  = 27.6 KN

-          Direcção y:

A = 3 x 36.69 = 110.07

Logo:      Fy = 0.7 x 0.7 x 110.07  = 53.93 KN

Comparando as forças estáticas aplicadas (Fki) por piso provenientes do sismo com as do vento, verifica-se que para a direcção x as forças provenientes do sismo em todo os pisos são mais desfavoráveis. No que se refere á direcção y apenas se verifica que no 1º piso a força devido acção do vento é superior, no entanto como para os restantes pisos (2º,3º,4º, cobertura) as forças sísmicas mostraram ser mais desfavoráveis optou-se por desprezar a acção do vento.

3 – Acção da neve:

De acordo com o Artº 26 /RSA, como o edifício será implantado no distrito de Coimbra a uma altitude de 200m, a acção da neve deve ser tida em conta.

De acordo com artº 27 /RSA para a quantificação da acção da neve , considerou-se uma carga uniformemente distribuída cujo valor característico por metro quadrado em plano horizontal é calculado pela da seguinte expressão:

Sk = m x Sok

em que;                 Sok = 1/400 x (h – 50)

sendo:

h – a altitude do local expressa em metros, arredondadas ás centenas;

Sok  – representa o valor característico, por metro quadrado, da carga da

neve ao nível do solo;

m – é o coeficiente que depende da forma da superfície sobre a qual se

deposita a neve.

Como  h = 200m,   então:

Sok = 1/400 x (200 – 50) = 0.375

De acordo com o Anexo II do RSA ;

Considerando =>   0 £ b £ 30 =>  m = 0.8 => Sk = 0.8 x 0.375 = 0.3 KN/m2

Nota: Sendo a sobrecarga devida á neve ( 0.3 KN / m2 ) inferior á sobrecarga considerada na

cobertura devido ao facto de esta ser acessível ( 2 KN / m2 ), foi adoptado como critério de

projecto uma sobrecarga na cobertura de 2 KN/ m2, ou seja, “desprezou-se a acção da neve.

4 – Dimensionamento das lajes

O painel de laje dimensionado pertence ao 3º piso.

Os exemplos de cálculo apresentados para o dimensionamento das lajes referem-se ás lajes L10 e L13.

q  Exemplo de Cálculo ( L10 ; L13 )

4.1 – Pré- dimensionamento:

a) - Geometria

·       Laje L10

Lmaior  =  7.3 m

Lmenor = 6.2 m

·       Laje L13

Lmaior  =  9.7 m

Lmenor = 6.2 m

b)- relação entre vãos / comportamento da laje:

g = Lmaior / Lmenor ³ 2 => a laje será armada numa direcção só

(segundo a menor direcção)

g = Lmaior / Lmenor < 2 => laje armada nas duas direcções

·       Laje L10

g = 7.3 / 6.2 = 1.18 < 2 =>Laje armada nas duas direcções

·      Laje L13

g = 9.7 / 6.2 = 1.56 < 2 =>Laje armada nas duas direcções

c) –  Condição de dispensa de verificação de segurança ao estado limite de

utilização/ deformação com base no Art. 72º/ REBAP:

hmin ³ li / (30 x h) =( a x l ) / (30 x h)  (m)   (Artg102.2 / REBAP)

Áço A400 => h = 1.0  (Artº 89 /REBAP)

Coeficiente a => Artº 102.2 /REBAP (Quadro XV )

·       Laje L10

hmin ³ 0.6 x 6.2 / (30 x 1) = 0.12 m

·       Laje L13

hmin ³ 0.6 x 6.2 / (30 x 1) = 0.12 m

d) - Espessura de cálculo:

hcálculo = li / ( 21x h ) = (a x lmenor) / ( 21 x h )  (m)

Áço A400 => h = 1.0  (Artº 89 /REBAP)

Coeficiente a => Artº 102.2 /REBAP (Quadro XV )

  • Laje L10

hcálculo = 0.6 x 6.2 / ( 21 x 1 )  =  0.18 m > 0.12 m , logo

Está garantida a condição do artº 72 /REBAP que dispensa a

verificação da segurança ao E.L.U. (deformação)

·       Laje L13

hcálculo = 0.6 x 6.2 / (21 x 1)  = 0.18 m > 0.12 m , logo

Está garantida a condição do artº 72 /REBAP que dispensa a

verificação da segurança ao E.L.U. (deformação)

e) - Espessura adoptada:

Com base nos valores obtidos de hmin e hcálculo , foi adoptada uma espessura de laje.

  • Laje L10

h adop. = 0.20 m

·          Laje L13

h adop. = 0.20 m

Nota: Apresenta-se em seguida o pré-dimensionamento de todas as lajes do painel do Piso 3. O pré-dimensionamento de outras lajes que não pertençam a este painel é apresentado no Anexo 5

Laje Lmaior (m) Lmenor (m) Coeficiente

g

direcção Coeficiente

a

hmin (m) hcálculo (m) hadop. (m)
L1 7,2 6,15 1,17 DUAS 0,6 0,12 0,18 0,2
L2 8,5 6,4 1,33 DUAS 0,6 0,13 0,18 0,2
L4 7,2 4,1 1,76 DUAS 0,5 0,07 0,10 0,2
L5 6,3 4,2 1,50 DUAS 0,6 0,08 0,12 0,2
L7 4,2 2,2 2,00 UMA 0,5 0,04 0,05 0,2
L9 8,2 5,4 1,52 DUAS 0,5 0,09 0,13 0,2
L10 7,3 6,2 1,18 DUAS 0,6 0,12 0,18 0,2
L11 7,9 6,3 1,25 DUAS 0,6 0,13 0,18 0,2
L12 12 6 2,00 UMA 0,8 0,16 0,23 0,2
L13 9,7 6,2 1,56 DUAS 0,6 0,12 0,18 0,2

Quadro 3 – Quadro resumo do pré-dimensionamento de todas as lajes do painel do Piso 3

4.2 – Acções:

a) Permanentes:

-          Peso Próprio (laje) = h adop. x g betão = 0.20 x 25 = 5,0 KN/m2

-          Revestimento = 1.5 KN/m2

-     Paredes divisórias = P.P.div. x Pé-direito x 40% = 2.0 x 2.8 x 0.4 =

= 2.24 KN/m2 (Artº 15 / RSA )

C.P. (Total) = 5,0 + 1.5 + 2.24  = 8.74 KN/ m2

b) Variáveis:

-          Sobrecarga de utilização =>  2.0 KN/m2 (Artº35 / RSA)

c) Combinações de acções:

-          Estado Limite Ultimo / Combinação fundamental:

qsd, fund. = 1.5 x C.P. + 1.5 x S.C. = 1.5 x 8.74 + 1.5 x  2.0 = 16.11 KN/m2

-          Estado limite de Utilização / Combinação frequente:

qsd, freq. = C.P. x 1.0 + S.C x y1 = 8.74 x 1.0 +  2.0 x 0.3 = 9.34 KN/m2

4.3 – Verificação da segurança

4.3.1 – Verificação em Relação aos Estados Limites Últimos

a) – Verificação da segurança em relação ao Estado Limite Ultimo de rotura por esforço transverso (Artº 53.2 /REBAP):

Para a verificação da segurança em relação ao estado limite ultimo de rotura por esforço transverso, analisou-se a laje mais  mais desfavorável do painel, depois de se traçar as linhas de rotura nas lajes constatou-se que a laje mais desfavoravel do painel era a laje L2.

Laje – L2

( Sem escala )

Figura 5 – Linhas de rotura da Laje L2 para verificação da segurança ao esforço transverso

Sendo:

-  h(laje) = 0.2 m

-  recobrimento = 0.03 m

- d = 0.2 – 0.03 = 0.17 m

Vrd = Vcd + Vwd ³ Vsd

Vwd = 0  ( Não considerando armadura de esforço transverso)

Vcd ³ Vsd

Vcd = 0.6 x (1.6 – d ) x t1 x d x bw = 0.6 x(1.6 – 0.17 ) x 0.75 x103 x 0.17 x1=

= 109.4 KN/m

Vsd = qsd, fund. x a = 16.11 x 4.22 =  67.98 KN/m

Vcd > Vsd => 109.4 > 67.98       Verifica, logo está garantida a segurança ao

esforço transverso

Nota: Apresenta-se em seguida o traçado das linhas de rotura de todas as lajes do painel do piso 3.

( Sem escala )

Figura 6 – Linhas de rotura das Lajes do painel do piso 3, para verificação da segurança ao esforço transverso

b) -Verificação da segurança em relação ao Estado Limite Ultimo de rotura por Flexão

b.1) – Esforços

b.1.1)– Verificação da necessidade de  fazer passeio de sobrecargas

0.4 x C.P. = 0.4 x 8.74 = 3.5 KN/m2

S.C. = 2.0 KN/m2 => S.C. < 0.4 x C.P.  ;  logo:  Não é necessário fazer

passeio de sobrecargas

b.1.2) – Cálculo de Esforços

Para o exemplo de cálculo ( L10;L13), utilizando as Tabelas De Barez :

Laje L10

g = a/ b = 6.6 / 6.4 = 1.03

( Sem escala )

Figura 7 – Modelo de cálculo da laje L10 para consulta das tabelas de Barez

Calculando:

Mys = 0.0269 x 16.11 x 6.62 = 18.88 KN/m

Myvmin = -0.0699 x 16.11 x 6.62 = -49.05 KN/m

Mxs = 0.0269 x 16.11 x 6.42 = 17.75 KN/m

Mxvmin = -0.0699 x 16.11 x 6.42 = -46.13 KN/m

Laje 13

g = a/ b = 6.1 / 9.9 = 0.62                                                              

( Sem escala )

Figura 8 – Modelo de cálculo da laje L13 para consulta das tabelas de Barez

Calculando,

Mys = 0.046 x 16.11 x 6.12 = 27.56 KN/m

Myvs = -0.0998 x 16.11 x 6.12 = -59.83 KN/m

Mxs = -0.0089 x 16.11 x 9.92 = 14.05 KN/m

Mxvmin = -0.0309 x 16.11 x 9.92 = -48.79 KN/m

Nota: Procedeu-se de forma análoga para as restantes lajes, adaptando-se os modelos das tabelas de Barez a cada caso especifico, de onde resulta os seguintes resultados :

( Sem escala )

Figura 9 – Figura resumo dos momentos calculados pelas tabelas de Barez

b.1.3) – Compatibilização dos esforços

- Para o exemplo de cálculo ( L10 – L13):

Foram calculados os momentos nas lajes,  com o apoio  das tabelas de Barez.

A compatibilização dos momentos em lajes adjacentes, foi feita  recorrendo á regra de Marcos

Nota: no exemplo de calculo a compatibilização indicada é para a direcção x).

Como os vãos são semelhantes:

Média simples (MA;MB) = (MA + MB) / 2

MAB = máx.                                                                                      =>

0.8 x máx. (MA;MB)

(-48.79 – 46.13) / 2 = -47.46 KN.m

=> MAB = -47.46 KN.m

0.8 x máx.(-48.79; – 46.12) = -39.03 KN.m

Figura 10 – Figura exemplo para a compatibilização de esforços

Na compatibilização de momentos, o momento a meio vão da laje L10 deveria ser 16,42  no entanto considerou-se 17.75 por uma questão de segurança.

No que se refere ao momento a meio vão e ao momento do apoio esquerdo da laje L13 representado na figura, (respectivamente 15.38 e –48.79), esses momentos ainda terão de ser compatibilizados com os momentos da laje adjacente L12 (na direcção x).

Em seguida apresenta-se em esquema os momentos compatibilizados:

( Sem escala )

Figura 11 – Esquema resumo dos momentos compatibilizados

b.1.4)-Verificação da segurança em relação ao Estado Limite Ultimo de rotura por flexão:

a) Armadura Principal:

A armadura principal foi calculada a partir dos momentos actuantes

redistribuidos.

·     Laje L10

V= 0.85 x fcd x b x d = 0.85 x 16700 x 1 x 0.17 = 2413.15 (KN/mlaje)

Vd = V x d = 2413.15 x 0.17 = 410.24 (KN.m/mlaje)

m = Msd / Vd = 17.75 x 410.24 = 0.043 < 0.31

(y/d) = 1- Ö (1- 2 m)  = 1 – Ö (1- 2 x 0.043) = 0.044

As =  ((y/d) x V )/ fsyd = (0.044 x 2413.15) / 34.8 = 3.07 (cm2/m)

·     Laje L13

V= 0.85 x fcd x b x d = 0.85 x 16700 x 1 x 0.17 = 2413.15 (KN/mlaje)

Vd = V x d = 2413.15 x 0.17 = 410.24 (KN.m/mlaje)

m = Msd / Vd = 17.27 / 410.24 = 0.042 < 0.31

(y/d) = 1- Ö (1- 2 m)  = 1 – Ö (1- 2 x 0.042) = 0.043

As =  ((y/d) x V )/ fsyd = (0.043 x 2413.15) / 34.8 = 2.98 (cm2/m)

Na Figura 12  pode vêr-se os resultados da armadura, para todos os esforços das lajes do painel e no Anexo 18 a tabela de cálculo utilizada para o cálculo dessa armadura.

( Sem escala )

Figura 12 – Resultados da armadura calculada

b) – Armadura de Distribuição

A armadura de distribuição para todas as  lajes, quando necessária, foi calculada fazendo 20 % da armadura principal, de acordo com o artº 108 º do REBAPE.

c) – Armadura de Controle de Fendilhação:

A armadura de controle de fendilhação é aplicada nos bordos com liberdade de rotação, com o objectivo de minimizar a fendilhação. No projecto apresentado foi contabilizada do seguinte modo:

As fissuração = 20 % x Asprincipal

d) Armadura de canto:

A armadura de canto depende da liberdade de rotação dos apoios, ou seja, para cantos com dois bordos com liberdade de rotação a armadura é igual á armadura do vão, para cantos com um bordo com liberdade de rotação e um bordo encastrado a armadura é igual a metade da armadura do vão, no caso de o canto ter dois bordos encastrados não leva armadura de reforço. A distribuição da armadura de canto é feita num comprimento de:

d = 0.25 x Lmenor + Larg. Apoio /2        ( a contar da face exterior da parede )

e) – Comprimento dos varões :

As canto = As fissuração =>  L = 0.25 x L menor + 35 Æ

As sobre o apoio =>   L = 0.2 x L menor + 1.5 x d + 35 Æ

4.3.2 – Verificação em Relação aos Estados Limites De Utilização:

a) – Verificação da segurança em relação ao Estado Limite

De Utilização / Fendilhação;

Adoptar-se-ão as disposições construtivas regulamentares que permitem a dispensa da verificação da segurança a este estado limite. Artigos 70.3º,103º,91º /REBAP.

1.5 x hlaje =1.5 x 0.2 = 0.30 m

s £    0.35 m                                        =>  smáx. = 0.25m

2 x 0.125 = 0.25 m

b) – Verificação da segurança em relação ao Estado Limite De Utilização / Deformação;

A verificação da segurança em relação ao estado limite de utilização/deformação, foi feita para a laje mais desfavoravel ( laje L12 =>  l = 13.1 ).

b.1) – Flecha a curto prazo:

Artigo 72º REBAP

L/400                                                                              6.0/400 = 0.015 m

ac Máx. £ min                                                   Þ        ac Máx. £ min

0.015 m                                                            0.015 m

ac Máx. £ 0.015 m

Calculo da flecha instantânea (ac):

ac = (qsd,freq x l4)/(185xEI) = (9.34 x 64)/(185 x 20343.5) = 3.9×10-3

ac £ ac Máx. Verifica  a  flecha a curto prazo

b.2) – Flecha a longo prazo:

Elementos de base:

Asa = 11.81 cm2/m

Asb = 9.63 cm2/m

Lt = 6 m

L2 = 0.75 x vão = 0.75 x 6 = 4.5 m

L1 = 6 – 4.5 = 1.5 m

I = (bx h3)/12 = (1 x 0.23 ) / 12 = 6.67 x10-4m4

E = 30.5 x 106

EI = 20343.5

Calculo do Mcrit. :

- Percentagem geométrica média das armaduras:

rm tracção = (l1 / lt) x (Asa /b.d) + (l2 /lt) x (Asb/b.d) =

= (1.5 / 6) x (11.81×10-4 / 1x 0.17) + (4.5/6) x (9.63 x10-4 / 1 x 0.17) = 0.005985

rm compressão = (l1 / lt) x (Asb /b.d)  = (1.5/6) x (9.63×10-4 / 1x 0.17) = 0.001416

fctm(tracção) = 2.5 MPa   (artº 16 /REBAP)

fctm(flexão) = fctm(tracção) x [0.6 + (0.4/ 4Ö h)] = 2.5 x [0.6 + (0.4/ 4Ö 0.2)] =2.99 Mpa

fctm(flexão) = Mcrit./W Û Mcrit. = fctm(flexão) x W Û Mcrit. = fctm(flexão) x (b.h2/6)

Û Mcrit. = 2.99×103 x (1 x 0.202/6) = 24.7 KN.m/m

Msd,freq = (qsd,freq. x l2 )/14.2 = (9.34 x 62 / 14.2) = 19.9 KN.m/m

logo,      Mcrit  > Msd,freq  , então a flecha a longo prazo é dada por:

a¥ = ac x (1 + j) , considerando um coeficiente de fluência de 2.5

a¥ = 3.9×10-3 x (1 + 2.5) = 0.01365 m

Verificando a flecha :   ( Art. 72.2º / REBAP )

L / 400   = 13.1 / 400 = 0.03275 m

dmax <

0.015 m

Como  a¥ = 0.01365 m < 0.03275 m     Está garantida a segurança em relação ao estado limite de deformação

5 - Dimensionamento da Laje de escadas

As lajes de escada foram calculadas como lajes armadas numa só direcção e ao contrário das lajes convencionais, foram armadas segundo o maior vão de acordo com os modelos de cálculo indicados.

a) – Pré – Dimensionamento da Laje :

h ³ l / 25

h ³ 3,95 / 25 = 0.16 m

h laje adot. =  0.20 m

b) – Geometria:

Espelho = Altura a subir(total) / nº de fucinhos(total) = 3,20 x 21= 0.153 m

Cobertor = comprimento do lanço / nº de degraus = 1,76 / 8 = 0.22 m

a=arc tg ( 0.153 / 0.22 ) = 35,44°

( Sem Escala )                                                                             ( Sem Escala )

Figura 13 – Definição geométrica do degrau                           Figura 14 – Definição geométrica das escadas e modelo

de cálculo adoptado

c) -Acções:

Revestimento                 => 1,5   KN/m 2

S.C. Escada                    =>  5  KN/m 2

Peso Próprio (laje)          =>  5  KN/m 2

Peso Próprio (degraus)     =>  2,5  KN/m 2

d) -Cálculo dos esforços:

q   Lanço  B – C:

( Sem escala )

Figura 15 – Modelo de cálculo do lanço B – C

å MA = 0 Û -5 x 1,63 x 0,815 – 2,5 x 0,53 x 0,815 – 1,5 x 0,55 x 1,35 – 5x 0,55 x 0,27

– 1,84 x 0,53 x 0,815 – 5 x 0,55 x 1,35 – 5 x 0,55 x 0,27 – 6,14 x 0,53 x 0,815 + R2 x

1,63 =0 Û R2 = 9,26 (KN)

å Fv = 0 Û 9,29 – 5×1,36 – 2,5 x 0,53 – 1,5 x 0,55 – 5 x 0,55 – 1,84 x 0,53 – 5 x 0,55 –

5 x 0,55 – 6,14 x 0,53 + R1 = 0 Û R1 = 12,14 (KN)

Mmáx. =12,14 x 0,92 – 5x 0,92 x 0,46 – 2,5 x 0,37 x 0,185 – 1,5 x 0,55 x 2,125 – 1,84 x

0,37 x 0,1845 – 5 x 0,55 x 2,125 – 6,14 x 0,37 x 0,185 = 0,74 (KN.m)

Msd = 1,5 x 0,74 = 1,11(KN.m)

Vsd = 1,5 x 12,14 = 18,21 (KN)

q   Lanço C – D:

( Sem escala )

Figura 16 – Modelo de cálculo do lanço C – D

å MA = 0  Û -5 x 4,33 x 2,165 – 2,5 x 2,139 x 2,069 – 1,5 x 1,19 x 3,734 – 1,5 x 1 x

0,5 – 1,83 x 2,139 x 2,069 – 5x 1,19 x 3,734 – 5 x 1 x 0,5 x 6,1 x 2,139 x 2,069 – 9,26

x1 x0,5 + RB x 4,33 = 0 Û RB = 29,98 (KN)

åFv = 0 Û 29,98 – 5 x 4,33 – 2,5 x 2,139 – 1,5 x 1,19 – 1,5 x1 –1,83 x 2,139 – 5 x 1,19

– 5×1 –6,1 x 2,139 – 9,26 x 1 + RA= 0

Mmáx. = 37,47 x 2,4 – 5 x 2,4 x 1,2 – 2,5 x 1,4 x 0,7 – 1,5 x 1 x 1,9 – 1,83 x 1,4 x 0,7 –

5 x 1x 1,9 – 6,1 x 1,4 x 0,7 – 9,26 x 1x 1,9 = 35,36  KN.m

Msd = 1,5 x 35,36 = 53,04 KN.m

Vsd = 1,5 x 37,47 = 56,21 KN

e) – Verificação da segurança ao E.LU. :

e.1) -Flexão:

rec. = 0,03m

d = 0,20 – 0,03 = 0,17 m

B30 => fcd = 16700

A400 => fsyd = 348000

q        Lanço 2 – 3 :

Msd = 1,11  KN.m

m = 0.003 < 0.31

As = 2,55 (cm2/m) => f 8 // 0,10

As,dist. =0.2 x 2,55 = 0.51(cm2/m) => f 6 // 0,20

As,min.= (0,15 x 0,17 x 1) /100 = 2,55 (cm2/m)

As, fend. =0.2 x As = 0.2 x 2.55 =0.51 (cm2/m) =>

=>  As, fend = As,min.= 2,55 (cm2/m) => f 8 // 0,10

q        Lanço 1 – 2 :

Msd = 53.04  KN.m

m = 0.129 < 0.31

As = 9.64 (cm2/m) => f 12 // 0,10

As,dist. =0.2 x 9.64 = 1.93 (cm2/m) => f 8 // 0,20

As,min.= (0,15 x 0,17 x 1) /100 = 2,55 (cm2/m)

As, fend. =0.2 x As = 0.2 x 9.64 =1.928 (cm2/m) =>

=>  As, fend = As,min.= 2,55 (cm2/m) => f 8 // 0,10

e.2)– Esforço transverso :

q        Lanço 2 – 3:

Vsd = 18,21 KN

Vrd = 0,6 x ( 1,6 – d ) x t1 x d x b = 0,6 x (1,6 – 0,17) x 750 0,17 x 1=109,40 KN

Vrd > Vsd => Dispensa-se a armadura de esforço transverso

q        Lanço 1 – 2:

Vsd = 56,21 KN

Vrd = 0,6 x ( 1,6 – d ) x t1 x d x b = 0,6 x (1,6 – 0,17) x 750 0,17 x 1=109,40 KN

Vrd > Vsd => Dispensa-se a armadura de esforço transverso

f )-Verificação da segurança ao E.L.Utilização

f.1) – Deformação:

Tendo-se cumprido as condições impostas nos artigos 102º ( li / h < 30 h), e no artº 113, ficamos dispensados da verificação do estado limite de deformação, como consta no artº 72.3 (R.E.B.A.P.).

f.2) – Fendilhação:

Tendo-se  adoptado as disposições construtivas regulamentares que permitem a dispensa da verificação da segurança a este estado limite Art. 70.3º , 105º, 91º / R.E.B.A.P. .

Pode-se dispensar a verificação de fendilhação desde que se verifique os espaçamentos impostos pelos artigos referidos anteriormente.

Espaçamento máximo entre varões (armadura principal):

s £  1,5 x h      s £  1,5 x 0.2       s £  0.30 m

=> s £ 0.30 m

s £ 0,35           s £ 0,35              s £  0.35 m

Espaçamento mínimo, artº 77(R.E.B.A.P.):

s ³ f  varões   s  ³ 0,010 m

=> s ³ 0.02 m

s ³ 0,02          s ³ 0,02 m

6 – Pórticos

As viga (V9.1 ; V9.2 ; V9.3), o Pilar (P26) assim como os respectivos pórticos escolhidos para o dimensionamento, são os indicados na figura seguinte :

( Sem escala )

Figura 17 – Definição dos pórticos

O cálculo dos esforços nas estruturas foi efectuado recorrendo ao programa de cálculo automático SAP2000 que se baseia  no método dos elementos finitos, para a utilização do referido programa procedeu-se do seguinte modo:

Criou-se um novo modelo;

Definiu-se as secções materiais e acções bem como a combinação de acções;

Definiu-se geometricamente a estrutura, definindo-se os elementos de barra com as respectivas;

secções associadas e criaram-se nós atribuindo-lhes as restrições necessárias;

Aplicaram-se as acções nas barras e nos nós;

Calculou-se a estrutura;

Visualizou-se e analisou-se os resultados.

Para o dimensionamento da viga foram utilizados os diagramas resultantes  da envolvente de esforços e para o dimensionamento dos pilares foram  utilizados os diagramas provenientes da combinação fundamental correspondente ao Estado Limite Ultimo, pois este em todos os aspectos, mostrou-se mais desfavoravel, do que a combinação devido ao sismo.

Os resultados do SAP 2000 são apresentados em Anexo. ( Anexos : 15 , 16 )

7 – Dimensionamento das Vigas

As vigas a dimensionar são as vigas V6 (V6.1,V6.2) e V9 (V9.1,V9.2,V9.3), pertencentes ao 4º piso, cujas dimensões foram obtidas do pré-dimensionamento, tendo em conta o artº 89/REBAP (ver em Anexo 6 ).

As referidas vigas serão calculadas para a flexão simples, embora exista esforço normal resultante do modelo de cálculo.

Os esforços obtidos para as várias secções são os retirados do pórtico X e do pórtico Y, através da resolução estrutural a duas dimensões efectuada no programa de cálculo automático SAP2000. Os esforços utilizados para o dimensionamento das vigas é referente á envolvente de esforços.

7.1) -Viga do Pórtico x ( V6.1-V6.2 )

A – Armadura Inferior

A viga será armada uniformemente, ou seja, verificamos para a viga qual o momento máximo positivo, conseguindo assim evitar interrupções da armadura e perlongando esta armadura nos apoios de continuidade sem ser necessário efectuar amarrações em secções intermédias   ( só se faz armação no início  e no fim da viga aquando na amarração ao pilar ).

Comprimento total da viga   =>  L = 3.3 + 4.5 = 7.8 m

Os esforços resultantes do SAP 2000 são apresentados em Anexo.

Vigas do 4º Piso

Esforços

0.2

M                                                                                                                                       Secção da viga

0.4

V

(Sem escala)

Figura 18 – Diagrama da envolvente de momentos e esforço transverso da viga V6

7.1.1) -Cálculo da armadura para resistir a flexão

M máx+ = 33.74   ( tabelas do LNEC)

Considerando 2.5 cm de recobrimento : d = 0.4 – 0.025 = 0.375 m

As mín = ( r b d) / 100 = ((0.15 x 0.2 x 0.375) / 100) x 104 = 1.125 cm2

As máx = 0.04 x b x h = 0.04 x 0.2 x 0.4 =3.2 x 10-3 = 32 cm2

Tabela nº 2  ( tabelas do LNEC)

m = (M s d ) / (b d2) = 33.74 / (0.2 x 0.3752 x 1000) = 1.2

m = 1.3

B30

a = 0.146  => x = 0.146 x 0.375 = 0.055

r = 0.364

As = ((0.364 x 0.2 x 0.375) / 100) x 104 = 2.73 cm2 => A s adopt = 2.73 cm2

resoluvel com : 4 Ø 10                                                                                                                                ( A s = 3.14 cm2 )

  • Espaçamento mínimo

Ø escolhido      s ≥ 1 cm

s ≥                                                                                                            s min ≥ 2 cm

2 cm                             s ≥  2 cm

4 Ø 10

  • Espaçamento máximo (Artº 91/ REBAPE)

0.20

Ambiente moderadamente agressivo

s máx ≤ 0.075 m = 7.5 m

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.008 = 0.134 m

s = (b’ – n x Ø ) / (n-1) = (0.134 – 4 x 0.010) / (4 – 1) = 0.0313 m = 3.13 cm

s = 3.13 cm     > s min e < s máx

7.1.2) -Calculo da armadura para resistir ao esforço transverso (Artº 53 /REBAP)

Vsd máx = 83.85 KN

Segurança em relação à compressão das escoras da treliça de Morsch( Art 53.4 / REBAP )

  • Vrd máx. = ?

Vrd máx = t2 x b w x d =5 x 103 x 0.2 x 0.375 = 375 KN > Vsd = 83.85 KN, logo

conclui-se que fica garantida a segurança  das escoras da treliça de Morsch.

  • Vcd = ?

Vcd = t1 x b w x d = 0.75 x 103 x 0.2 x 0.375 = 56.25 KN = 0  ,

De acordo com o Art 143.5 / REBAP numa zona de extensão igual a 2d ( 2 x 0.375 = 0.75 ), o termo Vcd = 0 (a secção de  Vsd máx é perto do apoio).

  • Vwd = ?

Vrd > Vsd

Vrd = Vwd + Vcd

Vwd ≥ Vsd – Vcd ó Vwd ≥ 83.85 KN

  • (Asw / s) = ?

(Asw / s) ≥ (Vwd / 0.9 d x f s y d ) =  83.85 / (0.9 x 0.375 x 348 x 103) = 7.139 x 10-4 m2/m

(Asw / s) min ≥ ( rw x sen a x bw) / 100 = (0.1 x sen 90 x 0.2) / 100 = 2 x 10-4 m2/m

(Asw / s) adot ≥ 7.139 cm2/m

7.1.3)- Afastamento dos estribos     :  ART 94º / REBAP

Vsd = 83.85 KN

(1/6) t2 x b w d = (1/6) x 5 x 103 x 0.2 x 0.375 = 62.5

(2/3) t2 x b w d = (2/3) x 5 x 103 x 0.2 x 0.375 = 250

=>  Zona em que (1/6) t 2 x b w d = 62.5 < Vsd = 83.85 ≤ (2/3) t 2 x bw x d = 250

s ≤ 0.5 d com o máximo de 25 cm

Art 94.3

s ≤ 0.5 x 0.375 = 0.1875 m

s ≤ 0.1875 m = 18.75 cm

Contudo, de acordo com o artigo 143.6, os estribos para as zonas junto aos pilares devem ter um espaçamento máximo de 0.25 d com o máximo de 15 cm.

0.25 x 0.375 = 0.1

logo s ≤ 0.1 cm →  com o primeiro estribo a situar-se a uma distância da face do pilar não superior

a 5 cm.

sadot = 10 cm

7.1.4-Estribos:

a) O primeiro estribo será colocado a uma distância nunca superior a 5 cm da face do pilar

(Art 143.6).

Seja          s = 0.10 m

então  (Asw / s) = 7.139 ó Asw = 7.139 x 0.10 = 0.714 cm2 utilizando 2 Ø 8 // 0.10 (1.01 cm2)

com dois ramos.

Note-se que a distância entre os dois ramos de cada estribo não excede os 60 cm nem excede a altura útil da viga, tal como é exigido no terceiro parágrafo da Art 94.1 da REBAP.

b) Zona Central

Na zona central da viga existe um troço no qual a segurança em relação ao esforço transverso fica garantida com os estribos correspondentes à percentagem mínima regulamentar.

Este troço fica limitado pelas secções onde o valor de cálculo do esforço transverso é

Vsd = Vcd + Vwd,min = 56.25 +0.9 d x (Asw / s) x f s y d  =  56.25 + 0.9 x 0.375 x 0.0002 x 348 x 103 = 79.74KN

Vendo qual a diagrama mais desfavorável

V 6.1

Como se indica no diagrama Vsd, o referido troço situa-se na zona central da viga apresentando um comprimento

V 6.2

(Sem escala)

Figura 19 – Diagrama da envolvente de esfoço transverso a meio vão da viga V6

Verifica-se que no lado direito não se chega a atingir os 79.74 KN, logo ficamos condicionados apenas pelo lado esquerdo. No entanto iremos colocar estribos correspondentes à percentagem mínima num troço algo menor centrado.

L = 1.5 m ( para cada lado a contar do eixo de simetria)

Adoptando para estes estribos (s = 0.20) teremos

(Asw / s) = 0.0002 ó Asw ≥ 0.0002 x 0.20 x 104 ó Asw ≥ 0.4 cm2

Note-se que a distância entre os dois ramos de cada estribo não excede 60 cm nem excede a altura útil da viga, como se exige no 3º parágrafo do Artº 94/REBAP.

B- Armadura superior:

Esforços

(Sem escala)

Figura 20 – Momentos mais desfavoráveis considerados para o cálculo da armadura

7.1.5 – Cálculo da armadura

Calculou-se a armadura para os momentos mais desfavoráveis nos apoios;

M1 = -25.4 KN ( tabelas do LNEC – Nº2)

m = 25.4 / (0.2 x 0.3752 x 1000) = 0.9

m = 0.9                 a  = 0.123       =>     x = 0.123 x 0.375 = 0.04613

ó

B30                        r = 0.271

As = ((0.271 x 0.2 x 0.375) / 100) x 104 =2.0325 cm2

As1 = 2.0325 cm2

M2 = -48.85

m= 48.85 / (0.2 x 0.3752 x 1000) = 1.737

m = 1.737              a  = 0.1854      =>     x = 0.1854 x 0.375 = 0.07

ó

B30                        r = 0.535

As = ((0.535 x 0.2 x 0.375) / 100) x 104 = 4.013 cm2

As2 = 4.013 cm2

M3 = -61.71

m = 61.71 / (0.2 x 0.3752 x 1000) = 2.2

m = 1.737              a  = 0.222      =>     x = 0.222 x 0.375 = 0.0833

ó

B30                        r = 0.694

As = ((0.694x 0.2 x 0.375) / 100) x 104 = 5.21 cm2

As3 = 5.21 cm2 2 Ø 12 => As = 2.26 cm2

7.1.6) – Escolha de diâmetros para a armadura superior:

M1 ® Pondo de inicio uma armadura de 2 Ø 12 ( 2.26) a correr toda a face superior da viga como do cálculo só preciso de  As = 2.033, não é necessário reforço.

M2 ® As = 4.013 cm2

4.013 – 2.26 = 1.753  => reforço 2 Ø 12 ® 2.26 cm2

L2 = 0.2 x 4.5 + 1.5 x 0.375 = 1.2 m

Lt = L1 +L2 = 1.2 + 1.5 = 2.7  m

M3 ® As = 5.21

5.21 – 2.26 = 2.95  =>  reforço 2 Ø 16 ® 4.02 cm2

L = (1/4) l + 35 Ø = (1/4) x 4.5 + 35 x 0.016 = 1.545m  => L = 2 m ( corte certo )

1.2 cm

s ≥

2 cm

b’ = 0.2 – 2 x 0.025 – 2 x 0.008 = 0.134cm

s = (0.134 – 5 x 0.012 ) / (5 – 1) = 0.0165 Þ 1.88 » 2 cm

7.1.7 – Verificação do espaçamento mínimo entre varões:

Nota : A dobra dos ferros deverá ser executada de acordo com o Art 79 / REBAP.

2 Ø 12

Corte 1 (Vêr em peças desenhadas)

  • Inferior

4 Ø 10

1 cm

s ≥

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.008 = 0.13cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 4 x 0.010) / 3 = 3.13 cm

  • Superior

1.2 cm

s ≥                         ó   s ≥  2 cm

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.012 = 0.126cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.126 – 4 x 0.012) / 1 = 10.2 cm

Corte 2 e 5 (Vêr em peças desenhadas)

  • Inferior

s= 3.13 cm

  • 4 Ø 10

    Superior

s = 10.2 cm

Corte 3 e 4 (Vêr em peças desenhadas)

4 Ø 12

  • Inferior

s = 3.13 cm

  • 4 Ø 10

    Superior

1.2 cm

s ≥                         ó   s ≥  2 cm

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.008 = 0.134cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 4 x 0.012) / 3 = 2.86 cm

Corte 6

  • 2 Ø 12

    Inferior

s = 3.13 cm

4 Ø 10

  • Superior

Ø n = √ (0.0122 – 0.0162)= 0.02 m

s ≥

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.008 = 0.134cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 2 x 0.012) / 1 = 9.4 cm

7.2) – Viga do Pórtico Y ( V9.1 ; V9.2 , V9..3 )

A) -  Armadura Inferior

Optou-se por armar a viga uniformemente, ou seja, analisaram-se os momentos máximos positivos do tramo V9.3 (M = 169.20 KN m), uniformizou-se a armadura inferior ao longo de toda a viga (em relação à armadura superior) e analisaram-se os momentos máximos negativos dos tramos.

0.2

Comprimento total da viga, L = 1.8 + 6.3 + 6.1 = 14.2

M

V

(Sem escala)

Figura 21 – Diagrama da envolvente de momentos e esforço transverso da viga V9

7.2.1) -Cálculo da armadura para resistir a flexão

M máx+ = 169.20 (KN m)

rec = 0.025 m

d = 0.5 – 0.025 = 0.475 m

As mín = ( r b d) / 100 = ((0.15 x 0.2 x 0.475) / 100) x 104 = 1.43 cm2

As máx = 4% x b x h  = 0.04 x 0.2 x 0.5 x 104 = 40 cm2

Tabela nº 2  (LNEC “livro azul”) => Flexão simples

m = (M s d ) / (b d2) = 169.20 / (0.2 x 0.4752 x 1000) = 3.75

m = 3.75                 a  = 0.3895

B30 r = 1.2865

As = (r b d) / 100 = ((1.2865 x 0.2 x 0.475) / 100) x 104 = 2.73 cm2 ó As = 12.22 cm2

As adot = 12.22 cm2 => 4 Ø 20 (12.57cm2)

7.2.2) – Cálculo da armadura para resistir ao esforço transverso:

  • Vsd máx. = ?

Vsd máx = 235.95 KN

Segurança em relação à compressão das escoras da treliça de Morsch ( Art 53.4 / REBAP ).

  • Vrd máx = ?

Vrd máx = t2 x b w x d =5 x 103 x 0.2 x 0.475 = 475 KN > Vsd = 235.95

Conclui-se que fica garantida a segurança  das escoras da treliça de Morsch.

  • Vcd = ?

Vcd = t1 x b w x d = 0.75 x 103 x 0.2 x 0.475 = 71.25

No entanto, de acordo com o Art 143.5 / REBAP numa zona de extensão igual a 2d

(2 x 0.475 = 0.95 ), o termo Vcd = 0, pois a secção onde ocorre Vsd máx é perto do apoio.

Vcd < Vsd

  • Vwd = ?

Vrd > Vsd

Vrd = Vwd + Vcd

Vwd ≥ Vsd – Vcd ó Vwd ≥ 235.95 KN

  • (Asw / s) = ?  (Art 53.3 / REBAP)

(Asw / s) ≥ (Vwd / 0.9 d x f s y d ) =  235.95 / (0.9 x 0.475 x 348 x 103) = 1.59 x 10-3 m2/m

(Asw / s) min ≥ ( rw x sen a x bw) / 100 = (0.1 x sen 90 x 0.2) / 100 = 2 x 10-4 m2/m

(Asw / s) adot ≥ 1.59 x 10-3 m2/m = 15.86 cm2/m

7.2.3)- Afastamento dos estribos     :  ART 94º / REBAP

Vsd = 235.95 KN

(1/6) t 2 x b w d = (1/6) x 5 x 103 x 0.2 x 0.475 = 79.17 KN

(2/3) t2 x b w d = (2/3) x 5 x 103 x 0.2 x 0.475 = 316.67 KN ,

assim;

(1/6) t 2 x b w d = 79.17 KN < Vsd =235.95 ≤ (2/3) t 2 x b w d = 316.67 KN

s ≤0.5 d com o máximo de 25 cm

Art 94.3

s ≤ 0.5 x 0.475 = 0.2375 m

s máx =0.2375 m

Contudo, de acordo com o artigo 143.6, os estribos para as zonas junto aos pilares devem ter

um espaçamento máximo de 0.25 d com o máximo de 15 cm.

0.25 x d = 0.25 x 0.475 = 0.11875m

logo s máx = 11.875 cm ►  com o primeiro estribo a situar-se a uma distância da face do pilar

não superior a 5 cm.

s adot = 10 cm = 0.10 m

7.2.4 )- Estribos

a ) O primeiro estribo será colocado a uma distância nunca superior a 5 cm da face do pilar (Art 143.6).

Seja s = 0.10

então  (Asw / s) = 15.86 ó Asw = 15.86 x 0.10 = 1.57 cm2 utilizando 2 Ø 10 // 0.70 (1.57) com dois ramos.

Note-se que a distância entre os dois ramos de cada estribo não excede os 60 cm nem excede a altura útil da viga, tal como é exigido no terceiro parágrafo da Art 94.1/ REBAP.

b ) Zona Central

Na zona central da viga existe um troço no qual a segurança em relação ao esforço transverso fica garantida com os estribos correspondentes à percentagem mínima regulamentar.

Este troço fica limitado pelas secções onde o valor de cálculo do esforço transverso é

Vsd = Vcd + Vwd,min  = 71.25 + 0.9 x d x  (Asw / s)  x fsyd  =

= 71.25 + 0.9 x 0.475 x 0.0002 x 348 x 103 = 101 KN

Vendo qual a diagrama mais desfavorável

V9.2

V9.3

(Sem escala)

Figura 22 – Diagrama da envolvente de esforço transverso a meio vão da viga V9

Nota : Adopta-se 0.8 m para cada lado em ambas as vigas (V9.2 e V9.3), para a armadura mínima dos estribos. No entanto para a V9.1 a armadura dos estribos é a de cálculo.

Cálculo para a armadura mínima dos estribos (para a dispensa)

Adoptando para estes estribos (s = 0.20) teremos

(Asw / s) mín = 0.0002 ó Asw ≥ 0.0002 x 0.20 x 104 ó Asw ≥ 0.4 cm2 => Est Ø 8 // 0.20 com dois ramos.

Note-se que a distância entre os dois ramos de cada estribo não excede 60 cm nem excede a altura útil da viga, como se exige no Art 94 / REBAP.

B- Armadura superior

7.2.5) – Cálculo da armadura

M1 => Msd = -225.5 (constante nas tabelas do LNEC – nº2)

m = 225.5 / (0.2 x 0.4752 x 1000) = 5.00

m = 5.00                a  = 0.571      =>     x = 0.571 x 0.475 = 0.271

ó

B30                        r = 1.884

As = (r b d) / 100 = ((1.884 x 0.2 x 0.475) / 100) x 104 = 17.9 cm2 ó As = 17.9 cm2

M2 => Msd = -316.58 KN.m

m = 316.58 / (0.2 x 0.4752 x 1000) = 7.00

V = 0.85 x 16700 x 0.2 x 0.475 = 1348.52

Vd = 1348.52 x 0.475 = 640.54

M = 316.58 / 640.54 = 0.49 > 0.31

=> A rotura dá-se por esmagamento do betão logo, temos de pôr armadura superior de compressão.

Tabela 6 (LNEC)

A

A’

a = 0.025             a / d ≈ 0.05

d = 0.475

m = ( Mrd ) / (b.d2.fcd) = 316.58 / (0.2 x 0.4752 x 16.7 x 103) = 0.420

A / A’ =  0.30              a  = 0.511      =>     x = 0.511 x 0.475 = 0.24m

ó

m = 0.420                     r = 0.502

A = (r x b x d x f c d) / (f s y d) = ((0.502 x 0.2 x 0.475 x 16.7) / 348) x 104 =21.88 cm2

A’ = 0.3 x 21.88 = 6.56 cm2 =>  Armadura inferior de reforço

M3 => Msd = -237.98

m = 237.98 / (0.2 x 0.4752 x 1000) = 5.30

m = 5.30                a  = 0.622      =>     x = 0.622 x 0.475 = 0.295

ó

B30                        r = 2.055

As = (r b d) / 100 = ((2.055 x 0.2 x 0.475) / 100) x 104 = 19.52 cm2

7.2.6)- Escolha de diâmetro para a armadura superior :

  • M1 => As = 17.9 cm2

17.9 – 2.26 = 15.64 cm2 => 4 Ø 25 (19.64cm2)

L1 = 0.2 lV9.1 + 1.5 d = 0.2 x 1.8 +1.5 x 0.475 = 1.01 ≈ 1.2m

L2 = 1.8 x 35 x 0.025 =2.68m

Ltotal = 3.75 ≈ 4 m

  • M2 => As = 21.88 cm2

21.88 – 2.26 = 19.62 cm2 => 4 Ø 25 (19.64cm2)

L1 = 0.2 lV9.2 + 1.5 d = 0.2 x 6.3 +1.5 x 0.475  ≈ 2 m

L2 = 0.2 lV9.3 + 1.5 d = 0.2 x 6.1 +1.5 x 0.475  ≈ 2 m

Ltotal = 4 m

A’ => Armadura inferior de reforço

A’ = 6.56 cm2 =>  Devido ao facto da armadura para a M máx+ = 169.20 (KN m) de

12.22 cm2, fica garantida sobre o apoio a armadura A’

  • M3 => As = 19.52 cm2 (apoio com liberdade de rotação)

19.52 – 2.26 = 17.26 cm2 => 6 Ø 20 (18.85)

L = 0.25 lV9.3 + 1.5 d + 35 Ø = 0.2 x 6.1 +1.5 x 0.475 + 35 0.025 = 3,37 m

Ltotal ≈ 4.00 m

7.2.7) -Verificação do espaçamento mínimo entre varões:

Nota : A dobra dos ferros deverá ser executada de acordo com o Art 79 / REBAP.

Corte 1, 2, 4, 5, 7 (vêr em peças desenhadas)

  • Superior

Ø n1 = √ (0.022 + 0.0122)= 0.023

s ≥         Ø n2 = √ (0.622 x 2)= 0.028                ó   s ≥ 2.8 cm2

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.010 = 0.13 m

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.13 – 2 x 0.023 + 0.028) / 2 = 0.028 m

  • Inferior

Ø n = √ (0.022 x 2)= 0.028

s ≥                                                                                         ó  s ≥ 2 cm

2 cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 2 x 0.02) / 1 = 0.094 m

Corte 3, 6 (vêr em peças desenhadas)

2 Ø 12

  • Superior

4 Ø 20

1.2 cm

s ≥                          ó  s = 2 cm

2 cm

b’ = b – 2 x rec – 2 x Ø estribos = 0.2 – 2 x 0.025 –2 x 0.008 = 0.134 m

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 2 x 0.012) / 1 = 0.11 m

  • Inferior

Ø n = √ (0.022 x 2)= 0.028

s ≥                                                                                                     ó  s ≥ 2.8 cm

2 cm

s = (b’ – n x Ø estribos) / (n-1) = (0.134 – 2 x 0.028) / 1 = 0.078 m

Nota : Os esforços para as vigas,  resultantes do SAP2000 podem ser vistos com mais pormenor em anexo ( Anexos 19 , 20 )

8 – Dimensionamento do pilar

No projecto apresentado foi feito um pré-dimensionamento dos pilares com base na seguinte expressão:

Ac ³  Nsd / ( 0.85 x fcd )

É de referir que de acordo com o Artº 120 / REBAP, a dimensão mínima da secção transversal não deve ser inferior a 20 cm. Para um melhor comportamento estrutural, uma melhor optimização da mão de obra optou-se, como critério de projecto, não alterar a secção do pilar em toda a sua extensão. O pré-dimensionamento e as secções dos pilares é apresentada em Anexo.

( Anexo 7 ).

Utilizou-se o programa de cálculo automático SAP2000 para obter os esforços  que actuam nas várias secções do pilar na direcção X e na direcção Y.

Recorrendo-se  ao artigo 59º do REBAP, calculou-se o comprimento efectivo   (l0 = h * l ), em seguida a esbelteza da peça ( l = l0/ i , i – raio de giração ).

Para a Verificação da segurança dos pilares verificou-se as disposições regulamentares nos Artigos : 61º, 62º, 63º / REBAP.

No que se refere ao cálculo da armadura utilizou-se as tabelas de cálculo

Esforços Normais de Flexão ( LNEC ) e tentou-se uniformizar a armadura do pilar em toda a sua extensão.

O exemplo de cálculo apresentado em seguida refere-se ao dimensionamento do pilar P26

( Piso 1).

q  Exemplo de cálculo Pilar   P26

Secção:

(Sem escala)

Figura 23 – Secção do pilar P26

a) Classificação da estrutura

Com base no estipulado no Art 58 / REBAP procedeu-se á classificação da estrutura:

h tot ´ Ö ((å N) / (åE I)) ≤  h  =>  Nós Fixos

B30 =>  E = 30.5 ´ 106 KPa

η = 0.6 =>  o número de andares do edifício é superior a 4

h tot = 7 ´ 3 = 21 m

å E I = 30.5 ´ 106 ´ Ix

  • Direcção x

å N = 37502.8  KN

E Ix = 1.0946 m4

21 ´ Ö ((-37502.8) / (30.5 ´ 106 ´ 1.0946)) = 0.704

0.704 > 0.6  =>  Nós móveis

  • Direcção y

å N = 37502.8 KN

E Iy = 2.76 m4

21 ´ Ö ((-37502.8) / (30.5 ´ 106 ´ 2.76)) = 0.44325

0.44325 < 0.6  =>  Nós fixos

Nota : Uma vez que na direcção X,   h tot ´ Ö ((S N) / (S E I)) = 0.704 > 0.6 , o que implicaria ser uma estrutura de nós móveis ( embora a diferença não seja substancial), poder-se-á considerar que a estrutura é de nós fixos. Como critério de projecto  a análise posterior será feita, quer na direcção x quer na direcção y, para uma estrutura de nós fixos.

b) Cálculo dos coeficientes a

-          Direcção x

I pilar = (b x h3) / 12 = (0.55 x 0.33) / 12 =0.00124 m4

I viga = (b x h3) / 12 = (0.2 x 0.43) / 12 =0.00107 m4

E I pilar = 30.5 x 106 x 0.00124 = 37743.8

E I viga = 30.5 x 106 x 0.00107 = 32533.33

a2 =  (((E Ix pilar) / 3) + ((E Ix pilar) / 3)) / ((E Ix viga) / 3.3) =2.55

a2 ( cobertura  ) =  ((E Ix pilar) / 3) / ((E Ix viga) / 3.3) =1.28

-          Direcção y

I pilar = (b x h3) / 12 = (0.553x 0.3) / 12 =0.00416 m4

I viga = (b x h3) / 12 = (0.2 x 0.53) / 12 =0.00208 m4

EI pilar = 30.5 x 106 x 0.00416 = 126880.00

EI viga = 30.5 x 106 x 0.00208 = 63440.00

a2 =  (((E Iy pilar) / 3) + ((E Iy pilar) / 3)) / ((E I viga) / 3.3) + ((E I viga) / 6.3)  =1.87

a2 (cobertura ) =  ((E Iy pilar) / 3) / (((E Iy viga) / 3.3) + ((E Iy viga) / 6.3)) = 0.933

Nota : O  a1 ao nível da fundação é igual a 1.

c) Cálculo da esbelteza do pilar e da encurvadura

Pelas disposições do Art. 59º a esbelteza do pilar tal como o comprimento de encurvadura é calculada da seguinte forma:

Direcção x:

q  Exemplo de cálculo Piso 1 ( P26 )

a1 = 1

a2 = 2.55

Considerou-se o menor dos seguintes valores :

h = 0.7 + 0.05 x  (a1+a2) =  0.7 + 0.05 x (1+2.55) = 0.88

h = 0.85 + 0.05*amin = 0.85 + 0.05 x 1 = 0.9

logo :   h = 0.88

l = 3 m

l0x = h * l   = 0.88*3 = 2.64 m

Ix = 0.3 x 0.553 = 0.00416 m4 A= 0.3*0.55 = 0.165 m2

12

i= Ö(I/A) =  Ö(0.00416)/0.0875) = 0.159 m

lx = l0x / i   = 2.64/0.159 = 16.63

Art. 64 º / REBAP

lMÁX.= 140                       como     16.63 < 140            Verifica (Art. 64º / REBAP)

Direcção y:

q  Exemplo de cálculo Piso 1 ( P26 )

a1 = 1

a2 = 1.87

Considerou-se o menor dos seguintes valores :

h = 0.7 + 0.05 x  (a1+a2) =  0.7 + 0.05 x (1+1.87) = 0.84

h = 0.85 + 0.05*amin = 0.85 + 0.05 x 1 = 0.9

logo :   h = 0.84

l = 3 m

l0y = h * l   = 0.84*3 = 2.52 m

Iy = 0.5 x 0.33 = 0.001124 m4 A= 0.3*0.55 = 0.165 m2

12

i= Ö(I/A) =  Ö(0.001124)/0.165) = 0.087 m

ly = l0y / i   = 2.52 / 0.087 = 29.07

Art. 64 º / REBAP

lMÁX.= 140                       como     29.07 < 140        Verifica (Art. 64º / REBAP)

d) Consideração da Encurvadura

q  Exemplo de cálculo Piso 1 ( P26 )

Os esforços de cálculo foram obtidos através do programa de cálculo automático SAP2000 ( resultados apresentados em Anexo ). Apenas se teve em conta os esforços devidos á combinação dos Estados Limites Últimos , pois eram os esforços mais desfavoráveis. Para o exemplo de cálculo:

Esforços no P26 ( Piso 1)

Direcção X

Barra Combinação      
  ELU N V2 M3
  0 -571,66 -1,78 -1,75
1,5 -543,14 -1,78 0,92
3 -514,62 -1,78 3,58
SISMMAIS      
0 -362,20 -0,42 -0,41
1,5 -343,18 -0,42 0,22
3 -324,17 -0,42 0,84
1 SISMMENO      
0 -372,99 -1,68 -1,65
1,5 -353,98 -1,68 0,87
3 -334,97 -1,68 3,39
ENVOLVE MAX      
0 -362,20 -0,42 -0,41
1,5 -343,18 -0,42 0,92
3 -324,17 -0,42 3,58
ENVOLVE MIN      
0 -571,66 -1,78 -1,75
1,5 -543,14 -1,78 0,22
  3 -514,62 -1,78 0,84

Direcção Y

           
Barra Combinação        
  ELU N V2 M3  
  0 -1746,33 -48,94 -47,49  
1,5 -1737,05 -48,94 25,93  
3 -1727,77 -48,94 99,34  
SISMOMAI        
0 -1024,33 -28,04 -27,29  
1,5 -1018,14 -28,04 14,77  
3 -1011,95 -28,04 56,83  
8 SISMOMEN        
0 -992,09 -27,85 -26,94  
1,5 -985,91 -27,85 14,84  
3 -979,72 -27,85 56,62  
ENVOLVE MAX        
0 -992,09 -27,85 -26,94  
1,5 -985,91 -27,85 25,93  
3 -979,72 -27,85 99,34  
ENVOLVE MIN        
0 -1746,33 -48,94 -47,49  
1,5 -1737,05 -48,94 14,77  
  3 -1727,77 -48,94 56,62  

Quadro 4 – Quadro de esforços no pilar P26 (Piso 1)

Em suma, ( esforços mais desfavoráveis para o piso 1 ):

Piso Secção Nsdx Nsdy

Nsd tot

Msdx Msdy
1 0 -571,66 -1746,33 -2317,99 -47,49 -1,75
  3 -514,62 -1727,77 -2242,39 99,34 3,58

Quadro 5 – Quadro dos esforços mais desfavoráveis no Pilar P26 (piso 1)

  • Se uma das seguintes condições for verificada, pode-se dispensar a encurvadura.

Art. 61.4 º /REBAP

-          1ª condição :

Para  l £ 70     =>    Msd / Nsd ³  3.5* h

Para  l > 70 =>  ( Msd / Nsd) ³ 3.5 x h x ( l / 70 )

-          2ª condição

l £ 50 – 15 x (Msd,b / Msda)

Análise

Piso Lamx Lamy  
       
1 16.63 29.07 lamx e lamy < 70

Direcção X

1 ª condição:      Msdx / Nsd ³  3.5* h

Msd / Nsd = 47.49 / 2317.99 = 0.02         0.02 < 1.925

3.5 x h = 3.5 x 0.55 =  1.925                              Não verifica

2ª condição -       l £ 50 – 15 x (Msd,b / Msda)

l = 29.07                                                                                            29.7 < 81.4

Verifica

50 – 15 x (Msd,b / Msda)  = 50 – 15 x (99.34 / 47.49) = 81.4

Dado que se tornou verdadeira uma das condições  do Art 61.4, consideramo-nos dispensados de ter em conta a curvatura na direcção X.

Direcção Y

1 ª condição:      Msd / Nsd ³  3.5* h

Msd / Nsd = 1.75 / 2317.99 = 0.001         0.001 < 1.05

3.5 x b = 3.5 x 0.3 =  1.05                              Não verifica

2ª condição -       l £ 50 – 15 x (Msd,b / Msda)

l = 29.07                                                                                            29.7 < 81.38

Verifica

50 – 15 x (Msd,b / Msda)  = 50 – 15 x (3.58 / -1.75) = 81.38

Dado que se tornou verdadeira uma das condições  do Art 61.4, consideramo-nos dispensados de ter em conta a curvatura na direcção Y

Nota: Devido às condições referidas anteriormente consideramo-nos dispensados de ter em conta a encurvadura tanto na direcção x como na y, pelo que iremos contabilizar apenas a excentricidade acidental.

e)- Excentricidades

Apenas se irá contabilizar a excentricidade acidental por razões referidas anteriormente e esta irá ser contabilizada através da seguinte expressão:

ea = lo/300

ea => pode no mínimo ser tomado igual a 0.02

Direcção x.

Sabendo que lox = 2.64

eax= 2.64/300 = 0.009 => ea(adopt.) = 0.02

Direcção Y:

Sabendo qe loy = 2.52 m

eay = 2.52 / 300= 0.0084 =>ea(adop.) = 0.02

f) Esforços finais

Os esforços finais resultam do seguinte modo:

Nsd =Nsd

Msd calc. = Msd + Nsd x ea

De onde se conclui que:

Esforços finais no P26 ( Piso 1)

Piso Secção Nsd (final)-KN Msdx (final)-KN.m Msdy (final)-KN.m
         
1 0 2317.99 =47.49 + 2317.99 x 0.02=93.85 =1,35 + 2317.99 x0.02 =48.11
  3 2242.39 =99.34+ 2242.39 x 0.02=144.19 =3.58 + 2242.39×0.02 =48.43

Quadro 6 – Quadro de esforços finais no Pilar P26 (Piso 1)

g) Cálculo da armadura

Para o cálculo da armadura recorrendo ao ábaco 59  tabela do  LNEC, considerando a1/h =a2/b=0.1.

Sabendo que b = 0.3 h =0.55 => Ac =0.165 m2 C25/30 fcd =16700 Kpa

q  Exemplo de cálculo – Piso1 secção 0:

Mx = 93.85 KN.m

My = 48.11 KN.m

N =2317.99 KN

Ábaco 59 (a1/h = a2/b = 0.1)

mx = ( MRd,x / Ac.h .fcd ) = (93.85 / 0.165 x 0.55 x 16700) = 0.06

my = (MRd,y / Ac .b . fcd ) = (48.11 /0.165 x 0.30 x 16700) = 0.058

n = (NRd/ Ac . h . fcd) = (2317.99 / 0.165 x 16700) = 0.9

h = my /mx = 0.058 /0.06 = 0.9

Para:

mx = 0.06

n = 0.058                       W = 0.25

h = 0.5                                                         mx = 0.06

n = 0.058            W = 0.28

h = 0.

mx = 0.06

n = 0.058                       W = 0.3

h = 1.0

As = W x Ac x (fcd / fsyd) = 0.28 x 0.165 x (16,7 /348) = 22.49 cm2

Em cada 7.5 metros uniformizou-se a armadura, ou seja, em cada dois pisos e meio.

O cálculo mais pormenorizado é apresentado em Anexo. ( Anexo 23 )

h) Calculo de diâmetros para a armadura uniformizada

1 – As = 29.2cm2

0.25 x As = 7.3 cm2 => 4 f16 x 4 =>16 f 6

2 – As = 9.9 cm2

0.25 x As = 2.5 cm2 => 4f10 x 4 => 16 f 10

3 – As = 14.25 cm2

0.25 x As = 3.6 cm2 => 4 f12 x 4 => 16 f12

i)-Espaçamento da armadura longitudinal

> f existente

como não há agrupamentos => s ³

2 cm

b` = b – 2 x rec. – 2 x f estribos

s = ( b` – n x f ) / (n –1 )

1 =>

b` = 0.3 – 2 x 0.025 – 2x 0.008 = 0.234 m

s = (0.234 –5 x 0.016)/4 = 0.0385 = 3.9 cm

>  f16              0.016

s ³                     =>                  => s ³ 2cm

2 cm                  2 cm

2 =>

b` = 0.3 – 2 x 0.025 – 2x 0.008 = 0.234 m

s = (0.234 –5 x 0.010)/4 = 4.6 cm

>  f10              0.010

s ³                     =>                  => s ³ 2 cm

2 cm                  2 cm

3 =>

b` = 0.3 – 2 x 0.025 – 2x 0.008 = 0.234 m

s = (0.234 –5 x 0.012)/4 = 4.35 cm

>  f12              0.012

s ³                     =>                  => s ³ 2cm

2 cm                  2 cm

j) -Estribos :

0.9 x d = 0.9 x 0.525 = 0.4725 m

Afastamento =>       s £

30cm

s £ 30 cm

Vsd máx. =103.7 KN

VRdmáx.= t2 x b x d = 5 x103 x 0.3 x 0.525 = 787.5 KN > Vsd = 103.7 KN, conclui-se que fica garantida a segurança das escoras da treliça de Morsch.

Vcd = t1 x b x d = 0.75 x103 x 0.3 x 0.525 = 118.125 KN

Vwd  ³ Vsd – Vcd = 103.7 –118.125 = – 14.425 KN

(Asw/s) = Vwd/(0.9 x d x fsyd) = (14.425 x 104 )/(0.09 x 0.525 x 348 x 103) = 0.88 cm2/m

(Asw/s)min = (0.1 x 0.3)/ 100 = 3cm2/m

(Asw/s)adopt. = 3cm2/m

(1/6) x  bw x t1 x bw x d = (1/6) x 0.75 x 103 x 0.3 x 0.525 = 19.6875

(2/3) x bw x 0.3 x 0.525

Artº94.3 –  £ 0.5 x d, com o máximo de 25 cm

0.5 x0.525 = 0.2625 m

s £                                            =>   s £ 2.5 cm

25cm

(Asw/s) ³ 3 => considerando s = 0.15 => Asw = 3 x 0.15 = 0.45, utilizando 2f8 //0.15 com 2 ramos

k)-Cintas

s £ 12f => s £ 12 x 0.016 = 0.192 m

s  £       s £ menor dimensão do pilar = 0.3 m               => s  £  0.192 m

s £ 30cm

As = 2 f 6 artº 122.2 /REBAP   ,   s = 0.15 m

(Sem escala)

Figura 24 – Secções do pilar P26 adoptadas

Situação + desfavorável => Secção 2

Direcção y

b`= 0.55 – 2 x 0.025 – 2 x 0.008 = 0.484 m

s = ( 0.484 – 5x 0.010 ) / 4 =0.108m

0.484/2 – 0.108/2 – 0.010/2 = 0.183 , s = 0.183 > 0.15  , logo precisa de cintas, então iremos cintar 3 ferros apenas por disposição construtiva. Como critério de projecto optou-se por Cintar 3 varões em todas as secções.

9 – Dimensionamento da sapata S14 ( do pilar P26)

9.1 )-Esforços:

*Pórtico X                                                                                            *Portico Y

Nsd = – 571,66  KN                                                                               Nsd = -1746,33  KN

Vsd = – 1, 78     KN                                                                               Vsd = – 48,94     KN

Msd = – 47,49   KN.m                                                                            Msd = – 1,75      KN.m

Ntotal = Nx + Ny = -571,66 – 1746,33 =  – 2318   KN

s adm solo = 0,4 Mpa = 400 Kpa

j = 35 °

9.2) – Geometria :

( Pré – dimensionamento)

s base da sapata = N / A ≤ s adm

Área(sap) ≥ N / s adm  = 2318 / 400 = 5,795 m 2

Considerando a sapata quadrada tem- se  que :

Área(sap) = A × B = 5,795 m² => A = B = sqrt ( 5,795) = 2,41 m

Adoptando ;  A = B = 2,5 m

(Sem escala)

Figura 25 – Geometria da sapata  S14, em planta

9.3)- Determinação da altura H da sapata rígida:

Para ser uma sapata rígida temos que ;

H ≥ L / 2  , em que:

- H é a altura da sapata

- L = (A – a) / 2

Assim temos que;

H ≥ ( A – a ) / 4  <=> H ≥ ( 2,5 – 0,3 ) / 4 <=> H ≥  0,55 m

=> Adoptou-se H= 0,7

(Sem escala)

Figura 26 – Geometria da sapata  S14, em corte

9.4)-Direcção X :

a)- Cálculo do esforços:

P.P. sapata = a × b × H × gama do betão = 2,5 × 2,5 × 0,7 × 25 = 109, 38 KN

N` = Nsd + P.P. sapata = 2318 + 109,38 = 2427, 38 KN

V` = – 1,78 KN

M` = Msd + V` × H = – 47,49 + 1,78 × 0,7 = – 46, 24 KN.m

b)- Comprimento da consola: (Método da consola)

L = A / 2 – 0,35 × a = 2,5 / 2 – 0,35 × 0,3 = 1,145 m

c)  Tensão exercida sobre o solo:

sadm = Nsd / Área(sap)  = 2427,38 / 6,25 = 388, 38  KN / m²

( Sem Escala )

Figura 27 – Modelo para a determinação de esforços na Sapata S14, direcção X

d)- Cálculo da armadura principal :

Considerou – se :

rec = 0,05 m   => d = H – 0,05 = 0,7 -0,05 = 0,65 m

d.1) – Esforços actuantes:

Msd = (  P ×  L² ) / 2 = (388,38 × 1,145 2) / 2 = 254,59 KN  m / m

Vsd =       P  × L  = 388,38 × 1,145 = 444, 7 KN / m

d.2) – Método para o calculo da armadura:

V = 0,85 × fcd × b × d = 0,85 × 16,7 × 10 ³ × 1 × 0,65 = 9226,75 KN / m

Vd = V × d = 9226,75 × 0,65 = 5997,39

m = Msd / Vd = 1,5 ´ 254,54 / 5997,39   =    0,06368< 0,31

( U / d ) = 1-     1 – 2 ´ 0,06368    = 0,06584

As = ( 0,06584 ´ 9226,75 ) / 34,8 = 17,45 cm 2 /m

d.3) -Armadura mínima ( Art. 90  REBAP )

As min = ( r × b × d ) / 100 = ( 0,15 ×1 × 0,65 ) / 100 = 9,8 ×10 - 4 m² / m = 9,8 cm² /m

Norma espanhola => As min = ( 0,18 × 1 × 0,65 × 10 4 ) /100 = 11,7 cm² /m

As adaptado = 17,45 cm² /m    < = > Ø 16 // 0,10 ( 20,1 cm² /m )

e)-Verificação do esforço transverso ( Norma espanhola )

( Sem Escala )

Figura 28 – Modelo para verificação de eforço transverso para a Sapata S14, direcção X

b resistente = 2 × ( d /2 ) + a = 2 × (0,65 /2) + 0,55 = 1,2 m

Vrd = 2 × b resi × d × f vd = 2 × 1,2 × 0,65 × f vd

fvd =    0,5 × Ö(fvd)  = 0,5×Ö(167)  = 6,46 Kg /cm²

ð  646 KN /cm²

V rd = 2 × 1,2 × 0,65 × 646 = 1007,76 KN

( ELU )

Vsd = 1,5 × 444,7 = 667,05 KN

Vrd = 781,66 KN

Vrd > Vsd  =>  Verifica, logo está dispensada a armadura de esforço transverso.

9.5)- Direcção Y:

a) Cálculo de esforços:

P.P. Sapata = 109,38 KN

N’ = 2318 + 109,38 = 2427,38 KN

M’ = – 1,75 + 48,94 × 0,7 = 32,51 KN

V’ = – 48,94 KN

b) Comprimento da consola:

L = 2.5/2 – 0.35 x 0.55 = 1.058 m

c) Tensão exercida sobre o solo:

sadm = Nsd / Área(sap)  = 2427,38 / 6,25 = 388, 38  KN / m²

( Sem Escala )

Figura 29 – Modelo para a determinação de esforços na Sapata S14, direcção Y

d)- Cálculo da armadura principal :

d.1) – Esforços actuantes:

rec = 0,05                d = 0,7- 0,05 = 0,65

Msd = (388,38 × 1,058²) / 2 = 217,37 KN /m²

Vsd = 388,38 × 1,058 = 410,91 KN /m²

d.2) – Método para o calculo da armadura:

V = 0,85fcd × b × d = 0,85 × 16,7 × 10³ × 1 × 0,65 = 9226,75 KN /m²

Vd = V × d = 7807,25 × 0,65 = 5997,39

m = Msd /Vd = ( 1,5 × 217,37 ) / 5997,39 = 0,0544  < 0,31   => Verifica

( Y /d ) = 1 -      1 – 2 × 0,0544 = 0,056

As = ( 0,056 × 9226,75 ) / 34,8 = 14,83  > As min

As adopt = 15,00 cm² /m      = >  Ø16 // 0,10  ( 20,1 cm² / m )

d.3) -Armadura mínima ( Art. 90  REBAP )

As min = ( r × b × d ) / 100 = ( 0,15 ×1 × 0,65 ) / 100 = 9,8 ×10 - 4 m² / m = 9,8 cm² /m

Norma espanhola => As min = ( 0,18 × 1 × 0,65 × 10 4 ) /100 = 11,7 cm² /m

As adaptado = 15.00 cm² /m    < = > Ø 16 // 0,10 ( 20,1 cm² /m )

e)-Verificação do esforço transverso ( Norma espanhola ):

(  Sem Escala )

Figura 30 – Modelo para verificação de esforços transverso para a Sapata S14, direcção Y

b resist = 2 × ( d / 2 ) + b = 2 × ( 0,65/ 2 ) + 0,3 = 0,95 m

VRd = 2 × b resist × d × f Vd = 2 × 0,95 × 0,65 × 646 = 797,81 KN

fVd = 0,5 ×Öfcd  =  0,5 xÖ167     = 6,46 Kg /cm²  = > 646 KN /cm²

Vsd = 1,5 × 410,91 = 616,37 KN

Vrd  >  Vsd   = > Verifica, logo está dispensada a armadura de esforço transverso

9.6)-Verificação do Punsoamento (artº54/REBAP):

d = 0,65 m

(B 30)   t1 = 0,75 × 10³

h = 1,6 – d = 1,6 – 0,65 = 0,95

n Rd = η ×  t1  × d

n Rd = 0,95 × 0,75 × 10³ × 0,65 = 463,13 KN

V Rd 1 = n Rd × u

u = 2 ×0,3 + 2 × 0,55 + 2 π × 0,325

u = 3,74m

Vrd 1 = 463,13 × 3,74 = 1733,05 > Vsd = 408.26 + 441.833 = 850.1 KN,  Verifica

Vrd máx = 1,6 × V Rd 1 = 2772,9 KN

9.7)-Viga de fundação

a) Pré-dimensionamento (S2 Sapata do pilar P27)

N t = Nx

σ base da sapata = N t / A sapata   ≤  σ adm

A sapata  ≥  962,28 / 400 = 2,406

Considerando sapata quadrada:

As = A × B   => A = B =Ö(2,406)   = > A = B = 1,55m

Adoptado   A = B = 2,5m

b) Pré-dimensionamento da viga de fundação

As dimensões da viga considerou-se igual á viga dimensionada para o pórtico x, em a altura da secção é 0.4m e a base de 0.2m. A viga tem um comprimento de L = 3.3m .

( Sem escala )

Figura 31 – Viga de fundação e sapatas adjacentes

c) Dimensionamento da viga de fundação:

c.1)-Calculo da armadura:

( Sem escala )

Figura 32 – Modelo de cálculo da viga de fundação

rec = 0,05                                                   d = 0,4 – 0,05 = 0,35

M sd = 1,75 ( KN    )

As min = ( r × b × d ) / 100 =   (0,15 × 0,2 × 0,35 ) / 100   × ( 10 4 ) = 1,05 cm²

As máx = 0,04 × 0,2 × 0,4 = 3,2 cm²

Tabela nº2:

m =   1,75 / ( 0,2 × 0,35² )  × ( 10 – 4 ) = 0,0714                                B30

  • Interpolação

m               a              r

0,050          0,027        0,015                                                                      a= 0,03171

0,0714           a               r                                        m = 0,0714  =>

0,100          0,038        0,029                                                                       r = 0,021

x = a × d = 0,03171 × 0,35 = 0,0111

As =   ( 0,021 × 0,2 × 0,35 ) / 100    × ( 10 4 ) = 0,147 cm²       = >

= > As adopt = 1,05 cm²      => 2Ø 10 ( 1,57 cm² )

c.2)- Espaçamento mínimo:

Ø = 1 cm

s ≥                                                   s ≥ 2 cm

2 cm

c.3)- Espaçamento máximo ( art. 91 ):

Ambiente moderadamente agressivo:

s máx = 7,5 cm

b’ = b – 2 × rec – 2 × Ø

b’ = 0,2 – 2 × 0,05 – 2 × 0,008 = 0,084

s = ( b’ – n × Ø ) / ( n – 1 ) = (0,084 – 2 × 0,010) / (2 – 1) = 0,064 m = 6,4 cm

= > s = 6,4 cm

c.4)- Verificação ao esforço transverso:

( Sem escala )

Figura 33 – Modelo para verificação de esforços transverso  da Viga de fundação.

VA = Msd / l = 1,75 / 2,7 = 0,65 KN

VB = – Msd / l = – 0,65 KN

Vsd máx = 0,65 KN

Vrd máx = t2 × bw× d = 5 × 10³ × 0,2 × 0,35 = 350   >  Vsd

Então, fica garantido a segurança das escoras da traliça de Morsch.

Vcd = t1 × bw × d = 0,75 × 10³ × 0,2 × 0,35 = 52,5 KN

Como Vcd > Vsd, fica garantido a segurança ao esforço transverso apenas com a armadura mínima.

( Asw / s )  ≥ ( rw × sen a × bw ) / 100 = ( 0,1 × sen a × 0,2 ) / 100 = 0,0002 ( cm² / m )

( Asw / s ) adopt = 2 cm² / m

c.5)- Afastamento dos estribos

Vsd = 0,65 KN

1 / 6 ×  2 × d = 1 / 6 × 5 × 10³ × 0,2 × 0,35 = 58,33

Vsd  <  58,33       = >  s  ≤ 0,9 × d , com máximo de 30 cm

s máx = 30 cm

s adopt = 20 cm

10- Dimensionamento do muro de conteção:

O muro dimensonado é o muro no qual descarregam os pilares P1 , P13 , P23 , P29. Para o cálculo dos esforços do muro recorreu-se ao programa de cálculo automático SAP2000. Os resultados do SAP2000 são apresentados em anexo. ( Anexo 17 ; 24 )

DADOS

  • Tensão admissível : sadm = 0.4 Mpa
  • Massa volúmica : γ = 21 KN/m3
  • Ângulo de atrito interno : f = 35º
  • Tipo de terreno : 1
  • SC : 10 KN/m

SC = 10 KN/m2

=> Impulso e Repouso :

K0 = 1 – sen f  = 1 – sen 35º = 0.426

=> Impulso de Sobrecarga

Isc = K0 x SC = 0.426 x 10 = 4.26 KN/m2

=> Impulso do Solo

Is = γ x h x K0 = 21 x 6.405 x 0.426 = 57.30 KN/m2

a) Pré-dimensionamento da sapata do muro

- Pilares que descarregam no muro :  P1 , P13 , P23 , P29

P1 = CPtotal + SCtotal = 346.66 + 41.6 = 388.26 KN

P13 = 735.75 + 78.3 = 814.05 KN

P23 = 1194.87 + 221.48 = 1416.35 KN

P29 = 514.24 + 72.78 = 587.72 KN

PPmuro =  gbetão x h muro x 1 = 25 x (2 x 3 + 0.2) x 0.35 =54.25 KN

L = 16.59 m

Nsd = PPmuro + ((P1+ P13 + P23 + P29) / L) = 54.25 +((388.26 + 814.05 + 1416.35 +

587.72) / 16.59) = 247.52 KN/m

s(base da sapata) = Nsd / (a x 1) ≤ s adm      sendo a - a  largura da sapata do muro

=> a = 247.52 / 400 = 0.619 m (com L = 0.9 m)

Para ser uma sapata rígida

h ≥ (l / 2)         para uma direcção, sendo h a altura da sapata

h ≥ (0.55 / 2) = 0.275 m  =>  h adopt = 0.7 m para ficar em conformidade com a sapata

do pilar

b)- Modelo de Cálculo

L = 15% x 0.7 + 3 + 0.2 + 3 + (0.2 / 2) = 6.405 m

l1 = 15% x 0.7 + 3 + (0.2 / 2) = 3.205 m

l2 = 6.405 – 3.205 = 3.2 m

( Sem escala )

Figura 34 – Modelo de cálculo do muro de contenção

1

c)- Cálculo da armadura do muro

0.35

( Sem Escala )

Figura 35 – Esforços de cálculo do muro de contenção

rec.= 0.05m

d = 0.35 – 0.05 = 0.30m

  • M2 = 33.22 KN.m

m = M / (b x d2) = 33.22 / (1 x 0.32 x 1000) = 0.371 Mpa

x = 0.0722 x 0.3 = 0.02166 m

As = ((0.0485 x 1 x 0.3) / 100) x 104 = 2.96 cm2/m

M a r
0.3 0.068 0.088
0.37 0.0722 0.0985
0.4 0.074 0.103

  • M3 = -45.83 KN/m

m = M / (b x d2) = 45.83 / (1 x 0.32 x 1000) = 0.51Mpa

x = 0.09 x 0.3 = 0.027 m

As = ((0.1476 x 1 x 0.3) / 100) x 104 = 4.43 cm2/m

M a r
0.5 0.089 0.148
0.51 0.09 0.1476
0.55 0.094 0.163

  • M4 = 12.79 KN/m

m = M / (b x d2) = 12.77 / (1 x 0.32 x 1000) = 0.142 Mpa

x = 0.0456 x 0.3 = 0.0137 m

As = ((0.0416 x 1 x 0.3) / 100) x 104 = 1.25 cm2/m

M a r
0.1 0.038 0.029
0.142 0.0456 0.0416
0.15 0.047 0.044

As min = ((0.15 x 1 x 0.3) / 100) x 10-4 =4.5 cm2

M2 => As = 4.5 cm2/m

M3 => As = 4.5 cm2/m

M4 => As = 4.5 cm2/m

d)- Verificação ao esforço transverso

( Sem escala )

Figura 35 – Modelo para verificação de esforços transverso do muro de contenção

Vsd máx. = 165.06 KN/m

Vrd = 0.6 x (1.6 – d) x t1 x bw x d = 0.6 x (1.6 – 0.3) x 0.75 x 103 x 1 x 0.3

=175.5KN/m

Vrd < Vsd máx. , Verifica

e)- Cálculo da Sapata do Muro com viga de fundação

( Sem escala )

Figura 36 – Modelo para a determinação de esforços na sapata do muro

M1 = 69.71 KN/m

N’ = Nsd + Ppsapata = 247.52 + 25 x 0.9 x 0.7 x 1 = 263.27 KN/m

s = 263.27 / (0.9 x 1) =292.58 KN/m2

0.9 – (0.25 / 2) – 0.35 x 0.25 = 0.688 m

M = (292.52 x 0.6882) / 2 = 69.23 KNm/m

R = 292.52 x0.688 = 201.25 KN

V = 0.85 x 16700 x 1 x 0.65 = 9226.75 KN/m

Vd = 9226.75 x 0.65 = 5997.39 KN.m/m

m = (1.5x 69.71) / 5997.39 = 0.01744 < 0.31

(y / d) = 1 – √(1 – 2 x 0.02394) = 0.01759

As = (0.01759 x 9226.75) / 34.8 = 4.66 cm2/m

As mín = (r x b x d) / 100 = ((0.15 x 1 x 0.65) / 100) x 10-4 = 9.8 cm2/m

M1 => As = 9.8 cm2/m  => Ø 16 // 0.15

f) Verificação do Esforço Transverso da Sapata do Muro

rec = 0.05 m

0.55

0.35

d = 0.65 m

b resistente = 2 x (d / 2) + a = 2 x (0.65 / 2) + 0.35 = 1 m

Vrd = 2 x 1 x 0.65 x 646 = 839.8 KN/m

fvd = 0.5 x √(f cd) = 0.5 x √167 =6.46 Kg /cm2 => 646 KN/ cm2

Vsd = 201.25 KN/m < Vrd = 646 KN/m  logo está dispensada a armadura de esforço transverso

Cálculo Estrutural de Edifícios Passo a Passo Vigas, Pilares … em Pdf

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Como Fazer Calcular e Dimensionar uma Estrada ou Via de Comunicação 150x150 Como Fazer, Calcular e Dimensionar uma Estrada ou Via de ComunicaçãoÍndice

 

I – Peças Escritas

 

1- Memória Descritiva e Justificativa

 

1.1-Objectivo………………………………………………………………….

 

1.2-Introdução………………………………………………………………..

1.3-Descrição do Traçado

1.3.1 – Traçado em Planta……………………………………………….

 

1.3.2 – Traçado em Perfil Longitudinal……………………………

 

1.3.3 – Traçado em Perfil Transversal……………………………..

1.4 – Drenagens……………………………………………………………………

1.5 – Alterações à Zona Envolvente………………………………………

2- Cálculos

2.1- Traçado em Planta (Planimetria)

2.1.1 – Cálculo do rumo de saída e chegada……………………………….

2.1.2 – Vértice das curvas……………………………………………………….

2.1.3 – Cálculo dos pontos de tangência……………………………………

2.1.4 – Pontos situados sobre a directriz de 25 em 25 metros……….

2.1.5 – Cálculo das sobreelevações…………………………………………..

2.2 – Traçado em perfil Longitudinal (Altimetria)

2.2.1 – Cálculo dos Vértices da rasante……………………………………..

2.2.2 – Cálculo dos pontos de tangência…………………………………….

2.2.3 – Cálculo dos pontos altos e baixos…………………………………..

2.2.4 – Cálculo dos pontos situados sobre a rasante de 25 em 25

metros ……………………………………………………………………….

2.3 – Elementos da Directriz

-          Pontos situados sobre a directriz

o   Listagem dos Meredianos, Paralelos e Rumos……………

-          Pontos de tangência da directriz

o   Listagem dos Meredianos, Paralelos e Rumos……………

 

2.4 – Elementos da rasante

-          Pontos situados sobre a rasante

o   Listagem das cotas, inclinações e raios……………………..

-          Pontos situados à esquerda e direita do eixo e sobre o eixo

o   Listagem das cotas da rasante e do terreno………………..

 

2.5 – Movimentos de terras …………………………………………………………….

2.6 – Gráfico de Bruckner ………………………………………………………………

 

Memória Descritiva e Justificativa

1.1-Objectivo

Este trabalho tem como objectivo elaborar um projecto para a implantação de troço de uma estrada, a partir de dois pontos referenciados na planta topográfica da zona, tendo em conta as suas condicionantes, uma velocidade base de projecto de 40 km/h e as Normas da Junta Autónoma de Estradas.

1.2-Introdução

Este projecto consiste na execução de uma estrada que será constituída por duas faixas de rodagem, uma em cada sentido, de acordo com o Perfil Tipo III (Estradas Municipais e Caminhos Importantes ).

A planta da área para implantação do troço está à escala 1:2000 e execução do traçado será regido de acordo com as Normas de Traçado da JAE (Junta Autónoma das Estradas) versão  de 1994.

O traçado em planta é composto por três alinhamentos curvos e de quatro alinhamentos rectos.

No traçado do perfil longitudinal existem cinco traineis ligados entre si por curvas de concordância, duas côncavas e duas convexas.

Neste projecto são tratados com mais detalhe os aspectos relativos à fase de traçado em planta, ao perfil longitudinal e aos movimentos de terra, mas não deixam de ser menos importantes os estudos para o impacto ambiental, drenagem, pavimentação, entre outros.

 

1.3-Descrição do Traçado

1.3.1-Descrição do Traçado em Planta

Na elaboração do traçado as primeiras condicionantes a respeitar foram os rumos na estradas existentes e a que este novo traçado vai ligar no seu inicio e fim. Com a planta topográfica fornecida, escala 1/2000, e com as condições iniciais foi feita uma analise a toda a zona envolvente, tendo em conta aspectos como as características geotécnicas e topográficas, meio ambiente, junta-me com o traçado em perfil longitudinal, obtendo um melhor equilíbrio de volume de terras tanto de escavação como de aterro.

Conciliando os requisitos principais da segurança, da comodidade e da economia  com os anteriormente referidos procedeu-se à escolha do traçado.

Tendo em conta a  velocidade base de projecto 40 km/h utilizou-se o raio mínimo normal (Normas de Traçado da JAE) de 110 metros, valor utilizado nas nossas curvas, para possibilitar um alinhamento recto entre as mesmas evitando curvas consecutivas.

O traçado escolhido é constituido por quatro alinhamentos rectos concordados por três curvas circulares, duas à esquerda e uma à direita de acordo com o sentido de cálculo (esquerda > direita).

 

Extensão dos alinhamentos rectos :

 

  • 1º Alinhamento recto – 54.522 m
  • 2º Alinhamento recto – 139.071 m
  • 3º Alinhamento recto –  123.886 m
  • 4º Alinhamento recto – 63.066 m

 

Rumos dos alinhamentos rectos :

 

  • 1º Alinhamento recto – 46.14641 gr
  • 2º Alinhamento recto – 395.24427 gr
  • 3º Alinhamento recto –  51.94899 gr
  • 4º Alinhamento recto – 24.67053 gr

 

 

Desenvolvimento das curvas circulares:

  • 1ª Curva – 87.953 m
  • 2ª Curva – 97.979 m
  • 3ª Curva – 47.134 m

 

Raio das curvas circulares:

  • 1ª Curva – 110 m
  • 2ª Curva – 110m
  • 3ª Curva – 110m

 

 

- Primeira curva:

 

A primeira curva ( curva á esquerda ) apresenta um raio 110m. Trata-se de um raio minimo normal para a velocidade de projecto de 40 Km / h. A escolha deste valor deve-se às recomendações descritas nas Normas da JAE 94 ,as quais asseguram uma circulação cómoda e segura .

 

 

-Segunda curva e Terceira curva:

 

A segunda (curva à direita) e terceira curva (curva à esquerda) apresentam um raio de 110m. A razão  da escolha destes valores é análoga à razão dada para a curva anterior.

 

Neste projecto não foram consideradas curvas de transição, deste modo a variação da sobreelevação foi feita em recta. Apesar da baixa velocidade, adoptou-se o valor de 5%, inferior ao fornecido pelas Normas da JAE, tendo em conta que o valor referido nas normas é considerado excessivo obrigando a grandes distâncias para a sua variação.

 

Apesar de não ter sido considerado durante o traçado há que ter em conta a distância de visibilidade de paragem e também não vamos considerar para efeitos de calculo os parâmetros relativos à sobrelargura apesar de o  raio utilizado ser inferior a 200m.

 

1.3.2-Descrição do Perfil Longitudinal:

Na elaboração do perfil longitudinal, considerou-se, de igual modo, uma velocidade base de 40 Km/h e da mesma forma foram considerados os aspectos relativos ao traçado em planta, distância de visibilidade, segurança, economia, condicionantes topográficas, drenagem e integração no meio ambiente.

O perfil longitudinal é constituído por cinco traineis e por quatro concordâncias circulares verticais, sendo duas delas côncavas e outras duas convexas.

Nos traineis a inclinação máxima utilizada é de -8.670%, valor correspondente à inclinação da via existente que foi respeitado em cálculo, embora seja superior ao valor máximo sugerido pelas Normas da JAE, e o valor mínimo de -1.1%, valor da inclinação do troço de chegada que foi de igual modo respeitado. Foram utilizadas ainda inclinações inferiores às máximas nos traineis intermédios de modo a equilibrar os volumes de escavação e aterro e também para facilitar o escoamento das águas.

-Traineis:

Inclinação e Extensão:

 

  • 1º Trainel –  -8,670%    ; L =     0,000  m
  • 2º Trainel –   4,000%    ; L =     0,000  m
  • 3º Trainel –   1,280%    ; L = 104,500  m
  • 4º Trainel –   3,500%    ; L =  064,669 m
  • 5º Trainel –  -1,100%    ; L =  013,028 m

Por forma a evitar um trainel com uma extensão muita pequena optou-se por duas concordâncias com um ponto de tangência comum. Assim se justifica o facto de tanto o 1º trainel como o 2º terem extensâo igual a zero( L= 0).

Quanto às curvas de concordância, estas devem garantir a segurança de circulação, permitir uma circulação cómoda e garantir condições de comodidade óptica.

Para a primeira concordância convexa adoptou-se um raio de 5514,706 m por forma a permitir com que o ponto de tangência 2 da curva 1 fosse coincidente com o ponto de tangência 1 da curva 2, para tal arbitrou-se um valor para a tangente. Para a segunda concordância considerou-se um raio mínimo normal de 1500 m (Normas de Traçado da JAE).Ambos os Raios foram estabelecidos com a finalidade de assegurar as distâncias de visibilidade que garantem a segurança de circulação.

Para as concordâncias côncavas utilizou-se um raio mínimo de 800m, para a primeira concordância e para a segunda adoptou-se um raio de 5000m, tendo em consideração a visibilidade da condução nocturna e as limitações impostas pela comodidade.

 

Concordâncias

 

  • 1ª Concordância –  côncava ; Raio =   800,000 m
  • 2º Concordância – convexa ; Raio = 5514,706 m
  • 3º Concordância – côncava ; Raio = 5000,000 m
  • 4º Concordância – convexa ; Raio = 1500,000 m

 

 

A escala de representação do perfil é de 1:200 (vertical) e de 1:2000 (horizontal).

1.3.3-Descrição do Traçado em Perfil Transversal

Com base no perfil tipo fornecido estabeleceu-se que a faixa de rodagem é constituída por duas vias com três metros de largura cada sendo um metro representativo da berma igualmente em cada via.

Foi adoptado um valor para a inclinação transversal de 2.5% por forma a permitir uma boa drenagem. Relativamente à sobreelevação foi adoptado o valor de 5%, embora o valor mínimo das Normas de Traçado da JAE seja de 7% para a velocidade base de 40 km/h. A transição da sobreelevação é efectuada ao longo do alinhamento recto e o inicio da curva circular, adoptando-se uma transição de 1% em cada  cinco metros. Justifica-se esta rápida transição pelo curto comprimento dos alinhamentos rectos não sendo possível por vezes fazer esta variação se se adoptar o valor fornecido pelas Normas da JAE, de 1% em cada dez metros.

Igualmente com base no perfil tipo fornecido foi respeitado o valor das inclinações dos taludes. Assim para alturas medidas entre bermas e terreno natural superiores a três metros adoptou-se uma inclinação de 1/3 e para alturas inferiores a três metros foi adoptada a inclinação de ½.

 

1.4-Drenagem

Na elaboração de um projecto de uma estrada, é da maior importância o estudo da sua drenagem visto que dele poderá resultar o seu bom ou mau comportamento e a maior ou menor segurança para os seus utentes.

Na elaboração do projecto foram tomadas algumas precauções que facilitam a drenagem como seja no estabelecimento da rasante evitou-se escavações muito extensas, patamares e pontos baixos em escavação. Para assegurar o escoamento das aguas que caem na faixa de rodagem, esta tem uma inclinação transversal referida anteriormente.

Nas bermas, para evitar a sua permeabilidade ou a sua erosão estas deverão ser tratadas devidamente quer utilizando solos seleccionados quer pavimentando-as ou ainda relvando-as.

1.5-Alterações à Zona Envolvente

à Para ligar o troço de estrada em estudo com a estrada existente no ponto de chegada é necessario refazer o nó de ligação existente. Para tal propomos o tipo de nó desenhado na planta e no anexo de peças desenhadas.

à No ponto quilimétrico 0+ 230. 000 , a estrada em estudo atravessa uma outra estrada existente que se encontra 1,3 metros acima da rasanate. A estrada em projecto intersecta-a numa zona de curva em “cotovelo” , propõem-se para o restabelecimento, e tendo em conta as conclusões que se pode tirar, com os dados disponiveis, quanto à funcionalidade da estrada intersectada, que o cotovelo se inicie 10,5m mais atrás. Os 10,5m propostos foram uma aproximação feita, considerando alguma margem de segurança, com base no espaço necessário para a construção do talude das escavações que se realizarão naquela zona.

à No ponto quilométrico 0 + 503.411, coincidente com o PKT1 da curva 3, passa uma linha de àgua de pequeno caudal a 1.4 metros abaixo da cota da directriz. Será necessario colocar neste ponto uma passagem hidraulica com um diametro suficiente para permitir a sua manutenção assim como a sua principal função.

à Entre o ponto quilométrico 0+025 e o ponto quilométrico 0+050 o troço de estrada em estudo atravessa um talude, assim como entre os pontos quilometricos 0+175 e 0+200, 0+400 e 0+425.Para  estas situações será necessário se proceder ao estudo de muros de suporte.

à Ao Km 0 + 487.500 é intersectada uma estrada que dá acesso a uma propriedade, sendo que, para o restabelecimento deste acesso, apresenta-se em peças desenhadas um nó de ligação que permite, em conjunto com uma outra estrada a construir paralelamente à de projecto, o acesso à referida propriedade.

2-Cálculos

2.1-Traçado em Planta (planimetria)

2.1.1 – Cálculo do rumo de saída e chegada:

 

Ponto M P
A -84122,000 -21905,000
B -84115,800 -21898,000
D1 -83898,000 -21384,000
E1 -83894,000 -21374,200

 

  • Fórmulas usadas:

 

  • Rumo de saida:

 

r1= 46,14641 gr

 

  • Rumo de chegada:

 

r4=24,67053 gr

 

2.1.2 -Vértices das curvas:

  • Formulas usadas:

M2 = M1 + d . sen ( r )

 

P2 = P1 + d . cos ( r )

  • Curva 1:

(Distância arbitrada para o alinhamento recto 1 => d = 101 m)

 

MA = -84122,000

 

PA = -21905,00

MV1 = -84122,000 + 101 . sen (46,14641) = -84055,033

 

PV1 = -21905,000 + 101 . cos (46,14641) = -21829,393

 

  • Curva 2:

(Distância arbitrada para o alinhamento recto 2 => d = 238 m)

 

MV2 = -84072,800

 

PV2 = -21592,000

 

(Valores retirados da carta, usado para determinar o rumo 2)

 

+400

 

r2 = – 4,75573 + 400 = 395.24427 gr

 

 

Cálculo para verificação da distância arbitrada:

 

MV2 = -84055,033 + 238 . sen (395.24427 ) = -84072,796

 

PV2 = -21829,393 + 238 . cos (395.24427) = -21592,057

  • Curva  3:

(Distância arbitrada para o alinhamento recto 4  => d = 87 m)

 

MV3 = -83894,000 – 87 . sen (24,67053 ) = -83926,877

 

PV3 =  -21374,200 – 87 . cos (24,67053 ) = -21454,749

 

 

-          Rumo do 3º alinhamento:

 

 

 

r3=51,94899gr

 

 

2.1.3 – Cálculo dos pontos de tangência:

  • Formulas utilizadas

 

 

α =

 

 

T1 =

 

 

 

 

 

 

=

 

 

=

 

 

=

 

 

=

 

 

=

 

 

=

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Curva 1:

 

a =

 

a= -50,90214 gr

 

T = -110 . tg ( -50,90214 / 2 ) = 46,479 m

 

 

 

D1 = 87,953 m

 

 

 

B = 9,416 m

 

 

MT11= -84055,033 – 46,479 . sen (46,14641) = -84085,850

 

PT11 = -21829,393 – 46M479 . cos (46,14641) = -21864,186

 

MT21 = -84055,033 + 46,479 . sen (395.24427) = -84058,502

 

PT21 = -21829,393 + 46,479 . cos (395.24427) = -21783,044

 

== -84168,195

 

== -21791,250

 

 

 

d= 54,522 m

 

PkT11 = PkA + d

 

PkT21 = 0+054,522

 

PkT21 = PkT11 + D1

 

PkT21 = 0+054,522 + 87,953 = 0+142,475

 

 

 

  • Curva 2:

 

a =

 

a = 56,70472 gr

 

T = 110 . tg (56,70472 / 2) = 52,5077 m

 

 

 

D2 = 97,979 m

 

 

 

B = 11,89 m

 

 

MT12= -84072.8 – 52.5077 . sen (395.24427) = -84068,881

 

PT12 = -21592 – 52.5077 . cos (395.24427) = -21644,361

 

MT22 = -84072.8 + 52.5077 . sen (51.94899) = -84034,552

 

PT22 = -21592 + 52.5077 . cos (51.94899) = -21556,025

 

== -83959,188

 

== -21636,151

 

 

 

d= 139.071 m

 

PkT12 = PkT21+ d

 

PkT12 = 0+142.475 +139.071 = 0+ 281.546

 

PkT22 = PkT21 + D2

 

PkT22 = 281.546+ 97.979 = 0+379.525

 

 

 

  • Curva 3:

 

a =

 

a = -27.27846 gr

 

T = -110 . tg (-27.27846 / 2) = 23.934 m

 

 

 

D3 = 47.134 m

 

 

 

B = 2.574 m

 

 

MT13= -83926.877 – 23.934 . sen (51.94899) = -83944.311

 

PT13 = -21454.749 – 23.934 . cos (51.94899) = -21471.147

 

MT23 = -83925.877 + 23.934 . sen (24.67053) = -83917.832

 

PT23 = -21454.749 + 23.934 . cos (24.67053) = -21432.590

 

== -84019.675

 

== -21391.496

 

 

 

d= 123.886 m

 

PkT13 = PkT22+ d

 

PkT13 = 0+379.525 +123.886 = 0+ 503.411

 

PkT23 = PkT13 + D3

 

PkT23 = 503.411+ 47.134 = 0+550.545

 

2.1.4- Pontos situados sobre a directriz de 25 em 25 metros:

  • Fórmula usada:

 

PKm1 =0+000 m

 

d = 0 m

 

M1 = -84122,000

 

P1 =  -21905,000

 

 

PKm2 = 0+025 m

 

d = 25 m

 

M2 = -84122,000 + 25 . sen ( 46,14641 ) = -84105,424

 

P2 = -21905,000 + 25 . cos ( 46,14641 ) = -21886,285

 

 

PKm3 = 0+050 m

 

d = 50 m

 

M3 = -84122,000+50 . sen ( 46,14641 ) = -84088,848

 

P3 = -21905,000 + 50 . cos ( 46,14641 ) = -21867,571

 
PKm4 = 0+075 m

 

 

a`x = -11, 85155 gr

 

r’x = rx + a’x

 

r`x = 46,14641 + (-11,85155) = 34,29486 gr

 

 

M4 = -84168,195 + (-110 ) . sen ( 34,29486 – 100 ) = -84073,774

 

P4 = -21791,250 + (-110 ) . cos ( 34,29486 – 100 ) = -21847,682

 
PKm5 = 0+100 m

 

 

a`x = -26,32018 gr

 

r`x = 46,14641 + ( -26,32018) = 19,82623 gr

 

M5 = -84168,195 + (-110 ) . sen ( 19,82623 – 100 ) = -84063,486

 

P5 = -21791,250 + (-110 ) . cos ( 19,82623 – 100 ) = -21824,956

 

 

PKm6 = 0+ 125 m

 

 

a`x = -40,78881 gr

 

r`x = = 46,14641 + (-40,78881 ) = 5,3576 gr

 

 

M6 = -84168,195 + (-110 ) . sen ( 5,3576 – 100 ) = -84058,584

 

P6 = -21791,250 + (-110 ) . cos ( 5,3576 – 100 ) = -21800,496

 

 

PKm7 = 0+150 m         (em relação ao pkt2 da curva 1 )

 

d = 150 –142,475 = 7,525 m

 

M7 = -84058,502 + 7,525 . sen (395.24427 ) = -84059,064

 

P7 = -21783,044 + 7,525 . cos (395.24427) = -21775,539

 

 

PKm 8 = 0+175 m

 

d = 175 – 142,475 = 32,525 m

 

M8 = -84058,502 + 32,525 . sen (395.24427) = -84060,929

 

P8 = -21783,044 + 32,525 . cos (395.24427) = -21750,609

 

 

PKm9 = 0+200 m

 

d = 200 – 142,475 = 57,525 m

 

M9 = -84058,502 + 57,525 . sen (395.24427) = -84062,795

 

P9 = -21783,044 + 57,525 . cos (395.24427) = -21725,679

 

 

PKm10 = 0+225 m

 

d = 225 – 142,475 = 82,525 m

 

M10 = -84058,502 + 82,525 . sen (395.24427) = -84064,661

 

P10 = -21783,044 + 82,525 . cos (395.24427) = -21700,749

 

 

PKm 11 = 0+250 m

 

d = 250 – 142,475 = 107, 525 m

 

M11 = MT2 + d . sen r2 = -84058,502 + 107,525 . sen (395.24427) = -84066,527

 

P11 = PT2 + d . cos r2 = -21783, 044 + 107,525 . cos (395.24427) = -21675, 819

 

 

 

PKm12 = 0+275 m

 

d = 275 – 142,475 = 132,525 m

 

M12 = -84058,502 + 132,525 . sen (395.24427) = – 84068,393

 

P12 = -21783, 044 + 132,525 . cos (395.24427) = – 21650,889

 

 

 

 

 

PKm13 = 0+300 m    ( Ponto sobre a curva 2 )

 

 

a`x = 10, 68016 gr

 

r`x = 395.24427+ ( 10,68016 ) = 405.92443 gr

 

M13 =  -83959,188 + 110 . sen (405.92443 – 110 ) =-84068,963

 

P13 = -21636,151 + 110 . cos ( 405.92443 – 110 ) = -21643.188

 

 

PKm14 = 0+325 m

 

 

a`x = 25,14879 gr

 

r`x = 395.24427 + ( 25,14879  ) = 420.39306 gr

 

M14 = -83959,188 + 110 . sen (420.39306 – 110 ) =-84067.725

 

P14 = -21636,151 + 110 . cos ( 420.39306 – 110 ) = -21618.273

 
PKm15 = 0+350 m

 

a`x = 39,61743  gr

 

r`x = 395.24427 + ( 39,61743  ) = 434.86170 gr

 

M15 = -83959,188 + 110 . sen (434.86170– 110 ) = -84060.906

 

P15 = -21636,151 + 110 . cos ( 434.86170 – 110 ) = -21594.277

 

 

 

PKm16 = 0+375 m

 

a`x = 54,08606  gr

 

r`x = -4,75573 + ( 54,08606  ) = 49,33033 gr

 

M16 = -83959,188 + 110 . sen (49,33033 – 110 ) =-84037,784

 

P16 = -21636,151 + 110 . cos ( 49,33033 – 110 ) = -21559,192

 

 

PKm 17 = 0+400 m

 

d = PK17 – PKT22 = 400 – 378,525 = 21,475 m

 

 

M17 = MT22 + d . sen r3 = -84034,552 + 21,475 . sen (51,94899) = -84018,909

 

P17 = PT22 + d . cos r2 = -21556,025 + 21,475 . cos (51,94899) = -21541,312

 

 

PKm 18 = 0+425 m

 

d = PK18 – PKT22 = 425 – 378,525 = 46,475 m

 

M18 = -84034,552 + 46,475 . sen (51,94899) = -84000,699

 

P18 = -21556,025 + 46,475 . cos (51,94899) = -21524,184

 

 

PKm 19 = 0+450 m

 

d = PK19 – PKT22 = 450 – 378,525 = 71,475 m

 

M19 = -84034,552 + 71,475 . sen (51,94899) = -83982,488

 

P19 = -21556,025 + 71,475 . cos (51,94899) = -21507,055

 

 

PKm 20 = 0+475 m

 

d = PK20 – PKT22 = 475 – 378,525 = 96,475 m

 

M20 = -84034,552 + 96,475 . sen (51,94899) = -83964,278

 

P20 = -21556,025 + 96,475 . cos (51,94899) = -21489,923

 

PKm 21 = 0+500 m

 

d = PK21 – PKT22 = 500 – 378,525 = 121,475 m

 

M21 = -84034,552 + 121,475 . sen (51,94899) = -83946,067

 

P21 = -21556,025 + 121,475 . cos (51,94899) = -21472,799

 

 

PKm22 = 0+525 m    ( Ponto sobre a curva 3)

 

 

 

a`x = -12,49453 gr

 

r`x = r3 +  a`x

 

r`x = 51,94899 + (-12,49453) = 39,45446 gr

 

M22 = MC3 + R3 . sen ( r`x – 100 )

 

M22= -84019.675 + (-110) . sen (39,45446 – 110 ) =  -83930.132

 

P22 =PC3 + R3 . cos ( r`x – 100 )

 

P22= -21391,496 + (-110) . cos ( 39,45446 – 110 ) =  -21455,387

 

PKm 23 = 0+550 m

 

a`x = -26.96316 gr

 

r`x = r3 +  a`x

 

r`x = 51,94899 + (-26.96316) = 24.98583 gr

 

M23= -84019.675 + (-110) . sen (24.98583 – 110 ) =  -83918.038

 

P23= -21391,496 + (-110) . cos (24.98583 – 110 ) =  -21433,569

 

 

PKm 24 = 0+575 m

 

d = PK24 – PKT23 = 575 – 550.545 = 24.455 m

 

M24 = MT23 + d . sen r4 = -83917,832 + 24.455 . sen (24,67053) = -83908.591

 

P24 = PT23 + d . cos r4 = -21432,590 + 24.455 . cos (24,67053) = -21409.948

 

 

PKm 25 = 0+600 m

 

d = PK25 – PKT23 = 600– 550.545 = 49.455 m

 

M25 = -83917,832 + 49.455 . sen (24,67053) = -83899,143

 

P25 = -21432,590 + 49.455 . cos (24,67053) = -21386.802

 

PKm 26 = 0+613.611

d = 63.066 m

 

M26 = MT23 + d. sen r4 = -83917.832 + 63.066 . sen 24.67053 = -83893.999

 

P26 = PT23 + d. cos r4 = -21432.590 + 63.066 . cos 24.67053 = -21374.200

 

2.1.5 – Cálculo das sobreelevações

Nota:

Variação de 1% por cada 5 metro

à Ponto quilométrico do inicio da sobreelevação à entrada da curva 1

variação total é de 7,5 %  então 7,5 ´ 5 = 37.5 m à valor necessario dispor para fazer a

variação da sobreelevação

 

Pkinicio = PKT1 – 37.5

 

Pkinicio = 54.522 –37.500 = 0 + 017.022

 

à Ponto quilométrico do final da sobreelevação à saída da curva 1

 

Pkfinal = PKT2 + 37.5

 

Pkfinal = 142.475 + 37.5 = 0 + 179.975

 

à Ponto quilométrico do inicio da sobreelevação à entrada da curva 2

 

Pkinicio = PKT1 – 37.5

 

Pkinicio = 281.546 –37.500 = 0 + 244.046

 

 

à Ponto quilométrico do final da sobreelevação à saída da curva 2

 

Pkfinal = PKT2 + 37.5

 

Pkfinal = 378.525 + 37.5 = 0 + 416,025

 

 

à Ponto quilométrico do inicio da sobreelevação à entrada da curva 3

 

Pkinicio = PKT1 – 37.5

 

Pkinicio = 503.411 –37.500 = 0 + 465.911

 

à Ponto quilométrico do final da sobreelevação à saída da curva 3

 

Pkfinal = PKT2 + 37.5

 

Pkfinal = 550.545 + 37.5 = 0 + 588.045

 

2.2- Traçado em Perfil Longitudinal (Altimetria)

 

·         Formulário

n =

 

T =

 

B =

 

D = 2T

 

PKT = PK- T

 

PKT = PK+ T

 

ZT =

 

ZT =

 

Z´ = Z- B

 

 

PK4 =

 

Z v4=

 

2.2.1- Cálculo dos vértices da rasante:

 

  • Fórmulas usadas:

 

PKV1 = PKT1 +T

 

ZV1 = ZT1 + T. i1

 

  • Curva 1: ( Curva côncava)

 

R = -800 m

 

PK1= 0+000 m

 

Z1 = 31,919 m

 

n = -0,0867 – 0,04 = -0,1267

 

T1 = ( -800 . (-0,1267 ) ) / 2  = 50,68 m

 

B1 =  ( (50,68)2 / (2 . 800) ) = 1,605 m

 

D1 = 2 . T = 2 . 50,68 = 101,36 m

 

 

PKV1 = PKT1 +T

 

PKV1 = 0 + 50,68 = 50,68 m

 

ZV1 = ZT1 + T. i1

 

ZV1 = 31,919 + 50,68 . ( -0,0867 ) = 27, 525 m

 

  • Curva 2: ( Curva convexa)

 

R = ?

 

Arbitra-se um valor para T de forma a que o ponto de tangência 2 da curva 1 seja coincidente com o ponto de tangência da curva 2 de forma a evitar um trainel muito pequeno entre as duas concordâncias.

 

T = 75 m  ( lido no perfil longitudinal )

 

n = 0,04 – 0,0128 = 0,0272

 

PKT21=PKT12= 0 + 101.360

 

T2 = (R ´ n)/ 2

 

R= (75´2)/0.0272 = 5514.706 m

 

B2 = ( ( 75 )2 / ( 2 ´ 5514,706) ) = 0, 510 m

 

D2 = 2 ´ 75  = 150 m

 

 

PKV2 = PKT21 + T

 

PKV2 = 101,360 + 75 = 176,360 m

 

ZV2 = ZT21 + T .i2

 

ZV2 = 29,552 + 75 ´ 0,04 = 32,552 m

 

  • Curva 3: ( Curva côncava )

 

R = – 5000 m

 

PKT22 = 251,360

 

ZT22 = 33,512 m

 

n = i3 – i4

 

n = 0,0128 – 0,035 = – 0,0222

 

T3 = ( -5000 ´ (-0,0222) ) / 2  = 55,5 m

 

B3 =( (55,5)2 / (2 ´ 5000) ) = 0,308 m

 

D3 = 2 ´ 55,5 = 111,000 m

 

 

( Distância entre PTK22 da curva 2 ao vértice da curva 3 “ arbitrado” ) => d = 160 m

 

PKV3 = PKT22 + d

 

PKV3 = 251,360 +160 = 411,360 m

 

ZV3 = ZT22 + d . i3

 

ZV3 = 33,512 + 160 ´ 0,0128 = 35, 560 m

 

  • Curva 4: ( Curva convexa )

 

R = 1500 m

 

n = i4 – i5

 

n = 0,035 –(-0.011) =  0,046

 

T4 = ( 1500 . (0.046) ) / 2  = 34.5 m

 

B4 =( (34.5)2 / (2 . 1500) ) = 0,397 m

 

D4 = 2 . 34,5 = 69 m

 

 

PK4 =

 

Z v4=

 

PK4 =

 

PK4 = 566.029

 

Z v4=

 

Z v4 = 40.648 m

 

2.2.2-Cálculo dos pontos de tangência:

  • Curva 1:

 

PKT11 = 0+000 m

 

PKT21 = PKT1 + D

 

PKT21 = 0 + 101,360 = 101,360 m

 

ZT11 = 31,919 m

 

ZT21 = ZV1 + T . i2 = 27,525 + 50,680 . 0,04 = 29,552 m

  • Curva 2: ( Curva convexa)

 

PKT12= 0 + 101.360

 

PKT22 = 176,360 + 75 = 251,360 m

 

ZT12 = ZT21 =29,552 m

 

ZT22 = 32,552 + 75 ´ 0,0128 = 33,512 m

 

  • Curva 3:

 

 

PKT13 = PKV3 – T

 

PKT13 = 411,360 – 55.5 = 355,860 m

 

PKT23 = 411,360 + 55.5 = 466,860 m

 

ZT13 = ZV3 – T . i3

 

ZT13 = 35,560 – 55.5 ´ 0,0128 = 34,850 m

 

ZT23 = ZV3 + T . i4

 

ZT23 = 35,560 + 55.5 ´ 0,035 = 37,503 m

 

 

 

 

  • Curva 4:

 

 

PKT14 = PKV4 – T

 

PKT14 = 566.029 – 34.5 = 531.529 m

 

PKT24 = PKV4 + T

 

PKT24 =566.029 + 34.5= 600.529 m

 

ZT1 = ZV4 – T . i3

 

ZT1 = 40.648 – 34,5 . 0,035 = 39.441 m

 

ZT2 = ZV2 + T . i4

 

ZT2 = 40.698 + 34,5 . (-0.011) = 40.269 m

2.2.3 – Cálculo dos pontos altos e baixos:

  • Curva 1:

Cálculo do ponto mais baixo da concordância:

 

x = R . i

 

x = 800 . 0,0867 = 69,36 m

 

PKx = PKT1 + x

 

PKx = 0 + 69,36 = 69,36 m

 

 

Zx = 28.91m

 

  • Curva 2:

x = R . i3

 

x= 5514.706 ´ 0,0128 = 70,588 m

 

PKx = PKT11 + x

 

PKx = 101.360 + 70,588 = 171,948 m

 

Zx = 32.158 m

 

  • Curva 3:

 

Cálculo do ponto baixo:

 

X = 5000 . 0,0128 = 64 m

 

PKx = 355,860 + 64 = 419,860 m

 

 

Zx =36,080 m

 

  • Curva 4:

Cálculo do ponto alto da concordância:

X= R. i

 

X = 1500 . 0,035 = 52.5 m

 

PKx = PKT1 + X

PKx = 531.529 + 52.5 = 584.029 m

 

 

 

Zx = 40.360 m

2.2.4 – Cálculo dos pontos situados sobre a razante de 25 em 25 metros:

 

Nota:

 

PKT1=0 + 000

PKT2=0 + 101.36

 

  • PK1 = 0 + 000 ( perfil sob a concordância 1)

 

 

Z1 = 31.919 m

 

 

  • PK2 = 0 + 025

 

 

Z2 = 30.142 m

 

 

  • PK3 = 0 + 050

 

Z3 = 29.147 m

 

 

  • PK4 = 0 + 075

Z4 = 28.932 m

 

 

 

 

 

 

 

 

  • PK5 = 0 + 100

Z5 = 29.499 m

 

 

  • PK6 = 0 + 125 ( perfil sobre o trainel 2 )

 

Nota:

i2=0.04

PKT2=101.36

ZT2 =29.552 m

 

Dx = PK6 –PKT2

 

Dx = 125 –101.36 = 23.640

 

Z6 = ZT2 + Dx . i2

 

Z6 = 29.552 + 23,640 . 0,04 = 30.498

 

 

  • PK7 = 0 + 150

 

Dx = 150 –101.36 = 48.640

 

Z7 = 29.552 + 48,640 . 0,04 = 31.498

 

 

  • PK8 = 0 + 175 (perfil sobre a concordância 2)

 

Nota:

 

PKT1 = 163.96 / ZT1 = 32.056 m

PKT2 = 204.76 / ZT2 = 33.133 m

R = 1500 m

i2 = 0.04

 

Z8= 32.457 m

 

 

  • PK9 = 0 + 200

 

Z9 = 33.065 m

 

 

 

 

  • PK10 = 0 + 225 (perfil sobre o trainel 3)

 

Dx= 20.240

 

Z10 =33.392 m

 

 

 

Nota:

 

PKT2=204.76

ZT2=33.133

i3=0.0128

 

 

  • PK11 = 0 + 250

 

Dx = 45.240

 

Z11 = 33.712 m

 

  • PK12 = 0 + 275

 

Dx = 70.240

 

Z12 = 34.032 m

 

 

  • PK13 = 0 + 300

 

Dx = 95.24

 

Z13 = 34.352 m

 

 

  • PK14 = 0 + 325

 

Dx = 120.240

 

Z14 = 34.672 m

 

 

  • PK15 = 0 + 350

 

Dx = 145.240

 

Z15 = 34.992 m

 

 

  • PK16 = 0 + 375

 

Dx = 170.24

 

Z16 = 35.312

 

 

  • PK17 = 0 + 400

 

Dx= 195.240

 

Z17 =35.632

 

 

  • PK18 = 0 + 425 ( Perfil sobre a concordância 3)

 

Nota:

 

PKT1= 426.88

ZT1 = 35.975 m

PKT2 = 444.64

ZT2 =36.401 m

R = -800 m

i 3= 0.0128

 

Z18 = 35.953

 

 

  • PK19 = 0 + 450 ( perfil sobre trainel 4)

 

Dx = 5.360

 

Z19 = 36.589

 

Nota:

 

PKT2 = 444.64

ZT2 = 36.401

i4 = 0.035

 

 

  • PK20 = 0 + 475

Dx = 30.360

 

Z20 = 37.464

 

 

  • PK21 = 0 + 500

 

Dx = 55.360

 

Z21 = 38.339

 

 

  • PK22 = 0 + 525

 

Dx = 80.360

 

Z22 = 39.214

 

 

  • PK23 = 0 + 550 (perfil sobre a concordância  4)

 

Z23 =39.974

 

 

Nota:

 

PKT1 = 531.529

ZT1 = 39.441

PKT2 = 600.529

ZT2 = 41.028

R = 1500

i4 = 0.035

 

 

  • PK24 = 0 + 575

 

Z24 =40.333

 

 

  • PK25 = 0 +600

 

Z25 =40.275

 

Nota: para efeitos de perfis transversais considerou-se que a cota se mantêm constante, igual a Z25,  até ao ponto final.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.3 – Elementos da directriz:

Pontos situados sobre a Directriz 

Nº. Perfil Ponto Kilométrico Meridianos Paralelos Rumos Raio
1 0+000 -84122,000 -21905,000 46,14641 -
2 0+025 -84105,424 -21886,285 46,14641 -
3 0+050 -84088,848 -21867,571 46,14641 -
4 0+075 -84073,774 -21847,682 34,29486 -110
5 0+100 -84063,486 -21824,956 19,82623 -110
6 0+125 -84058,584 -21800,496 5,3576 -110
7 0+150 -84059,064 -21775,539 395.24427 -
8 0+175 -84060,929 -21750,609 395.24427 -
9 0+200 -84062,795 -21725,679 395.24427 -
10 0+225 -84064,661 -21700,749 395.24427 -
11 0+250 -84066,527 -21675,819 395.24427 -
12 0+275 -84068,393 -21650,889 395.24427 -
13 0+300 -84068,963 -21643,188 405,92443 110
14 0+325 -84067,725 -21618.273 420,39306 110
15 0+350 -84060,906 -21594,277 434,86170 110
16 0+375 -84037,784 -21559,192 49,33033 110
17 0+400 -84018,909 -21541,312 51,94899 -
18 0+425 -84000,699 -21524,184 51,94899 -
19 0+450 -83982,488 -21507,055 51,94899 -
20 0+475 -83964,278 -21489,923 51,94899 -
21 0+500 -83946,067 -21472,799 51,94899 -
22 0+525 -83930,132 -21455,387 39,45446 -110
23 0+550 -83918,038 -21433,569 24,98583 -110
24 0+575 -83908,591 -21409,948 24,67053 -
25 0+600 -83899,143 -21386,802 24,67053 -
26 0+481 -83893,999 -21374,200 24,67053 -

Pontos de Tangência da Directriz

Nome Ponto quilométrico Meridianos Paralelos Rumos
T11 0+ 054,522 -84085,850 -21864,186 46,14641
T21 0+142,475 -84058,502 -21783,044 -4,75573
T12 0+281,546 -84068,881 -21644,361 -4,75573
T22 0+379,525 -84034,552 -21556,025 51,94899
T13 0+503,411 -83944,311 -21471,147 51,94899
T23 0+550,545 -83917,832 -21432,590 24,67053

2.4 – Elementos da rasante:

  • Elementos das curvas

curva nº1 

(côncava)

Km Cota Outros 

elementos

Ptº tangência 0+000 31.919 Inclinação (T1) -8.670%
Vértice 0+50.680 27.525 Desenvolvimento 101.360
Ptº tangência 0+101.360 29.552 Inclinação (T2) 4.000%
Raio (m) -800 - - -
curva nº2 

(convexa)

Km Cota Outros 

elementos

Ptº tangência 0+101.360 29.552 Inclinação (T1) 4.000%
Vértice 0+176.360 32.552 Desenvolvimento 150.000
Ptº tangência 0+251.360 33.512 Inclinação (T2) 1.280%
Raio (m) 5514.706 - - -
curva nº3 

(côncava)

Km Cota Outros 

elementos

Ptº tangência 0+355.860 34.850 Inclinação (T1) 1.280%
Vértice 0+411.360 35.560 Desenvolvimento 111.000
Ptº tangência 0+466.860 37.503 Inclinação (T2) 3.500%
Raio (m) -5000 - - -
curva nº4 

(convexa)

Km Cota Outros 

elementos

Ptº tangência 0+531.529 39.441 Inclinação (T1) 3.500%
Vértice 0+566.029 40.648 Desenvolvimento 69.000
Ptº tangência 0+600.529 40.269 Inclinação (T2) 1.100%
Raio (m) 1500 - - -

Km final = 613.611 m

 

 

  • Pontos situados sobre a Rasante

Pontos Distancias Cotas Inclinação (%) Raio
1 0+000 31,919 -8,670 -800
2 0+025 30,142 -5,545 -800
3 0+050 29,147 -2,420 -800
4 0+075 28,932 0,705 -800
5 0+100 29,499 3,830 -800
6 0+125 30,447 3,571 5514,706
7 0+150 31,283 3,118 5514,706
8 0+175 32,006 2,665 5514,706
9 0+200 32,615 2,211 5514,706
10 0+225 33,112 1,758 5514,706
11 0+250 33,494 1,305 5514,706
12 0+275 33,815 1,280
13 0+300 34,135 1,280
14 0+325 34,455 1,280
15 0+350 34,775 1,280
16 0+375 35,132 1,663 -5000
17 0+400 35,610 2,163 -5000
18 0+425 36,213 2,663 -5000
19 0+450 36,941 3,163 -5000
20 0+475 37,788 3,500
21 0+500 38,663 3,500
22 0+525 39,538 3,500
23 0+550 39,974 2,269 1500
24 0+575 40,333 0,602 1500
25 0+600 40,275 -1,064 1500
26 0+613,611 40,125 -1,100

Pontos situados à esquerda e à direita do eixo e sobre o eixo:

Perfil Km Cotas da Rasante Cotas do Terreno
Cota Esquerda Cota Eixo Cota Direita Cota esquerda Cota Eixo Cota Direita
1 0+000 31,819 31,919 31,819 31,440 31,919 31,890
2 0+025 30,042 30,142 30,106 28,940 29,090 29,240
3 0+050 28,983 29,147 29,311 28,060 28,200 28,330
4 0+075 28,732 28,932 29,132 27,720 27,790 27,850
5 0+100 29,299 29,499 29,699 27,710 27,900 28,100
6 0+125 30,298 30,498 30,698 28,230 28,600 28,630
7 0+150 31,358 31,498 31,638 27,930 29,600 28,630
8 0+175 32,375 32,475 32,415 31,000 31,290 31,650
9 0+200 32,965 33,065 32,965 34,160 34,090 34,010
10 0+225 33,292 33,392 33,292 35,180 35,290 35,410
11 0+250 33,660 33,712 33,612 34,970 35,790 36,430
12 0+275 34,180 34,032 33,884 34,380 34,890 35,260
13 0+300 34,552 34,352 34,152 33,800 34,090 34,360
14 0+325 34,872 34,672 34,472 3,272 33,700 33,719
15 0+350 35,192 34,992 34,792 32,921 33,099 33,242
16 0+375 35,512 35,312 35,112 33,490 33,699 33,903
17 0+400 35,660 35,632 35,532 35,216 35,400 35,523
18 0+425 35,853 35,953 35,853 35,875 36,099 36,307
19 0+450 36,489 36,589 36,489 35,395 35,600 35,816
20 0+475 37,364 37,464 37,437 36,010 36,200 36,393
21 0+500 38,166 38,339 38,512 36,102 36,102 36,331
22 0+525 39,014 39,214 39,414 39,514 39,799 39,973
23 0+550 39,774 39,974 40,174 39,641 39,899 40,148
24 0+575 40,233 40,333 40,317 39,965 40,200 40,434
25 0+600 40,175 40,275 40,175 41,601 41,800 41,941


2.5-Movimentos de Terras:

PERFIS Escavações Aterros Volumes acumulados Diferenças  

(m3)

Distâncias (m) Áreas Volumes Áreas Volumes Escavação 

(m3)

Aterro 

(m3)

1 0 4,7328 59,16 0,7026 8,78 59,16 8,78 50,38
2 25 0,0000 0,00 9,2670 231,68 59,16 240,46 -181,30
3 50 0,0000 0,00 8,5858 214,65 59,16 455,10 -395,94
4 75 0,0000 0,00 11,7235 293,09 59,16 748,19 -689,03
5 100 0,0000 0,00 19,7769 494,42 59,16 1242,61 -1183,45
6 125 0,0000 0,00 22,9466 573,67 59,16 1816,28 -1757,12
7 150 0,0000 0,00 14,9870 374,68 59,16 2190,95 -2131,79
8 175 0,0000 0,00 5,8880 147,20 59,16 2338,15 -2278,99
9 200 29,2230 730,58 0,0000 0,00 789,74 2338,15 -1548,42
10 225 44,9500 1123,75 0,0000 0,00 1913,49 2338,15 -424,67
11 250 45,7740 1144,35 0,0000 0,00 3057,84 2338,15 719,68
12 275 20,7840 519,60 0,0000 0,00 3577,44 2338,15 1239,28
13 300 5,3360 133,40 1,0450 26,13 3710,84 2364,28 1346,56
14 325 4,1996 104,99 6,1170 152,93 3815,83 2517,20 1298,62
15 350 0,0000 0,00 22,7500 568,75 3815,83 3085,95 729,87
16 375 0,0000 0,00 17,6280 440,70 3815,83 3526,65 289,17
17 400 4,0830 102,08 0,6780 16,95 3917,90 3543,60 374,30
18 425 6,6810 167,03 0,2200 5,50 4084,93 3549,10 535,82
19 450 0,0000 0,00 11,1464 278,66 4084,93 3827,76 257,16
20 475 0,0000 0,00 15,2301 380,75 4084,93 4208,52 -123,59
21 500 0,0000 0,00 33,1042 827,61 4084,93 5036,12 -951,19
22 525 7,0461 176,15 0,0000 0,00 4261,08 5036,12 -775,04
23 550 1,7400 43,50 0,1000 2,50 4304,58 5038,62 -734,04
24 575 1,8300 45,75 0,2200 5,50 4350,33 5044,12 -693,79
25 600 28,3200 385,46 0,0000 0,00 4735,79 5044,12 -308,33


2.6-Gráfico de Bruckner

 

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Cálculo e Dimensionamento de Vigas em Estruturas Metálicas 150x150 Cálculo e Dimensionamento de Vigas em Estruturas Metálicas

Dimensionamento de estruturas Metálicas

Dimensionamento de Vigas

1 – Introdução

O dimensionamento de vigas metálicas cujo banzo comprimido não possui um contraventamento lateral contínuo, requer a verificação da segurança à instabilidade lateral.

Este modo de colapso é designado na regulamentação portuguesa por bambeamento e no EC3 por “lateral torsional buckling of beams”. Trata-se de um fenómeno de instabilidade lateral da viga por flexão-torção, que adquire relevância especial em vigas de secção aberta com pequena rigidez de torção.

O dimensionamento de vigas metálicas constituídas por perfis de aço laminados a quente (secções das classes 1 e 2 no EC3) requer a verificação:

-          da resistência das secções transversais da viga

-          da estabilidade lateral da viga

-          da deformabilidade da viga

 

A verificação das condições de resistência pode ser feita em termos de tensões normais e tangenciais nas secções, com base no critério de cedência plástica de Mises-Hencky e constitui a base de dimensionamento elástico. No caso das secções da Classe 1 e 2 na designação do EC3, admite-se o dimensionamento plástico da secção.

A verificação das condições de deformabilidade da viga requer, em geral, o cálculo das flechas elásticas, e a comparação dessas flechas, obtidas para determinadas combinações de cargas associadas a estados limites de utilização, com os valores admissíveis recomendados no Capítulo 4 do EC3.

Finalmente, quanto à verificação da estabilidade lateral da viga (bambeamento), refere-se em primeiro lugar que se trata de um problema clássico da teoria da Estabilidade de Estruturas à semelhança do que acontece com o problema da encurvadura de colunas. Na figura seguinte estabelece-se a analogia entre os problemas de estabilidade de colunas e vigas.

No problema da estabilidade lateral de vigas, o fenômeno de torção introduz o efeito de torção não uniforme, o que leva à necessidade de introduzir o conceito de rigidez de empenamento da secção EIw, conforme se pode observar na fórmula do momento crítico da viga (Mcr) indicada na figura 1. Por essa razão começa‑se por apresentar, na secção seguinte, uma introdução ao problema da torção não uniforme em peças de secção aberta.

 

Analogia entre os problemas de estabilidade de colunas e vigas

2- Torção Não‑Uniforme de Secções Abertas

 

0 problema da torção não‑uniforme, por vezes também designado por torção com empenamento (“warping torsion”), não é em geral tão bem conhecido como o da torção uniforme (torção de Saint‑Venant) estudado na Resistência de Materiais. Por ser de importância fundamental para os assuntos seguintes, far‑se‑á aqui uma breve revisão sobre torção não‑uniforme. Esta ocorre em peças solicitadas por um momento torsor variável ou em peças em que o empenamento das secções transversais não é livre.

Para introduzir o assunto, considerar‑se‑á o problema clássico da barra com secção I encastrada numa extremidade e solicitada por um momento torsor T na extremidade livre .

 

Torção não uniforme de secções em I.

A secção empena, devido à falta de simetria radial. Como o empenamento não é livre, devido aos encastramentos, os banzos flectem. Geram-se assim tensões normais de flexão, estaticamente equivalentes a um momento flector Mb no plano de cada um dos banzos. Estes momentos Mb variam ao longo da peça, sendo nulos na secção livre. A variação de Mb é equivalente a um esforço transverso.

 

gerando-se um momento torsor adicional na secção

 

 

designado por momento torsor de empenamento. Deste modo o momento torsor total numa secção é igual a

 

em que Tu representa a parcela do momento interno associada ao regime de torção uniforme.

Põe-se agora o problema de relacionar o momento torsor com o ângulo de torção f. Quanto a Tu, é conhecido da teoria elementar da torção uniforme que:

 

em que:

G – módulo de distorção do material

It – constante de torção

E é dada por :

 

em que ti e bi representam respectivamente a largura e o comprimento dum dos rectângulos que constituem a secção.

 

 

 

Quanto ao momento Tw, começa-se por notar que pela teoria elementar da flexão o momento Mb no banzo é dado por:

 

em que:

Ib – momento de inércia dum banzo relativamente ao eixo dos zz

uy – deslocamento lateral (segundo Y) do eixo do banzo

Como , a equação pode-se escrever na forma

 

Das equações anteriores obtém-se para o momento torsor de empenamento

 

Introduzindo a constante da secção  vem

 

Esta equação para o momento torsor de empenamento, deduzido aqui por simplicidade para uma secção I, mostra‑se ser válida no caso geral. A constante de empenamento (Iw) encontra‑se tabelada para várias secções (figura 3).

 

 

 

Constantes de empenamento e posição do centro de corte de secções correntes.

 

A expressão geral que relaciona o momento torsor T numa secção genérica com a rotação de torção f da secção, obtém‑se introduzindo as equações 4 e 9 na equação 3:

 

 

T =

 

A resolução dum problema de torção em regime não uniforme requer a integração da equação . Quando se trata dum momento torsor distribuido ao longo da peça, t=, a equação  transforma‑se em:

 

 

= t

 

Para integrar a equação 11 são necessárias duas condições por cada extremidade da barra.

Note‑se que se o empenamento numa extremidade é livre, o momento flector no banzo é nulo (Mb=0), pelo que da equação 7 se pode concluir que =0. Deste modo tem-se:

 

a) Extremidade encastrada (torção e empenamento impedidos)

 

 

f= 0   ;  =0

 

b) Extremidade em que se impede a torção, mas não o empenamento

 

 

f= 0   ;  =0

 

Na figura mostram-se dois tipos de ligações com consequências diferentes na torção e empenamento de vigas I. A ligação (d) impede praticamente a torção no apoio, mas introduz tensões normais de empenamento com a distribuição indicada na figura . Tal não acontece na ligação (c), a qual, no entanto, apresenta pouca rigidez à torção. A figura 4.ii representa o caso da secção Z.

Não será considerado aqui o problema do cálculo das tensões normais de empenamento (figura ), por não ser fundamental para os assuntos que se seguem. Nota‑se que as referidas tensões atingem por vezes valores extremamente elevados, pelo que nem sempre deverão ser consideradas como de efeitos secundários na verificação da segurança de secções abertas. 0 cálculo destas tensões faz‑se, em geral, com base nos conceitos de Bimomento e de coordenadas sectoriais.

 

 

3 – Encurvadura Lateral de Vigas por Flexão – Torção

3.1 – Conceitos Básicos

Uma viga solicitada à flexão em torno do eixo de maior inércia, pode instabilizar lateralmente caso o banzo comprimido não esteja devidamente contraventado. É conveniente distinguir os casos de:

a)      Vigas com contraventamento contínuo

b)     Vigas contraventadas em pontos intermédios ao longo do vão

c)      Vigas sem contraventamento

 

Nos casos b) e c) há que dimensionar tendo em conta a possibilidade de instabilidade lateral por flexão–torção.

Para compreender o problema da instabilidade lateral de vigas, considere-se o caso clássico da próxima figura. O banzo comprimido, que não é mais do que uma coluna sobre “fundação elástica”, tende a encurvar lateralmente. Essa tendência é contrariada pela parte restante (estável) da secção.

No domínio pré-crítico o deslocamento w aumenta linearmente com M e os deslocamentos n e f mantêm-se nulos.

Para M = Mcr atinge-se uma bifurcação do equilíbrio. No domínio de pós-encurvadura, as secções transversais apresentam um translação definida por n e w e uma rotação de torção, em torno do centro de corte, definida por f.

No estado de pós-encurvadura, as secções transversais estão solicitadas por momentos flectores My e Mz e por um momento torsor T, em equilíbrio com o momento aplicado M.

O momento crítico elástico de vigas da secção bissimétrica à flexão pura, em torno do eixo de maior inércia y, é dado por:

 

em que          Le – comprimento de encurvadura

Deve-se notar que a equação se pode escrever na forma:

 

em que          PEz – carga de Euler para a flexão de z

Se o momento flector não for constante mas variável, a equação pode escrever-se na forma geral:

 

em que          C1 – constante dependente do carregamento e das condições de apoio

 

No caso de cargas concentradas ou distribuidas, o momento crítico é dependente do modo de aplicação das cargas na secção. Assim, uma carga aplicada no banzo superior tende a agravar a instabilidade relativamente ao caso da carga aplicada no centro de gravidade. Pelo contrário, se a carga for aplicada ao banzo inferior o seu efeito é estabilizante . Na secção seguinte apresentar‑se‑á uma fórmula mais geral do que a equação , a qual tem em conta o modo de aplicação da carga.

 

A equação , ou equivalentemente a equação , é apenas válida para secções bissimétricas. Este ponto tem dado lugar a algumas confusões na literatura. Efectivamente para secções monossimétricas, como por exemplo secções I de banzos desiguais, que no caso extremo conduzem às secções em T, aparece o chamado efeito de Wagner. Este efeito consiste na influência das tensões normais de empenamento na rigidez de torção.

 

Uma peça comprimida apresenta menor rigidez à torção do que a mesma peça quando traccionada. A instabilidade em torção pura duma peça comprimida pode ser explicada unicamente com base no efeito de Wagner.

As imperfeições a considerar no problema da instabilidade lateral de vigas são essencialmente imperfeições geométricas (deslocamentos iniciais v0, f0 e excentricidades do plano de aplicação da carga relativamente ao plano da alma) e tensões residuais. As primeiras dão origem ao comportamento indicado a tracejado na figura 5.b. Assim, os deslocamentos laterais v e de torção f aumentam de urna forma contínua desde o início do carregamento, ao contrário do que acontece na viga perfeita (e=0). Quanto às tensões residuais, estas originam que vigas de esbelteza média encurvem lateralmente em regime inelástico.

 

No projecto duma viga sem contraventamentos laterais poderão utilizar‑se várias soluções para aumentar a estabilidade lateral. Uma solução será utilizar uma viga em caixão , a qual apresenta uma grande rigidez de torção lt. Neste caso a instabilidade lateral não controla, em geral, o dimensionainento, o qual é então condicionado pela cedência plástica e pela instabilidade local das paredes (placas) da secção. Uma outra solução possível é aumentar a rigidez de torção por utilização de banzos em caixão.

Influência do modo de aplicação da carga na instabilidade lateral de vigas.

 

Secções em caixão ou com banzos em caixão

Finalmente refere-se aqui o problema dos contraventamentos laterais. O contraventamento contínuo é em geral originado pela ligação do banzo comprimido da viga a um tabuleiro, cobertura, etc. Nesta situação não se põe o problema da estabilidade lateral. Quando o banzo comprimido da viga á contraventado duma forma descontínua ao longo do vão considera-se, para efeitos de dimensionamento, o problema da encurvadura para os troços da viga entre apoios laterais. A rigidez e resistência destes apoios laterais devem ser adequadas. Efectivamente, a presença de imperfeições geométricas na viga faz com que os contraventamentos sejam solicitados desde o início do carregamento. É usual dimensionar os contraventamentos laterais para cerca de 2% da força (resultante das tensões normais) no banzo comprimido da viga.

 

3.2 – Regime Elástico

Considerar-se-á agora a determinação dos momentos críticos elásticos para a encurvadura por flexão-torção de vigas com quaisquer condições de carregamento e de apoio. Admite-se que as cargas actuam num plano principal de flexão contendo os centros de gravidade e de corte e que as secções se mantêm rígidas e sem encurvadura local. Efeitos de imperfeições geométricas ou materiais (tensões residuais) não serão considerados nesta secção. Trata-se portanto de instabilidades bifurcacionais, não sendo excedida em nenhum ponto da secção a tensão limite de proporcionalidade.

 

a) Secções Bissimétricas

O momento crítico elástico é dado no Anexo F do EC3, tendo-se:

 

em que:

C1 e C2 – coeficientes dependentes da distribuição de cargas e das condições de apoio

k e kw – factores associados aos comprimentos de encurvadura

 

- refere-se às condições de apoio relativas à rotação no plano

e

kw – refere-se às condições de empenamento nas extremidades da viga, deve-se tomar por segurança kw = 1,0.

 

Nesta equação, zg representa a coordenada z do ponto de aplicação das cargas, pelo que zg = 0 sempre que as cargas se considerem a actuar no centro de gravidade da secção.

Nesses casos, os termos que envolvem C2zg anulam-se, obtendo-se uma equação anteriormente referida.

 

Valores numéricos do coeficiente C1 para diagramas de momentos lineares entre

travamentos transversais.

 

Se existirem cargas distribuídas ao longo do vão é necessário considerar os termos C2zg na equação, devendo-se considerar zg como positivo sempre que o efeito do modo de aplicação da carga na secção for instabilizante. Isto acontece quando as cargas actuam no sentido do seu ponto de aplicação na secção para o centro de corte (coincidente com o centro de gravidade no caso das secções bissimétricas).

 

Apresentam-se na figura os valores da constantes C1 e C2 para o caso das cargas ao longo do vão conforme constam do Anexo F do EC3.

 

 

Valores numéricos do coeficiente C1 e C2 para o caso de cargas distribuidas ao longo do vão

 

 

b) Secções Monossimétricas

 

No Anexo F do EC3 define‑se uma expressão geral para o caso da determinação do Mcr em vigas de secção monossimétríca.

 

c) Vigas de Secção Variável

 

A equação  é válida apenas para o caso de vigas de secção constante bissimétríca. No caso de vigas de secção variável, contraventadas em pontos intermédios ao longo do vão, a verificação da estabilidade lateral faz‑se em geral para cada um dos troços entre contraventarnentos admitindo‑os de inércia constante.

 

 

3.3 Regime Elasto‑PIástico

 

Na figura  representa‑se o comportamento não linear de vigas devido aos efeitos da encurvadura lateral na presença de imperfeições. Enquanto nas vigas esbeltas a carga última é aproximadamente dada pela teoria da estabilidade elástica (conforme foi apresentado na secção 3.2), nas vigas de esbelteza média, o colapso dá‑se em regime elasto‑plástico. Não considerando o efeito geométricamente não linear (instabilidade lateral na presença de imperfeições) o momento de colapso plástico da viga é dado por:

 

 

Mpl = Wpl ´ fy

 

em que Wpl é o módulo plástico da secção, o qual se calcula com base na teoria elementar da flexão plástica.

 

Para vigas de esbelteza média o momento plástico (Mpl) não representa o verdadeiro momento de colapso. Efectivamente, há que considerar o efeito das encurvadura lateral e a presença de imperfeições. Para as secções laminadas a quente, a presença de tensões residuais devidas à larninagem, faz com que as tensões críticas (scr= ) excedam frequentemente a tensão limite de proporcionalidade sp= scr – src (src representa a tensão residual máxima de compressão).

 

Torna-se assim necessário definir um parâmetro de esbelteza para a viga, o qual no EC3 é a “esbelteza normalizada”:

 

 

lLT =

 

No caso do dimensionamento elástico de secções, substitui‑se Mpl na equação 19 pelo momento de cedência (Mc=Wfy).

 

Às vigas de pequena esbelteza correspondem valores de Mcr muito elevados em relação a Mpl, pelo que lLT toma valores baixos. Pelo contrário, às vigas esbeltas correspondem valores de Mcr muito menores do que Mpl, pelo que que lLT toma valores muito elevados.

 

Na figura  apresentam‑se resultados experimentais para os momentos últimos de vigas, com vários tipos de secção, em função da esbelteza normalizada l. Neste diagrama o momento Mu está normalizado em relação ao momento de cedência (Mc) e a esbelteza l está definida por . Os valores experimentais estão comparados com curvas de dimensíonamento de alguns códigos.

 

Influência de imperfeições geométricas (q) no comportamento elasto‑plástico de

vigas sujeitas à instabilidade lateral.

 

Comparação de resultados experimentais com curvas de dimensionamento de alguns códigos.

Para atender à redução da capacidade resistente da viga por efeito da instabilidade lateral na presença de imperfeições geométricas e de tensões residuais, o EC3 introduz à semelhança da colunas, o coeficiente de redução cLT o qual é função da esbelteza normalizada lLT. Deste modo cLT depende do momento plástico (Mpl) e do momento crítico (Mcr).

A expressão de dimensionamento no EC3 é:

Msd £ Mrd

em que:

Mrd=

em que cLT é dado na figura 12 em função de lLT respectivamente para secções laminadas a quente (curva a) e secções soldadas (curva c). Note‑se que as curvas a e c são precisamente as curvas já introduzidas no dimensionamento de colunas segundo o EC3.

 

Curvas de dimensionamento para a encurvadura lateral de vigas no EC3

 

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Projecto de Gás Natural de um Edificio 150x150 Projecto de Gás Natural de um Edificio

ÍNDICE

1- MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA. 2

1.1- INTRODUÇÃO.. 2

1.2- LOCAL DA INSTALAÇÃO.. 2

1.3-CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO.. 2

1.4-  DESCRIÇÃO DA INSTALAÇÃO.. 2

1.5- PARÂMETROS CARACTERIZADORES DOS GASES A UTILIZAR.. 3

1.5.1- GÁS NATURAL.. 3

1.5.2- Família e características da combustão. 3

1.5.3- Poder calorífico. 3

1.5.4- Outras características. 3

1.5.6- PROPANO.. 3

1.5.7- Família. 3

1.5.8- Poder calorífico. 4

1.5.4- Outras características. 4

1.6- CARACTERÍSTICAS DOS APARELHOS DE QUEIMA.. 4

2- CÁLCULOS. 5

2.1- DIMENSIONAMENTO.. 6

3- CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS DE MONTAGEM… 7

3.1- CAIXA DE ENTRADA.. 7

3.2- IMPLANTAÇÃO DAS TUBAGENS. 7

3.2.1- TUBAGEM EMBEBIDA.. 8

3.2.2 – TUBAGEM EM CANALETE.. 9

3.2.3 – TUBAGEM À VISTA.. 9

3.2.4 – TUBAGEM ENTERRADA.. 11

3.3- INSTALAÇÃO   INTERIOR.. 11

3.4 -TUBAGEM E ACESSÓRIOS. 12

3.5- DISPOSITIVOS DE CORTE.. 12

3.6- MONTAGEM DOS APARELHOS DE UTILIZAÇÃO.. 12

3.7- VENTILAÇÃO.. 13

3.8-  EVACUAÇÃO DOS PRODUTOS DE COMBUSTÃO.. 13

3.9- EXECUÇÃO DA INSTALAÇÃO DE GÁS. 13

3.10-  VERIFICAÇÕES FINAIS. 13

3.10.1- ENSAIOS. 14

3.11- LEGISLAÇÃO.. 14

4- CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS. 15

4.1- RAMAL DE ALIMENTAÇÃO DO EDIFÍCIO.. 15

4.2- MANGA PROTECTORA DO RAMAL DE ALIMENTAÇÃO.. 15

4.3- CAIXA DE ENTRADA DO EDIFÍCIO.. 15

4.4- TUBAGEM… 16

4.5- VÁLVULA DE CORTE GERAL.. 16

4.6- REDUTOR DE ENTRADA EM IMÓVEL.. 17

4.7- VÁLVULAS. 18

4.8- CONTADOR.. 18

4.9- TUBAGEM E ACESSÓRIOS. 19

5- PEÇAS DESENHADAS. 20

5.1 – SIMBOLOGIA.. 21

5.3- IMPLANTAÇÃO.. 24

5.4- PLANTAS DOS PISOS. 25

5.5-CORTES. 26

5.6-ISOMÉTRICA.. 27

5.7-CAIXA DE ENTRADA.. 28

5.9- EVACUAÇÃO DOS PRODUTOS DE COMBUSTÃO.. 30

 

 

1- MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA.

 

1.1- INTRODUÇÃO

O presente projecto tem  por objectivo definir o traçado, o dimensionamento e a caracterização da  rede de utilização destinada  ao abastecimento com Gás de Natural a um edifício de habitação.

 

1.2- LOCAL DA INSTALAÇÃO

Esta  rede será instalada em .Rua das Flores, Lote 31, Cacém, Concelho de Sintra.

 

1.3-CARACTERÍSTICAS DO EDIFÍCIO

O edifício a abastecer é constituído por 4 pisos, com um total de.12. fogos destinados à habitação.  Os pontos a alimentar situam-se na cozinha.

 

1.4-  DESCRIÇÃO DA INSTALAÇÃO

 

  • Uma Caixa de Entrada;
  • Válvula de corte geral, com acessibilidade de grau 1, antes do redutor;
  • Um redutor de entrada de imóvel;
  • Válvula de corte de ¼ de volta, com acessibilidade de grau 2, depois do redutor;
  • Uma conduta principal de alimentação;
  • Uma coluna montante;
  • Válvula de derivação de piso, com acessibilidade de grau 2;
  • Uma distribuição de fogo para cada local de consumo;
  • Um redutor de segurança a montante de cada contador;
  • Um contador para cada fogo;
  • Válvulas de corte de ¼ de volta, com acessibilidade de grau 1, antes dos redutores;
  • Válvulas de corte de ¼ de volta, com acessibilidade de grau 1, depois dos contadores;
  • Válvulas de corte de ¼ de volta, com acessibilidade de grau 1, antes de cada aparelho de queima.

 

A instalação de gás propriamente dita inicia-se na “Caixa de Entrada do Edifício”, situada no limite de propriedade do imóvel, em local permanentemente acessível a partir do exterior, embutida na parede, junto à entrada do edifício e com a inscrição “GÁS” legível do exterior, ventilada e instalada, sempre que possível, a uma altura máxima, em relação ao piso exterior, de 1,10 m.

A montante desta caixa, o Ramal de Alimentação, parte integrante da Rede de Distribuição e, como tal, executado pela Empresa Distribuidora, conduz o gás até à instalação que se inicia na Válvula de Corte Geral, localizada no interior da caixa de entrada.

Como a  tubagem do Ramal de Alimentação será embebida na parede, a Entidade Instaladora deverá montar  uma manga protectora da tubagem, em PVC ou Polietileno.

A partir da Válvula de Corte Geral será instalado um acessório com  tomada de pressão, destinado a monitorizar a pressão à entrada da instalação, sempre que necessário. Recomenda-se a utilização de tomadas de pressão do tipo “Petterson”, com tampão roscado, permitindo a leitura através da ligação a um manómetro.

A seguir à tomada de pressão será montado o “Redutor de Entrada em Edifício” com a finalidade de reduzir a pressão da Rede de Distribuição para o valor pretendido a jusante, que neste caso, será de 100 mbar.

A seguir ao redutor será instalada uma válvula de 1/4 de volta para isolamento da rede interna de distribuição, sempre que necessário, designadamente em caso de substituição do redutor. Será considerada a colocação, logo a seguir, de um tê com válvula tamponada, destinado à introdução de ar comprimido para ensaios de estanquicidade ou de azoto para a inertização da instalação.

Além dos equipamentos referidos, a caixa de entrada  do edifício deverá, ainda, contemplar a ligação à terra. Recomenda-se que a instalação seja ligada ao eléctrodo de terra através de braçadeira metálica instalada no interior da caixa de entrada do edifício.

A tubagem penetra no imóvel, a partir da caixa de entrada e desenvolve-se (embebida no pavimento ou embebida na parede), nas condições de montagem descritas no ponto 3.2, até ao ponto onde se inicia a coluna montante. Esta por sua vez, sobe na vertical, também embebida  na caixa de escada até ao último piso.

Em cada piso haverá uma derivação, que alimenta os fogos, terminando na válvula de entrada do redutor de cada contador. Este redutor reduzirá a pressão para 20 mbar, pressão próxima da qual funcionarão os aparelhos de queima.

A instalação interior do fogo iniciar-se-á, portanto, a partir do contador e seguirá embebida no (pavimento ou na parede) subindo/descendo na vertical na direcção das válvulas de corte dos aparelhos de queima.

A rede será instalada conforme o traçado definido nos desenhos anexos.

 

1.5- PARÂMETROS CARACTERIZADORES DOS GASES A UTILIZAR

1.5.1- GÁS NATURAL

1.5.2- Família e características da combustão

O Gás Natural que é distribuído em Portugal é um gás da 2.ª família do tipo H.

 

1.5.3- Poder calorífico

 

PODER CALORÍFICO
SUPERIOR (P.C.S) INFERIOR (P.C.I.)
42,0 MJ/m³(n) 37,9 MJ/m³(n)
10032 kcal/m³(n) 9054 kcal/m³(n)
ÍNDICE DE WOBBE
52,1 MJ/m³(n) 12442 kcal/m³(n)

 

1.5.4- Outras características

Densidade d (ar=1) Grau de Humidade
0,65 Sem condensados

 

1.5.6- PROPANO

1.5.7- Família

O Propano distribuído em Portugal é um gás da 3.ª família.

1.5.8- Poder calorífico

PODER CALORÍFICO
SUPERIOR (P.C.S) INFERIOR (P.C.I.)
101,1 MJ/m³(n) 93,0 MJ/m³(n)
23400 kcal/m³(n) 22242 kcal/m³(n)
ÍNDICE DE WOBBE
81,1 MJ/m³(n) 19336 kcal/m³(n)

1.5.4- Outras características

Densidade d (ar=1) Grau de Humidade
1,55 Sem condensados

1.6- CARACTERÍSTICAS DOS APARELHOS DE QUEIMA

Os aparelhos de queima a considerar, em cada fogo, serão os seguintes:

· Um fogão com a potência de 10,5 KW e um consumo de 1 m³ (st)/h;

· Um esquentador com a potência de 29 KW um consumo de 2,9 m³ (st)/h.

Se numa 1.ª fase for previsível a utilização inicial de Propano antecedendo o Gás Natural, recomenda-se o uso de aparelhos de queima da categoria II2H3+ ou II2H3P/B.

 

2- CÁLCULOS

 

2.1- DIMENSIONAMENTO

 

Nos cálculos  dos traçados  das instalações para GN foram considerados:

 

· A  compensação  das  perdas  de carga  singulares através do acréscimo de 20% ao comprimento da tubagem:

Leq = L ´ 1,2

 

· Caudais  instantâneos;

 

· A pressão à saída do redutor de entrada é de 100 mbar e a perda de carga máxima admissível, desde este redutor até ao  redutor do contador do fogo mais afastado, é de 30 mbar;

 

· A variação da pressão relativa do gás com os  diferentes níveis da instalação;

 

DPh =  0,1293 ´ ( 1 – dr ) ´ h

em que:

 

DPhVariação da pressão relativa em mbar;

dr    – Densidade relativa;

h     – Valor do desnível em m.

 

  • · A  aplicação da  fórmula  de  Renouard para média pressão (M.P.A):

 

P12 – P22 =

em que:

 

P1 -  Pressão absoluta inicial (mbar);

P2 -  Pressão absoluta final (mbar);

dc -  Densidade corrigida;

Leq – Comprimento equivalente (m);

Q -  Caudal instantâneo (m3/h);

D    – Diâmetro interno da tubagem (mm).

 

  • · A pressão relativa junto aos aparelhos de queima é de 20 mbar. A perda de carga máxima, entre o redutor do contador e o aparelho de queima mais afastado é de 1,5 mbar;

 

  • · A aplicação da fórmula de Renouard para baixa pressão (B.P.)

 

P1 – P2 =

em que:

 

P1 -  Pressão relativa inicial (mbar);

P2 -  Pressão relativa final (mbar);

dc -  Densidade corrigida;

Leq – Comprimento equivalente (m);

Q -  Caudal instantâneo (m3/h);

D    – Diâmetro interno da tubagem (mm).

 

  • · Velocidade máxima nas tubagens exteriores e colectivas: 15 m/s;

 

  • · Velocidade máxima nas tubagens individuais: 10 m/s;

v =

em que

 

v - Velocidade de escoamento do gás (m/s);

Q -  Caudal instantâneo (m3/h);

D – Diâmetro interno da tubagem (mm);

Pm – Pressão média absoluta do gás no interior da tubagem.

3- CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS DE MONTAGEM

3.1- CAIXA DE ENTRADA

A caixa de entrada será colocada no limite de propriedade e comportará, como já foi referido, com a acessibilidade de grau 1e os seguintes elementos:

 

-          Uma manga protectora de entrada da tubagem;

-          Um acessório para ligação metal/plástico;

-          Uma válvula de corte rápido (golpe de punho);

-          Um redutor de imóvel;

-          Uma válvula de ¼ de volta a seguir ao redutor;

-          A ligação à terra;

-          Tê com válvula tamponada para ensaio e inertização da instalação de gás;

-          Duas tomadas de pressão situadas imediatamente a jusante da válvula de corte geral e a jusante do redutor.

 

3.2- IMPLANTAÇÃO DAS TUBAGENS

Na implantação das tubagens (ramais de alimentação, colunas montantes, derivações de piso) dever-se-ão observar, entre outros, as seguintes condições:

 

  • · Não é permitido o uso de gases da 3.ª família em caves.

 

  • · Nos edifícios em que haja comunicação entre a caixa de escada e as caves (mesmo quando estas não são abastecidas) a cave deverá possuir grelhas de ventilação para o exterior ao nível da cota mais baixa do pavimento ou que a porta da escada seja estanque e desnivelada superiormente em relação ao patamar de acesso à cave.

 

  • · As tubagens não devem atravessar locais que contenham reservatórios de combustíveis líquidos, depósitos de combustíveis sólidos ou recipientes de gases de petróleo liquefeitos, condutas e locais de recepção ou armazenagem de lixos domésticos, condutas de electricidade, água, telefone, caixas de elevadores ou monta cargas, casas de máquinas de elevadores ou monta cargas, cabinas de transformadores ou de quadros eléctricos, espaços vazios das paredes duplas e outros locais com perigo de incêndio.

 

Estas restrições podem ser ultrapassadas se as tubagens ficarem contidas numa manga metálica contínua, estanque, cujas extremidades se encontrem em espaços livremente ventilados, para que eventuais fugas de gás sejam descarregadas de modo a não constituírem perigo.

 

  • · As colunas montantes instaladas em edifícios colectivos não devem atravessar o interior de qualquer dos fogos.

 

  • · As colunas montantes podem ser instaladas nos espaços interiores de uso comum dos edifícios colectivos nas seguintes condições:

 

1- em canalete, exclusivamente reservado às tubagens de gás, ventilados, construídos em materiais não combustíveis e inspeccionáveis através de tampas seladas;

 

2- embebida nas paredes ou pavimentos, nomeadamente na caixa de escada, desde que construídas com tubagem de aço ou de cobre sendo os tubos de aço soldados electricamente e os de cobre por brasagem capilar forte, com o mínimo de juntas possível;

 

3- à vista desde que convenientemente apoiadas, fixas e protegidas contra eventuais agressões mecânicas e contra a corrosão.

 

4- enterradas, (no exterior do edifício) devem ser colocadas em vala isenta de irregularidades que possam provocar danos na tubagem com 60 cm de recobrimento, envolvidas numa camada de areia doce de 10 cm em todas as direcções e levar uma banda avisadora amarela com os termos “atenção gás” a 30 cm.

 

NOTA: Nas propriedades privadas onde se preveja uso agrícola ou arborização, em jardins, arruamentos ou passeios, com ou sem sujeição de cargas dever-se-á ter em conta as condições de instalação das tubagens enterradas.

 

 

3.2.1- TUBAGEM EMBEBIDA

 

a) As tubagens de gás devem  ser implantadas no interior das paredes e o seu traçado deve ser rectilíneo;

 

b) Nos troços horizontais embebidos na parede, as tubagens não devem ficar situadas a mais de 0,2 m  do tecto ou dos elementos da estrutura resistente do edifício;

 

c) Os troços verticais devem ficar na prumada das válvulas de corte dos aparelhos de queima que alimentam;

 

d) Nos troços embebidos no pavimento, o percurso deve fazer-se preferencialmente em direcção paralela, com um afastamento máximo de 0,2 m, ou perpendicular à parede imediatamente contígua.

 

e) As tubagens não devem ficar em contacto directo com o metal das estruturas ou armaduras das paredes, pilares ou pavimentos, o que daria origem ao fenómeno da corrosão;

 

f) As tubagens não devem atravessar juntas de dilatação nem juntas de rotura da alvenaria ou betão;

 

g) As tubagens não devem passar no interior de elementos ocos, a menos que fiquem no interior de uma manga estanque e sem soluções de continuidade, desembocando pelo menos uma das extremidades dessa manga num local ventilado;

 

h) As tubagens não devem ser instaladas nas paredes das chaminés;

 

i) Os roços efectuados não devem reduzir a solidez, ventilação, estanquidade, isolamento térmico ou sonoro da obra;

 

Durante a instalação de tubagem embebida , deverão ser tomadas as seguintes medidas conducentes a uma adequada protecção:

 

j) As tubagens embebidas deverão  ter recobrimento mínimo com argamassa de cimento de 2 cm de espessura;

 

l) As tubagens de cobre embebidos no betão devem ser instaladas com um revestimento inalterável de PVC, Polietileno ou equivalente que lhes assegure protecção química e eléctrica;

 

m)  Os  tubos de  aço  embebidos  no  betão não  necessitam  de qualquer protecção, excepto  se o reboco de cobertura  for de gesso.  Nesse  caso a  tubagem deve ser   previamente revestida  com uma  matéria inerte e resistente à corrosão;

 

n) As  tubagens embebidas não devem incorporar  qualquer junta  mecânica,  excepto se  esta for  indispensável.  Nesse  caso, ficará    numa caixa  de visita com um grau de acessibilidade de grau 3.

Adoptar-se-á o mesmo procedimento para as válvulas e acessórios com juntas mecânicas;

 

o) As derivações ou mudanças de direcção das tubagens, quando feitas por meio de soldadura ou brasagem forte, devem ficar contidas em caixas de visita  como se refere na alínea anterior, excepto nos casos, devidamente justificados, em que se utilizem tubos de aço sem costura soldados por arco eléctrico;

 

p) As tubagens embebidas  não  devem ficar em contacto com outras  instalações, respeitando as seguintes distâncias mínimas:

 

CANALIZAÇÕES EMBEBIDAS EM PARALELO EM CRUZAMENTO
Eléctricas 10 cm 3 cm
Água ou vapor 5 cm 3 cm
Esgotos 10  cm 5 cm
Chaminés 5 cm 5 cm

 

 

3.2.2 – TUBAGEM EM CANALETE

 

As tubagens podem ser instaladas em canaletes desde que estas cumpram os seguintes requisitos:

 

a) Serem exclusivamente reservados para as tubagens de gás;

 

b) Serem ventilados (as aberturas inferiores de ventilação dos canaletes devem ser protegidas com redes corta-chamas);

 

c) Serem construídos de materiais não combustíveis  Classe M.0, só sendo permitida a utilização da classe M.1 no interior dos fogos, ou seja, quando  cessa  a fonte de ignição o material deve auto extinguir-se (conforme Dec.-Lei n.º 64/90);

 

d) Serem inspeccionáveis através de tampas, da mesma classe de material, fixadas mecanicamente;

 

e) No caso particular dos canaletes para colunas montantes em edifícios de grande altura deverão ser observadas condições específicas enumeradas no Art.º  40.º da Portaria n.º 361/98.

 

3.2.3 – TUBAGEM À VISTA

 

a) Os troços de tubagem à vista deverão ser identificados através de pintura de cor ocre amarela, em conformidade com a NP 182. A operação de pintura deverá contemplar a limpeza da superfície, desengorduramento, aplicação de primário anti-corrosão e um mínimo de duas de mãos de tinta;

 

b) Na tubagem à vista, os troços horizontais devem ficar situados até 0,2 m do tecto ou dos elementos da estrutura resistentes do edifício;

 

c) Os troços verticais devem ficar na prumada das válvulas de corte dos aparelhos de queima que alimentam;

 

d) As tubagens de gás instaladas à vista devem ser convenientemente apoiadas e fixadas em e por suportes deslizantes que, uma vez apertados, não deverão exercer fortes pressões sobre a tubagem. Apenas o necessário para executarem a sua função.

 

Os suportes deverão ser dos seguintes tipos:

 

·  Troços horizontais:  braçadeiras ou suportes-guia fechados;

 

·  Troços verticais:  braçadeiras;

 

Nas mudanças de direcção em troços horizontais: suportes de apoio sem guia.

 

e) Para a tubagem em aço, os suportes devem ser em aço galvanizado, (grau St 33 / DIN 17100 com tratamento de superfície de acordo com o exposto na norma DIN 2444). O espaço entre a tubagem e o suporte é preenchido com material isolante.

 

f) Para a tubagem em cobre, os suportes devem ser de plástico, cobre, latão ou aço galvanizado  (grau St 33 / DIN 17100 com tratamento de superfície de acordo com o exposto na norma DIN 2444). Nos dois últimos casos o espaço entre a tubagem e o suporte ou braçadeira é preenchido com material isolante.

 

g) O afastamento entre suportes deverá respeitar o Quadro seguinte:

 

Material da

Diâmetro da

Separação
máxima (m)
tubagem tubagem Troço horizontal Troço vertical
<15 1.0 1.5
Cobre 18<D<22 1.5 2.0
28<D<35 2.5 3.0
42<D<54 3.0 3.0
<1/2” 1.5 2.0
Aço ½”<D<1” 2.0 3.0
1” <D<1 ¼” 2.5 3.0
D > 1 ¼” 3.0 3.0

 

O afastamento máximo entre suportes em tubagem de aço ou cobre é o mesmo que entre suporte ou braçadeira e qualquer mudança de direcção;

 

Deve prever-se um suporte no ponto mais próximo possível de equipamento tais como válvulas e reguladores.

 

h) Para além da instalação destes suportes, poderá considerar-se necessário, em alguns casos, a execução de pontos de ancoragem das tubagens à vista, para que os esforços de dilatação se desenvolvam a partir destes.

 

Os pontos de ancoragem podem ser estabelecidos:

 

· através de um elemento robusto soldado à tubagem, o qual por sua vez é aparafusado a um suporte fixo à parede ou tecto;

 

· no caso de tubagens de aço, poderá aceitar-se como alternativa a utilização de duas braçadeiras separadas entre si  de um diâmetro de tubagem e firmemente aparafusadas a um suporte fixo à parede ou tecto.

 

i)  As  tubagens à  vista  não devem  ficar  em  contacto  com quaisquer outras tubagens,  cabos eléctricos ou similares   nem com    condutas de  evacuação de  produtos de  combustão.  As  distâncias a respeitar serão as seguintes:

 

CANALIZAÇÕES À VISTA EM PARALELO EM CRUZAMENTO
Eléctricas ou similares 3 cm 2 cm
Condutas de evacuação de produtos de combustão 10 cm 5 cm

 

j)  No atravessamento de  pavimentos interiores as tubagens devem ser protegidas por uma manga ou bainha resistente à corrosão provocada pela  água e  outros produtos  domésticos.  Esta  protecção deve  ficar complanar  com  o  tecto na  sua  extremidade  inferior e  ultrapassar o  pavimento em,  pelo menos, 5 cm.  O espaço anelar entre  a tubagem e  a protecção  deve ser preenchido  com uma matéria isolante e não higrocóspica.

 

l) As tubagens de gás podem ser implantadas entre os tectos falsos e os tectos, se forem simultaneamente cumpridos os seguintes requisitos:

 

· Os tectos falsos disponham de superfície aberta suficiente de forma a impedir a acumulação de gás;

 

· As distâncias mínimas entre as tubagens de gás e as outras tubagens são as referidas para as canalizações à vista;

 

· A pressão de serviço máxima não pode exceder 0,4 bar..

 

m) A  instalação de gás do  edifício deverá  ser ligada à terra nos  moldes previstos  no “Regulamento  de segurança  de instalações colectivas de  edifícios e  entradas” (Decreto-lei  740/74).  Deverá ainda verificar-se  a baixa resistividade da  “terra”.

 

n) É interdito o uso de chumbo ou de PE em canalizações interiores.

 

3.2.4 – TUBAGEM ENTERRADA

 

A instalação das tubagens consiste na execução de todos os trabalhos necessários desde o lançamento do tubo na vala até ao seu envolvimento total por areia do rio (neutra).

Os troços de tubagem, quando colocados nas valas, devem ser obturados com tampões provisórios, a retirar aquando da interligação desses troços de tubagem, devendo verificar-se a inexistência de corpos estranhos no seu interior.

A tubagem deve ser instalada sobre uma camada de areia doce ou material equivalente, uniformemente distribuído no fundo da vala com uma espessura mínima de 0,10 m e completamente envolvida com o referido material, mantendo-se a espessura mínima indicada, em todas as direcções. O enchimento da vala acima da camada de areia doce pode ser feito com os materiais disponíveis da escavação, isentos de elementos que constituam eventual perigo para a tubagem ou para o seu revestimento, quando existir.

Deve ser colocada a 0,30 m acima da geratriz superior da tubagem uma banda avisadora de cor amarela, contendo os termos “Atenção – Gás”, bem visíveis e indeléveis, inscritos a intervalos não superiores a 1 m.

 

3.3- INSTALAÇÃO   INTERIOR

A rede interior é fundamentalmente constituída por:

- Caixa de entrada do edifício;

- Coluna montante;

- Derivações de piso;

- Redutor de contador;

- Contador;

- Rede interior de cada fogo.

Será  instalada conforme  desenhos anexos e  válvulas de corte  com  o  DN definido nas peças desenhadas.

3.4 -TUBAGEM E ACESSÓRIOS

As tubagens das instalações de Gás Natural podem ser dos seguintes materiais:

· De aço segundo EN-10208-1 ou outra tecnicamente equivalente;

· De cobre segundo NP EN-1057 ou outra tecnicamente equivalente;

· De aço galvanizado segundo EN-10208-1 ou outra tecnicamente equivalente.

· Tubos de PEAD segundo ISO 4437 ou outra tecnicamente equivalente, com espessura

nominal não inferior à definida pela série SDR 11 (resina PE80) e série SDR 17,6 (resina

PE100) e 3 mm para diâmetros exteriores £ 32 mm.

É interdito o uso de tubos não metálicos em edifícios.

 

3.5- DISPOSITIVOS DE CORTE

As instalações de gás devem  possuir dispositivos de corte, para além dos já referidos, pelo menos nos seguintes  pontos:

a) a montante de cada contador de gás;

b) no início de cada derivação de piso, em caixa de visita selável, com acessibilidade de grau 2;

c) no ponto de entrada da tubagem em cada fogo, caso o contador se encontre a mais de 20 m da entrada do fogo ou em piso diferente do fogo que abastece, com acessibilidade de grau 2;

d) a montante de cada aparelho  de queima com válvula  do tipo “um quarto de volta” situada a menos de 0,80 m destes ou o mais próximo possível e a uma altura entre 1,0 m e 1,4 m acima do pavimento com acessibilidade de grau 1.

e) no local de penetração da tubagem no edifício quando a caixa de entrada situada no limite de propriedade não coincide com  a parede do edifício, com acessibilidade de grau 1.

 

3.6- MONTAGEM DOS APARELHOS DE UTILIZAÇÃO

A montagem dos  aparelhos de gás deve ser efectuada por mecânicos de aparelhos a gás credenciados pela Direcção Geral de Energia, de acordo com o Decreto-Lei N.º 263/89.

A montagem destes aparelhos deve obedecer aos requisitos estabelecidos na Portaria N.º 361/98, normas portuguesas NP-927, NP-998 e PRNP-1037-3 (2001),  às instruções do fabricante e da entidade abastecedora.

Deve existir uma distância mínima de 0,4 m, medida na horizontal, entre as paredes mais próximas de um esquentador ou caldeira mural e o fogão, a fim de evitar que os produtos de combustão ou os vapores dos cozinhados penetrem no interior do esquentador ou caldeira mural, dando, assim, origem a uma combustão “não higiénica” e, com o decorrer do tempo, à deterioração do rendimento.

A ligação dos aparelhos à instalação de gás deve obedecer ao estabelecido no Art.º 55.º da Portaria n.º 361/98, designadamente:

A ligação por tubos metálicos, rígidos ou flexíveis, é obrigatória para:

· Fornos independentes, mesas de trabalho independentes e “placas de queima”;

· Aparelhos de aquecimento de água, instantâneos ou de acumulação;

· Aparelhos de aquecimento de ambiente do tipo fixo.

Pode-se recorrer a ligação mediante tubos flexíveis, metálicos ou não metálicos, obedecendo às normas aplicáveis e de comprimento tão curto quanto possível, nos seguintes casos:

· Fogareiros e fogões;

· Aparelhos amovíveis de aquecimento de ambiente;

· Máquinas de lavar e ou de secar roupa;

· Máquinas de lavar louça.

 

3.7- VENTILAÇÃO

A montagem dos aparelhos de utilização deverá ser feita em ambiente com boa ventilação, tendo em conta a correcta admissão de ar fresco e expulsão dos produtos de combustão, pelo que se deve  garantir uma renovação de ar em conformidade com a prNP-1037-3,. Deste modo, a cozinha deverá ter uma entrada de ar directa mínima de 70 cm².

Estas entradas de ar podem ser realizadas por intermédio de orifícios ou conjuntos de orifícios cuja soma das áreas seja maior ou igual ao valor acima mencionado. Estes devem estar colocados numa parede exterior, a uma altura máxima de 1,0 m de modo a que não sejam obstruídos por portas, mobília ou qualquer outro obstáculo.

 

3.8-  EVACUAÇÃO DOS PRODUTOS DE COMBUSTÃO

A evacuação dos produtos de combustão é feita através de depressão natural, com o sistema de chaminé, garantindo uma secção correspondente ao valor do diâmetro nominal, obtido em conformidade com as normas NP-998 e prNP-1037-3 (valor 135 mm, diâmetro nominal 139 mm).

A exaustão dos aparelhos do tipo A – Fogão - não necessita de ligação a condutas de extracção. Devem ficar localizados sob uma chaminé onde será feita a tiragem natural.

A exaustão dos aparelhos do tipo B – Caldeira mural ou Esquentador - deverá  ser ligada à conduta de extracção (chaminé)  com tubagem  de chapa galvanizada  “tipo spiro” com secção  igual à  de saída  do aparelho e  em conformidade  com a  figura 3 da NP 998.

 

3.9- EXECUÇÃO DA INSTALAÇÃO DE GÁS

A  execução  das  instalações só poderá ser assumida por entidades instaladoras qualificadas e reconhecidas (com credencial)  pela   Direcção Geral de Energia.

Os profissionais  executantes  deverão  possuir  a  respectiva  licença emitida por  entidade reconhecida pela Direcção Geral  de Energia, nos termos do Decreto-Lei 263/89 de 17/Agosto.

 

3.10-  VERIFICAÇÕES FINAIS

Após a execução da instalação de gás e com toda esta à vista, a empresa instaladora realizará os ensaios e demais verificações de segurança exigíveis, na presença do técnico de gás responsável pela instalação e de um representante da entidade inspectora.

Feitas estas verificações, e havendo acordo quanto aos resultados, a firma instaladora emitirá o termo de responsabilidade previsto para o efeito.

A empresa distribuidora só pode iniciar o abastecimento quando na posse do Termo de Responsabilidade emitido pela entidade instaladora e do Certificado de Inspecção emitido pela entidade inspectora depois de esta haver procedido a uma inspecção à instalação de gás, por forma a garantir a regular utilização do gás em condições de segurança.

3.10.1- ENSAIOS

Os ensaios de resistência mecânica, exigidos para troços cuja pressão de serviço seja superior a 0,4 bar serão realizados segundo o legalmente estabelecido e procedimento acordado com o representante da entidade inspectora.

Os ensaios de estanquidade das tubagens fixas, exigidos para troços cuja pressão de serviço seja igual ou inferior a 0,4 bar, devem cumprir o disposto no Art.º 65 da P. 361/98 tendo em conta que:

  • · O  fluido de ensaio deve ser  o ar, o azoto ou o próprio gás. No caso da tubagem ser ensaiada com ar ou azoto esta deve ser purgada no final dos ensaios.

 

  • · O ensaio de estanquidade deverá ser desdobrado em duas fases correspondentes respectivamente aos troços a montante e a jusante do contador ou do último andar de redução:

 

  • · A pressão de ensaio deverá ser de 1,5 vezes a pressão de serviço, com um mínimo de 1 bar, durante 45 minutos, excepto a jusante do último andar de redução em que a pressão de ensaio deve ser de 150 mbar com a duração de 20 minutos;

 

· Se existir gás na instalação, os ensaios de estanquidade nos aparelhos de gás serão feitos à pressão de serviço ou à pressão de 50 mbar durante 5 minutos;

 

  • · Os manómetros deverão ser do tipo adequado e possuírem escalas de leitura com suficiente sensibilidade e certificado de calibração válido como sendo de incerteza máxima de 1%.

 

  • · Na pesquisa de fugas deve-se utilizar uma solução espumífera, sendo interdito o uso de chamas.

 

3.11- LEGISLAÇÃO

Todo o equipamento e a  respectiva instalação deverá  obedecer à legislação portuguesa em vigor, nomeadamente:

-          Normas Portuguesas;

 

-          Regulamento   técnico   relativo  ao   projecto,   construção,     exploração  e   manutenção das instalações de gás  combustível  canalizado em edifícios (in Portaria 361/98, de 26/Junho) com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 690/2001, de 10 de Junho;

-          Regulamento   técnico   relativo  ao   projecto,   construção, exploração  e   manutenção de redes de  distribuição de  gases  combustíveis (in Portaria 386/94, de 16/Junho);

-          Regulamento Geral das Edificações Urbanas;

-          Recomendações da empresa distribuidora.

 

4- CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS

4.1- RAMAL DE ALIMENTAÇÃO DO EDIFÍCIO

O caudal instantâneo de Gás Natural  a satisfazer pelo ramal de alimentação do edifício será  de 11,87  m3/h.

4.2- MANGA PROTECTORA DO RAMAL DE ALIMENTAÇÃO

A manga protectora destinada a proteger a entrada do ramal do edifício deverá ser resistente ao ataque químico das argamassas. Deverá ser embebida na parede, ter  um diâmetro interior mínimo 50 mm, um  raio de curvatura de 30 vezes o diâmetro exterior do ramal com um mínimo de 600 mm e extremidade exterior ao imóvel enterrada a uma profundidade de 0,60 m. A manga acompanha a tubagem de gás até à caixa de entrada do edifício.

4.3- CAIXA DE ENTRADA DO EDIFÍCIO

As características e dimensões desta caixa poderão ser as seguintes:

· caixas metálicas;

· caixas de material termoplástico;

· alojamento em alvenaria  ou betão com porta metálica;

· alojamento em alvenaria  ou betão com porta de material termoplástico.

 

Quando metálicas, as caixas ou portas deverão receber protecção anti-corrosiva.

 

As caixas deverão poder ser abertas manualmente, sem recurso a nenhuma ferramenta ou, em alternativa, serem dotadas de postigo facilmente quebrável em caso de necessidade de actuação sobre a válvula de corte geral.

 

A construção das caixas  e abrigos deverá prever um sistema de fixação dos equipamentos a instalar no seu interior ( válvula de corte geral, redutor, contador, etc.).

As dimensões das caixas e abrigos variam obviamente em função dos equipamentos que albergam (redutores de maior ou menor capacidade, ausência ou presença de contador, contador de maior ou menor capacidade, etc.). Geralmente, as dimensões mínimas são:

Estas dimensões deverão ser confirmadas junto das entidades distribuidoras.

 

A caixas deverão satisfazer, no mínimo, o grau de protecção IP 439 da norma IEC 529.

 

A tampa da caixa deve conter a palavra “ Gás “ em caracteres indeléveis ou símbolo equivalente ”PROIBIDO FUMAR OU FAZER CHAMA” na face exterior da porta, instalada junto à entrada do imóvel, embutida na parede, muro ou postalete, mas sempre no limite da propriedade privada e com acesso pelo exterior, com acessibilidade de grau 1.

4.4- TUBAGEM

A  tubagem  e  os  respectivos acessórios  serão  em cobre segundo a NP EN-1057 ou outra tecnicamente equivalente. Obedecerão aos traçados  e aos diâmetros definidos  nas  peças desenhadas.

A ligação entre tubos de cobre e acessórios com diâmetros superiores a 54 mm é feito por soldobrasagem e inferiores a 54 mm por brasagem forte; o material de adição não pode ser do tipo fosforado e terá de ter um ponto de fusão superior a 450º C e um teor em prata superior a 40%.

Tubagem em cobre quando embebida possuirá revestimento exterior em PVC, PE ou material equivalente que lhe assegure protecção química e eléctrica.

Os tubos em PEAD segundo ISO 4437 ou outra tecnicamente equivalente, com espessura  nominal não inferior à definida pela serie SDR11 (resina PE80), SDR17,6 (resina PE100), 3 mm para diâmetros exteriores £ 32 mm.

Todos os materiais aplicados deverão ser próprios para a utilização de Gás Natural, serem isentos de defeitos e obedecer ao determinado nas respectivas especificações, documentos de homologação, Normas Portuguesas em vigor e recomendações da empresa distribuidora.

 

As soldaduras devem ser executadas por soldadores qualificados com certificado oficial actualizado (P. 361/98, Art. 49º).

 

Não são permitidas ligações roscadas  nas tubagens  PEAD. São admissíveis os seguintes métodos de ligação:

 

a)   Em tubos de diâmetro igual ou superior a 90 mm — soldadura  topo a topo, com o auxílio de um  elemento de aquecimento;

 

b)  Acessórios electrossoldáveis com resistência eléctrica incorporada  ( obrigatório nos diâmetros   inferiores a 90 mm ).

 

c)    Flanges,  que  devem  ser  da classe PN10, devendo a junta utilizada ser de  qualidade aprovada.

 

As ligações por juntas flangeadas  e por juntas mecânicas devem ser limitadas ao mínimo imprescindível.

 

4.5- VÁLVULA DE CORTE GERAL

De acordo com o Art.º 18º da Portaria N.º 361/98, o Dispositivo de Corte Geral de gás aos edifícios deve ser do tipo de corte rápido com encravamento e, uma vez accionado, só pode ser rearmado pela concessionária ou pela entidade exploradora.

O dispositivo de corte geral deve ficar instalado em local com acessibilidade de grau 1, na caixa de entrada.

As suas características principais são:

- Classe de Pressão MOP 5 (EN 331);

- Classe de temperatura -5;

- O obturador deverá ser de macho esférico e de 1/4 de volta;

- O corpo da válvula deverá ser de latão estampado, de composição  química segundo DIN 17660 e características mecânicas segundo AFNOR FDA 53-403 ou equivalente.

- As ligações serão por junta esferocónica conforme NFE 29-536 ou outra tecnicamente equivalente e roscas macho cilíndrica segundo ISO 228.

 

4.6- REDUTOR DE ENTRADA EM IMÓVEL

Este redutor terá as seguintes características:

- Características de regulação:

· Classe de precisão AC 5 ou AC 10 (conforme EN 334)

· Classe de pressão de fecho SG 10 ou SG 20 (conforme EN 334).

- Dispositivos de segurança:

· Dispositivo de segurança para corte da passagem de gás em caso de excesso de pressão ou de queda de pressão à saída, com encravamento em caso de actuação, obrigando a rearme manual;

· Dispositivo de segurança contra sobrepressões na saída, mediante válvula de descarga do excesso de pressão. O gás libertado deve ser conduzido por uma tubagem que o descarregue , sempre que possível, a uma altura não inferior a 2 m e a uma distância superior ou igual a 2 m de qualquer orifício em que o gás possa penetrar. A extremidade desta tubagem colectora deve ficar orientada para baixo e protegida contra a entrada de insectos ou corpos estranhos.

- Regimes de pressão:

· Estes redutores deverão poder funcionar correctamente com pressões à entrada situadas entre 4,0 bar e 1,0 bar.

· A pressão de saída  deverá ter, aproximadamente, o valor de 100 mbar.

- Características das ligações:

  • Entrada por junta esferocónica conforme NFE 29-536 ou outra tecnicamente equivalente, com porca louca de rosca fêmea  cilíndrica segundo ISO 228, ¾;
  • Saída  por junta plana e porca louca de rosca fêmea cilíndrica conforme ISO 228, 1 ¼..

- Marcação:

A marcação de cada regulador deverá  ser conforme a norma EN 334.

- Certificado de qualidade:

 

· O regulador deverá ser adquirido com Certificado de Qualidade de acordo com a norma  EN 10204, tipo 3.1.B.

 

-          Caudal requerido: 11,87  m³/h de Gás Natural.

 

4.7- VÁLVULAS

As válvulas de seccionamento a instalar a jusante  da válvula de corte geral, deverão ser do tipo 1/4 de volta e de obturador macho esférico, com ligações por junta plana e rosca fêmea cilíndrica conforme ISO 228 e  com indicação de sentido e de posição Aberta/Fechada.

O movimento dos manípulos de actuação das válvulas deve ser limitado por batentes fixos e não reguláveis, de forma a que os manípulos se encontrem:

· perpendiculares à direcção do escoamento do gás, na posição de fechado;

· com a direcção do escoamento do gás, na posição de aberto;

As válvulas não podem possuir qualquer dispositivo de encravamento na posição de aberto. Devem ser da Classe de Pressão MOP 5 (EN331).

No caso de deterioração do manípulo da válvula, o comando desta deve ser possível através de ferramenta de utilização comum.

O corpo das válvulas deverá ser de latão estampado, de composição química segundo DIN 17860. As ligações devem ser por roscas fêmeas cilíndricas conforme ISO 228, sendo a estanquicidade assegurada por junta plana.

 

4.8- CONTADOR

Os contadores serão fornecidos pela  empresa distribuidora.  O  modelo será do tipo G4. Os  contadores   serão   instalados  em  caixa fechada, de dimensões normalizadas, situada no exterior do fogo, em local seco, ventilado e com acessibilidade de grau 1.  Será  provido  de  porta  com ventilação  diferencial, que deve possuir, na face exterior, a identificação “Gás” indelével e a expressão ou símbolo equivalente “PROIBIDO FUMAR OU FAZER CHAMA” e não poderá ser utilizado para qualquer outro fim a não ser aquele a que se destina. As suas medidas, em mm, são:

 

Dimensões Contador
G 2,5 G 4 G 6 G 10
Largura 550 550 550 550
Altura 530 530 530 575
Profundidade 280 280 280 350

 

Os contadores deverão estar protegidos contra:

 

a) choques mecânicos;

b) acção de substâncias corrosivas;

c) fontes produtoras de calor ou chama;

d) faíscas ou fontes de ignição eléctrica;

e) outros agentes externos de efeitos danosos previsíveis.

 

Os contadores e os respectivos dispositivos de corte deverão ter identificação, de forma indelével, em relação ao fogo a que pertencem.

 

4.9- TUBAGEM E ACESSÓRIOS

A  tubagem  e  os  respectivos acessórios  serão  em cobre segundo a NP EN-1057 ou outra tecnicamente equivalente. Obedecerão aos traçados  e aos diâmetros definidos  nas  peças desenhadas.

A ligação entre tubos de cobre e acessórios com diâmetros superiores a 54 mm é feito por soldobrasagem e inferiores a 54 mm por brasagem forte; o material de adição não pode ser do tipo fosforado e terá de ter um ponto de fusão superior a 450º C e um teor em prata superior a 40%.

Tubagem em cobre quando embebida possuirá revestimento exterior em PVC, PE ou material equivalente que lhe assegure protecção química e eléctrica.

 

Todos os materiais aplicados deverão ser próprios para a utilização de Gás Natural, serem isentos de defeitos e obedecer ao determinado nas respectivas especificações, documentos de homologação, Normas Portuguesas em vigor e recomendações da empresa distribuidora.

 

As soldaduras devem ser executadas por soldadores qualificados com certificado oficial actualizado (P. 361/98, Art. 49º).

 

NOTA: Com excepção do contador, todos os restantes equipamentos e materiais pertencem ao proprietário do imóvel, sendo montados pelo instalador que executar a obra.

 

5- PEÇAS DESENHADAS

5.1 – SIMBOLOGIA

5.2 – PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

5.3- IMPLANTAÇÃO

5.4- PLANTAS DOS PISOS

5.5-CORTES

5.6-ISOMÉTRICA

5.7-CAIXA DE ENTRADA

5.8-CAIXA DE CONTADOR

5.9- EVACUAÇÃO DOS PRODUTOS DE COMBUSTÃO

 

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Projeto Cálculo Estrutural edifício Escritórios 150x150 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de EscritóriosÍndice

- Memória Descritiva   pág.6

- 1. Introdução pág.7

- 2. Condicionalismos   pág.7

- 3. Descrição da Estrutura pág.7

- 3.1. Super Estrutura pág.7

- 3.2. Fundações pág.7

- 4. Acções pág.8

- 5. Combinação de Acções pág.8

- 6. Método de Cálculo pág.8

 

- Cálculos Justificativos pág.9

- 1. Cargas Consideradas pág.10

- 2. Combinações fundamentais pág.10

- 3. Pré-dimensionamento pág.10

- 3.1. – Espessura mínima da Laje pág.10

- 3.2. – Viga de bordadura pág.10

- 3.3. – Pilares pág.11

- 4. Dimensionamento da Laje pág.13

- 4.1. Armaduras Mínimas pág.14

- 4.1.1. Zonas Aligeiradas pág.14

- 4.1.2. Malhas nos amaçiçamentos  pág.14

- 4.1.3. Malhas nas zonas aligeiradas  pág.14

- 4.2. Calculo de Armaduras pág.15

- 4.2.1. Exemplo de calculo pág.15

- 4.2.2. Armadura das Faixas Centrais pág.18

- 4.2.3. Armadura das Faixas Laterais pág.19

- 4.3. Verificação do Esforço transverso pág.20

- 4.3.1. Verificação no 1º Piso pág.20

- 4.3.2. Verificação na Cobertura pág.21

- 4.4. Verificação ao Punçoamento pág.21

- 4.4.1. Exemplo de Calculo pág.21

- 4.4.2. Quadros pág.23

- 4.5. Verificação da Segurança dos E.L.Utilização             pág.24

- 4.5.1. Deformação pág.24

- 4.5.2. Fendilhação pág.24

- 5. Escadas pág.25

- 5.1. Acções pág.26

- 5.2. Geometria pág.26

- 5.3. Cálculo de Esforços e Armadura de Flexão pág.27

- 5.4 Verficação Do Esforço Transverso pág.30

- 5.5. Verificação da Segurança dos E.L:Utilização             pág.30

- 5.5.1. Deformação pág.30

- 5.5.2. Fendilhação pág.30

- 6. Sapatas Centradas pág.32

- 6.1. Sapatas 2B e 2C pág.32

- 6.1.1. Pré-dimensionamento pág.32

- 6.1.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.32

- 6.1.3. Excentricidades pág.33

- 6.1.4. Verificação Seg. E.L.U pág.33

- 6.1.5. Verificação do Esforço Transverso pág.34

- 6.1.6. Verificação de Equilíbrio pág.35

- 6.2. Sapatas 3B e 3C pág.36

- 6.2.1. Pré-dimensionamento pág.36

- 6.2.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.37

- 6.2.3. Excentricidades pág.37

- 6.2.4. Verificação Seg. E.L.U pág.37

- 6.2.5. Verificação do Esforço Transverso pág.38

- 6.2.6. Verificação de Equilíbrio pág.39

- 6.3. Sapatas 2D pág.40

- 6.3.1. Pré-dimensionamento pág.40

- 6.3.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.40

- 6.3.3. Excentricidades pág.41

- 6.3.4. Verificação Seg. E.L.U pág.41

- 6.3.5. Verificação do Esforço Transverso pág.42

- 6.3.6. Verificação de Equilíbrio pág.43

- 6.4. Sapatas 3D pág.44

- 6.4.1. Pré-dimensionamento pág.44

- 6.4.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.44

- 6.4.3. Excentricidades pág.45

- 6.4.4. Verificação Seg. E.L.U pág.45

- 6.4.5. Verificação do Esforço Transverso pág.46

- 6.34.6. Verificação de Equilíbrio pág.47

- 7. Sapatas Excentricas pág.48

- 7.1. Sapatas 4B e 4C pág.48

- 7.1.1. Pré-dimensionamento pág.48

- 7.1.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.49

- 7.1.3. Excentricidades pág.49

- 7.1.4. Comprimento do troço comprimido pág.49

- 7.1.5. Verificação Seg. E.L.U pág.50

- 7.1.6. Verificação do Esforço Transverso pág.50

- 7.1.7. Verificação de Equilíbrio pág.51

- 7.1.8. Dimensionamento da viga pág.52

- 7.1.8.1 Verificação do Esf. Transverso pág.53

- 7.2. Sapata 4D    pág.53

- 7.2.1. Pré-dimensionamento pág.53

- 7.2.2. Esforços no Centro de Gravidade pág.54

- 7.2.3. Excentricidades pág.54

- 7.2.4. Comprimento do troço comprimido pág.54

- 7.2.5. Verificação Segurança. E.L.U pág.55

- 7.2.6. Verificação do Esforço Transverso pág.55

- 7.2.7. Verificação de Equilíbrio pág.56

- 7.2.8. Dimensionamento da viga pág.57

- 7.2.8.1 Verificação do Esf. Transverso pág.57

- 8. Murete pág.59

- 8.1. Modelo de Cálculo pág.60

- 8.2. Cálculo da Armadura de Flexão pág.60

- 9. Dimensionamento Dos Muros de Suporte pág.61

- 9.1. Muro de Suporte M1 pág.62

- 9.1.1. Verificação ao Deslize pág.63

- 9.1.2. Verificação ao Derrube pág.63

- 9.1.3. Dimensionamento do Muro pág.64

- 9.1.3.1. Calculo da Armadura de Flexão pág.64

- 9.1.3.2. Verificação ao Esforço transverso pág.65

- 9.1.4. Dimensionamento da Sapata pág.65

- 9.2. Muro de Suporte M2 pág.65

- 9.2.1. Verificação ao Deslize pág.66

- 9.2.2. Verificação ao Derrube pág.66

- 9.2.3. Dimensionamento do Muro pág.67

- 9.2.3.1. Calculo da Armadura de Flexão pág.68

- 9.2.3.2. Verificação ao Esforço transverso pág.68

- 9.2.4. Dimensionamento da Viga de Fundação pág.68

- 9.2.4.1. Calculo da Armadura de Flexão pág.69

- 9.2.4.2. Verificação ao Esforço transverso pág.69 -

9.2.5. Dimensionamento da Sapata pág.70

- 9.2.5.1. Verificação ao Esforço transverso pág.71

- 9.2.5.2. Calculo da Armadura de Flexão pág.71

- 9.2.6. Verificação ao Deslize do Muro e da Viga pág.71

- 9.3. Muro de Suporte M3 pág.72

- 9.3.1. Vãos pág.72

- 9.3.2. Relação de Vãos pág.72

- 9.3.3. Cargas pág.73

- 9.3.4. Modelo de Calculo pág.73

- 9.3.5. Verificação ao Esforço transverso pág.73

- 9.3.6. Calculo da Armadura de Flexão pág.74

- 9.3.7. Dimensionamento da Sapata pág.75

- 9.4. Muro de Suporte M4 pág.75

- 9.2.1. Verificação ao Deslize pág.75

- 9.2.2. Verificação ao Derrube pág.76

- 9.2.3. Dimensionamento do Muro pág.77

- 9.2.3.1. Calculo da Armadura de Flexão pág.77

- 9.2.3.2. Verificação ao Esforço transverso pág.78

- 9.2.4. Dimensionamento da Viga de Fundação pág.78

- 9.2.4.1. Calculo da Armadura de Flexão pág.78

- 9.2.4.2. Verificação ao Esforço transverso pág.79

- 9.2.5. Verificação ao Deslize do Muro e da Viga pág.79

- 9.2.6. Dimensionamento da Sapata pág.80

- 9.2.5.1. Verificação ao Esforço transverso pág.81

- 9.2.5.2. Calculo da Armadura de Flexão pág.81

- 9.2.7. Dimensionamento da Sapata c/ Escadas pág.82

- 9.2.7.1. Verificação ao Esforço transverso pág.82

- 10. Medições pág.83

- 10.1. Laje Aligeirada pág.83

- 10.2. Laje Maciça pág.83

- 10.3. Muros pág.83

- 10.4. Escadas pág.84

- 10.5. Vigas de Fundação pág.84

- 10.6. Sapatas pág.84

- 10.5.1 Sapatas do Muros pág.84

- 10.7. Quadro de Medições pág.85

- Bibliografia pág.86

MEMÓRIA DESCRITIVA

1-Introdução

O presente projecto de concreto armado, diz respeito a um edifício de escritórios. Este é constituído por dois pisos, em Sta.Cruz das Flores – Flores – Açores. Um dos pisos é semi-enterrado e destina-se a estacionamento privado. O segundo piso será utilizado como escritório. A cobertura será um terraço acessível, onde se localizaram os equipamentos AVAC.

O acesso do edifício será garantido  por uma escada exterior.

O edifício, foi projectado tendo em conta o seu tipo de utilização.

2-Condicionalismos

O edifício assenta sobre um solo do tipo II tendo este como características geotécnicas, uma tensão admissível de 0.3 MPa, uma massa volúmica de 19kN/m³, um ângulo da atrito interno de 30º.

O nível freático situa-se a uma profundidade que em nada influência o bom comportamento estrutural.

A cave é semi-enterrada, sendo contraventada através de muros de suporte.

3-Descrição da Estrutura

3.1-Superestrutura

A estrutura resistente do edifício é constituída por vigas periféricas, pilares, muros de suporte, que suportam  um pavimento constituído por uma laje fungiforme aligeirada do tipo ATEX900 (325/75/400). Nestas condições, as paredes de alvenaria previstas constituem simples painéis de enchimento, enquadrados pelos elementos da estrutura resistente.

Os elementos estruturais serão constituídos por concreto, betão(C25/30) e aço A400NR.

O recobrimento a adoptar nas lajes, vigas, pilares, escadas é de 3cm, com a excepção dos muros onde esse valor é de 5 cm.

A Estrutura resistente foi projectada de modo a assegurar um bom comportamento face à combinação prevista, ELU, no Regulamento de Segurança e Acções (RSA). Foram tidos em conta os condicionalismos previstos no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré – esforçado ( REBAP).

3.2-Fundações

O dimensionamento das fundações foi elaborado por forma a garantir que os factores de segurança correspondentes ao deslizamento e derrube fossem sempre superiores a 1,5 e tendo em conta as características geotécnicas do solo.

Foi adoptada uma solução de fundações directas de Concreto, Betão Armado (C25/30) e aço A400NR. O recobrimento a utilizar nestes elementos estruturais é de 7cm.

Recomenda-se a utilização do concreto, betão de limpeza ( C20/25 )  para a regularização de superfície de contacto.

4-Acções

De acordo com o Regulamento de Segurança e Acções (RSA), as acções intervenientes são:

CP – carga permanente

S – sobrecarga

Impulso de terras

As acções devido à variação de temperatura, ao vento e ao sismo, não foram contabilizadas.

5-Combinação de Acções

Admitindo que todas as acções têm um efeito desfavorável, a determinação dos esforços de cálculo far-se-á atendendo ás seguintes imposições do artigo 9 do R.S.A.:

- Combinação fundamental com acção de base sobrecarga:

Qsd. = 1.5 x C.P. + 1.5 x S.C.

6-Método de Cálculo

Para o cálculo dos esforços da estrutura, recorreu- se ao programa automático de cálculo (SAP2000) v 6.11 baseado no método dos elementos finitos.

CÁLCULOS JUSTIFICATIVOS

 

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Tabela de medições

Elemento Aço (Kg/m2) Betão (m3/m2) Área (m2) Aço Total (Kg) Betão (m3)
Laje Maciça 17,76 0,4 89,6 1591.3 35,84
Laje Aligeirada 13,81 0,22 24,7 341.12 54,34
Sapatas + sap. muro 19,76 0,65 110,43 2178,78 71,78
Muro de suporte 37,73 0,2 153,72 5800 30,74
Escadas 10,86 0,25 19,52 211,99 4,88
Viga de fundação 13 0,8 20,8 270,4 16,64

S=10393,6     S=214,22

 

Admitindo um acréscimo de 5 % para margem de segurança, chegamos á conclusão que seria necessário para execução da obra:

-          A quantidade de 11 toneladas de  aço

-          A quantidade de 225 m 2 de betão

 

 

1-Introdução

O presente projecto de betão armado, diz respeito a um edifício de escritórios. Este é constituído por dois pisos, em Sta.Cruz das Flores – Flores – Açores. Um dos pisos é semi-enterrado e destina-se a estacionamento privado. O segundo piso será utilizado como escritório. A cobertura será um terraço acessível, onde se localizaram os equipamentos AVAC.

O acesso do edifício será garantido por uma escada exterior.

O edifício, foi projectado tendo em conta o seu tipo de utilização.

2-Condicionalismos

O edifício assenta sobre um solo do tipo II tendo este como características geotécnicas, uma tensão admissível de 0.3 MPa, uma massa volúmica de 19kN/m³, um ângulo da atrito interno de 30º.

O nível freático situa-se a uma profundidade que em nada influência o bom comportamento estrutural.

A cave é semi-enterrada, sendo contraventada através de muros de suporte.

3-Descrição da Estrutura

3.1-Superestrutura

A estrutura resistente do edifício é constituída por vigas periféricas, pilares, muros de suporte, que suportam um pavimento constituído por uma laje fungiforme aligeirada do tipo ATEX900 (325/75/400). Nestas condições, as paredes de alvenaria previstas constituem simples painéis de enchimento, enquadrados pelos elementos da estrutura resistente.

Os elementos estruturais serão constituídos por betão (C25/30) e aço A400NR.

O recobrimento a adoptar nas lajes, vigas, pilares, escadas é de 3cm, com a excepção dos muros onde esse valor é de 5 cm.

A Estrutura resistente foi projectada de modo a assegurar um bom comportamento face à combinação prevista, ELU, no Regulamento de Segurança e Acções (RSA). Foram tidos em conta os condicionalismos previstos no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré – esforçado ( REBAP).

3.2-Fundações

O dimensionamento das fundações foi elaborado por forma a garantir que os factores de segurança correspondentes ao deslizamento e derrube fossem sempre superiores a 1,5 e tendo em conta as características geotécnicas do solo.

Foi adoptada uma solução de fundações directas de Betão Armado (C25/30) e aço A400NR. O recobrimento a utilizar nestes elementos estruturais é de 7cm.

Recomenda-se a utilização do betão de limpeza ( C20/25 ) para a regularização de superfície de contacto.

4-Acções

De acordo com o Regulamento de Segurança e Acções (RSA), as acções intervenientes são:

CP – carga permanente

S – sobrecarga

Impulso de terras

As acções devido à variação de temperatura, ao vento e ao sismo, não foram contabilizadas.

5-Combinação de Acções

Admitindo que todas as acções têm um efeito desfavorável, a determinação dos esforços de cálculo far-se-á atendendo ás seguintes imposições do artigo 9 do R.S.A.:

- Combinação fundamental com acção de base sobrecarga:

Qsd. = 1.5 x C.P. + 1.5 x S.C.

6-Método de Cálculo

Para o cálculo dos esforços da estrutura, recorreu- se ao programa automático de cálculo (SAP2000) v 6.11 baseado no método dos elementos finitos.

CÁLCULOS JUSTIFICATIVOS

1 – Cálculos justificativos

1 Cargas consideradas:

Impermeabilização – 0.5 kN/m²

Camada de regularização com betão leve – 1.2 kN/m² (esp=0.10m)

Sobrecarga de utilização– 3 kN/m²

P.P Laje aligeirada = 5,2 x 15% = 5,98 kN/m²clip image002 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios(15% para contabilizar os maciços )

Revestimento – Escritório = 1,8 kN/m²clip image002 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Cobertura = 1,6 kN/m²clip image002 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Paredes divisórias = 2,16 kN/m²clip image002 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Murete = 0,7 x 0,1 x 25 = 1,75 kN/m²

Tectos falsos = 0,2 KN/m2

2Combinações fundamentais:

Escritórios:

qsd = ( 5,98 + 3 + 1,8 + 2,16 + 0,2 ) x 1.5 = 19,71 kN/m²

Cobertura:

qsd = ( 5,98 + 3 + 1,2 + 1,6 + 0,5 ) x 1.5 = 18,42 kN/m²

3 Pré-dimensionamento:

3.1- Espessura Mínima da Laje:

hmim = clip image004 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

3.2- Viga de bordadura:

clip image006 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios Þ clip image008 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios= 0,6m

clip image010 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

3.3- Pilares:

a) PB2 , PB3, PC2, PC3

- Área de influência:

s = clip image012 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios , B 30 A = clip image014 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios= 40,09 m²

s = 0.85 x fcd

s = 0.85 x 16.7 = 14.2 MPa

N = qsd x A = 19,71 x 40,09 = 790,17 kN

N = qsd x A = 18,42 x 40,09 = 738,46 kN

clip image016 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Admitindo um pilar 0.45 x 0.45 m. ,a área é superior á necessária para garantir uma maior resistência ao punçoamento.

Estimativa do Punçoamento:

Vsd = 790,17 kN

Vrd = ( 1.6 – d ) x t1 x d x m ( sem armadura de punçoamento )

t1 = 0.75 Mpa

d = 0.37 m

m = clip image018 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Vrd = ( 1.6 – d ) x t1 x d x m = ( 1,6 – 0,37) x 750 x 0,37 x 2,96

= 1010,32 KN

Como Vrd > Vsd , não necessita de armadura especifica de punçoamento

b) PA1 , PA4, PD1, PD4

- Área de influência:

s = clip image012 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios , B 30 A = clip image020 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios= 4,58 m²

s = 0.85 x fcd

s = 0.85 x 16.7 = 14.2 MPa

N = qsd x A = 19,71 x 4,58 = 90,27 kN

N = qsd x A = 18,42 x 4,58 = 84,36 kN

clip image022 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Admitindo um pilar 0.3 x 0.2 m. ,a área é superior á necessária para garantir uma maior resistência ao punçoamento.

Estimativa do Punçoamento:

Vsd = 90,27 kN

Vrd = ( 1.6 – d ) x t1 x d x m ( sem armadura de punçoamento )

t1 = 0.75 Mpa

d = 0.37 m

m = clip image024 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Vrd = (1.6 – d) x t1 x d x m = (1,6 – 0,37) x 750 x 0,37 x 0,79 = 269,647 kN

Como Vrd > Vsd , não necessita de armadura especifica de punçoamento.

c) PB1 , PC1.

- Área de influência:

s = clip image012 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios , B 30 A = 14,3 m²

s = 0.85 x fcd

s = 0.85 x 16.7 = 14.2 MPa

N = qsd x A = 18,42 x 14,3 = 263,41 kN

N = qsd x A = 19,71 x 14,3 = 281,85 kN

clip image026 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Admitindo um pilar 0.3 x 0.2 m. ,a área é superior á necessária para garantir uma maior resistência ao punçoamento.

Estimativa do Punçoamento:

Vsd = 281,85kN

Vrd = ( 1.6 – d ) x t1 x d x m ( sem armadura de punçoamento )

t1 = 0.75 Mpa

d = 0.37 m

m = clip image028 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Vrd = (1.6 – d) x t1 x d x m = (1,6 – 0,37) x 750 x 0,37 x 1,38 = 471,03 kN

Como Vrd > Vsd , não necessita de armadura especifica de punçoamento.

4- Dimensionamento das lajes

Recobrimento = 0.03 m

D = 0.4 m

d.s.( lâmina de compressão) = 0.075 m

d. útil = 0.37 m

Para b = 0,9 m

V=0,85 x fcd x b x d =0,85 x 16700 x 0,9 x 0,37 = 4726,94

Vd = V x d = 4726,29 x 0,37 = 1748,97

 

Para b = 1 m

V=0,85 x fcd x b x d =0,85 x 16700 x 1,0 x 0,37 = 5252,15

Vd = V x d = 5252,15 x 0,37 = 1943,3

 

clip image030 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image032 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image034 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

4.1 - Armaduras mínimas

4.1.1. Zonas aligeiradas:

Armadura inferior transversal = Armadura inferior longitudinal

b. = 0.9 m

Asmin = clip image036 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Armadura superior transversal = Armadura superior longitudinal

b. = 1 m

Asmin = clip image038 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

4.1.2. Malhas nos amaciçamentos:

Armadura inferior transversal = Armadura inferior longitudinal

b. = 1 m

Asmin = clip image040 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

As zonas maciças serão armadas no mínimo com uma malha declip image042 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios.

Armadura superior transversal = Armadura superior longitudinal

b. = 1 m

Asmin = clip image038 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

4.1.3. Malhas nas zonas aligeiradas

Modelo de cálculo – Viga simples apoiada

Flexão clip image045 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

l = 1 m

Qsd = ( 5,98 + 3 + 1,8 + 2,16 + 0,2 ) x 0,9 = 11,83 KN

clip image047 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image049 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios clip image051 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

 

clip image053 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

 

V=0,85 x fcd x b x d =0,85 x 16700 x 0,9 x 0,045 = 574,9 KN

Vd = V x d = 574,9 x 0,045 = 25,87 KNm

clip image055 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image057 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image034 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios=clip image059 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de EscritóriosAQ50

Verificação do esforço transverso:

clip image061 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

clip image063 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Dispensa a armadura de esforço transverso

4.2.Cálculo de Armaduras:

Os esforços de calculo são retirados do Sap, apresentado em anexo.

Será demostrado um exemplo de calculo para um troço de um pórtico, sendo os restantes resultados apresentados em tabelas.

4.2.1.. Exemplo de Calculo – Pórtico 3 troço AB

Esforços retirados do SAP2000

MA= -67,27 KNm

Mvão = 281 KNm

MB = -489,15 KNm

Faixas Centrais

Msd´A= 0,75 x -67,27 = -50,44 KNm

Msd´vão = 0,55 x 281 = 154,55 KNm

Msd´B = 0,75 x -489,15 = -366,86 KNm

MsdA= clip image065 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão = clip image067 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image069 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdA= clip image071 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão =clip image073 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image075 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Faixas laterais:

Msd´A= 0,25 x -67,27 = -16,81 KNm

Msd´vão = 0,45 x 281 = 126,45 KNm

Msd´B = 0,25 x -489,15 = -122,288 KNm

MsdA= clip image077 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão = clip image079 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image081 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdA= clip image083 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão=clip image085 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image087 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Cálculo da armadura:

clip image089 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

 

V=0,85 x fcd x b x d =0,85 x 16700 x 0,9 x 0,37 = 4726,94

Vd = V x d = 574,9 x 0,37 = 1748,97

 

clip image091 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

 

V=0,85 x fcd x b x d =0,85 x 16700 x 1,0 x 0,37 = 5252,15KN

Vd = V x d = 5252,15 x 0,37 = 19943,3KNm

 

Faixa Central

MsdAclip image093 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão = clip image095 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image097 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Apoio 3Aclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image101 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image103 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image105 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios clip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image107 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Vão 3ABclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image109 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image111 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image113 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image115 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Apoio 3Bclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image117 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image111 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image120 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios clip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image122 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

 

Faixa lateral

MsdA= clip image124 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Msdvão = clip image126 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

MsdB = clip image128 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Apoio 3Aclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image130 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image132 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image134 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image107 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Vão 3ABclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image136 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image138 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image140 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image115 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

Apoio 3Bclip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image142 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image144 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios ; clip image146 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios clip image099 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritóriosclip image042 Projeto de Cálculo Estrutural de um Edifício de Escritórios

none

Edificio mais Alto do Mundo no Burj Dubai 150x150 Edificio mais Alto do Mundo no Burj DubaiO Edifício mais alto do mundo Burj Khalifa, anteriormente conhecido como o Burj Dubai é um arranha-céu no Dubai, Emirados Árabes Unidos, á a mais alta estrutura já construída, com 828 m (2717 pés). A construção começou em 21 de setembro de 2004, e ficou com o exterior da estrutura concluída em 1 de Outubro de 2009.

O edifício mais alto do mundo foi inaugurado oficialmente em 4 de Janeiro de 2010. O edificio faz parte de 2 km2 (490 hectares) de desenvolvimento emblemático chamado Downtown Burj Khalifa no “Primeiro Interchange”, juntamente com a Sheikh Zayed Road, perto do bairro empresarial do Dubai principal.

A torre de arquitetura e engenharia foram realizadas por Skidmore, Owings e Merrill de Chicago. Adrian Smith, que trabalhou com Skidmore, Owings e Merrill, até 2006, foi o arquitecto-chefe, e Bill Baker foi o engenheiro-chefe de estruturas.

A Samsung C & T da Coréia do Sul, que também construiu o Taipei 101 e Petronas Twin subcontratados Towers. O maior grupo belga Besix e Arabtec dos EAU. Turner Construction Company foi escolhida como a construção de direito EAU manager. Sobre o projeto, o contratante e o Engenheiro da Record são solidariamente responsáveis pelo desempenho do edifício mais alto do mundo Burj Khalifa. Portanto, pela aprovação do projeto SOM e sendo apontado como o Arquiteto e Engenheiro da Record, Hyder Consulting foi legalmente o Consultor de Design para a torre.

O custo total para o projeto Burj Khalifa foi de cerca de E.U. $ 1,5 bilhão, e para toda a nova “Downtown Dubai”, E.U. $ 20 bilhão. Mohamed Ali Alabbar, o presidente da Emaar Properties, falando no Council on Tall Buildings and Urban Habitat 8 Mundo Congresso, disse em março de 2009 que o preço do espaço de escritório no Burj Khalifa havia atingido E.U. $ 4.000 por pés quadrados (mais de E.U. $ 43.000 por m2) e que as residências Armani, também em Burj Khalifa, estavam vendendo para E.U. $ 3.500 por pés quadrados (mais de E.U. $ 37.500 por m2).

A conclusão da torre coincidiu com uma recessão econômica mundial e de excesso, fazendo com que ele seja descrito como o ultimo mais tardar … na cadeia de monumentos arquitetônicos de férias.

Ficam aqui algumas imagens e vídeos do edifício mais alto do mundo Burj Khalifa:

0 Edificio mais Alto do Mundo no Burj Dubai 0 Edificio mais Alto do Mundo no Burj Dubai none

salubridade agua tratamento esgotos domestivos pluviais 271x300 Salubridade da Água Tratamento de Esgotos Doméstivos e PluviaisDrenagem de águas residuais domesticas

Os edifícios devem dispor duma rede apropriada para a imediata drenagem das águas residuais provenientes de sanitários, cozinhas, laboratórios e de outros locais onde haja produção de águas residuais domésticas.

O destino final das águas residuais domésticas deverá ser escolhido de forma a minimizar o seu impacte negativo.

A rede de drenagem de águas residuais deve ser concebida e dimensionada de molde a que não possam produzir-se efeitos de corrosão ou deterioração devidos a despejos de líquidos quimicamente activos ou à acumulação e fermentação das matérias transportadas, com os inerentes riscos de disseminação de agentes patogénicos e de libertação de gases nocivos e odores incómodos.

Os ramais de ligação de laboratório serão particularmente resistentes às acções químicas.

Os ramais de ligação da cozinha, do bufete e da lavandaria, se a houver, serão particularmente resistentes à acção da água quente. Os troços de canalização acessíveis aos alunos serão protegidos contra acções de vandalismo.

A melhor solução para a evacuação de águas residuais domésticas consiste em conduzi-las para a rede pública, sem bombagem.

No caso de não haver rede pública, deverão ser previstos dispositivos de tratamento adequados, nomeadamente fossas sépticas convenientemente dimensionadas.

Drenagem de águas pluviais

Os edifícios devem ser equipados com dispositivos de drenagem das águas pluviais incidentes em coberturas e terraços, os quais devem assegurar que, mesmo em caso de obstrução, não haverá penetração da água para o interior das construções.

A recolha das águas pluviais em coberturas e terraços deve assegurar o conforto dos utentes nos acessos aos edifícios e na circulação periférica, caso esta exista.

A condução das águas pluviais para a rede pública, quando disponível, ou para as linhas de água, deverá ser realizada segundo as pendentes naturais do terreno, em sistema separativo.

A condução das águas pluviais deve ser efectuada predominantemente pelo exterior das construções. Quando houver necessidade de troços de canalização com traçado interior, estes deverão assegurar não haver riscos de rotura ou repasse.

Os tubos de queda acessíveis serão resistentes às acções de vandalismo.

A utilização de gárgulas ou de dispositivos equivalentes deverá acautelar que, em situações de caudal elevado ou reduzido, as águas, actuadas pelos ventos, não irão afectar a circulação periférica ou a estanquidade das caixilharias exteriores.

As construções devem ser implantadas de molde a não alterarem o sentido das pendentes naturais do terreno e que as pendentes finais exteriores assegurem o rápido escoamento das águas pluviais junto às fachadas, particularmente junto aos acessos.

Deve-se sempre que possível, proceder á ligação das prumadas das águas pluviais à rede pública indirectamente, para reduzir os caudais de ponta e para facilitar a infiltração natural no terreno.

0 Salubridade da Água Tratamento de Esgotos Doméstivos e Pluviais

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salubridade abastecimento agua edificios 236x300 Salubridade no Abastecimento de Água dos EdifíciosPara que se cumpra com a salubridade dos edifícios, estes devem ser dotados de abastecimento de água potável, em princípio disponível em todas as saídas de água existentes e distribuída por rede própria.

A potabilidade da água destinada ao consumo humano deverá ser demonstrada, com informação aos utentes.

A melhor solução relativamente ao abastecimento, será o abastecimento através da rede pública. Caso não se verifique a existência de sistema de abastecimento público, pode-se admitir o recurso a outro tipo de abastecimento, desde que garanta os níveis sanitários apropriados ao consumo humano. Em tal caso, deverá ser implementado o controlo sanitário da água, e os resultados desse controlo devem ser comunicados aos utentes.

Caso haja insuficiência de água potável, admite-se o recurso a um abastecimento complementar de água não potável, desde que não seja poluída nem insalubre e sob condição de que, através de rede independente, apenas abasteça as tomadas de água destinadas a limpeza, descarga de bacias de retrete e pias de despejo, e bocas-de-incêndio. Em tal caso as referidas tomadas não serão acessíveis aos alunos e deverão ter um aviso bem visível e de material durável, indicando que se trata de água imprópria para beber e cozinhar.

Quando se preveja que aos edifícios escolares são atribuídas funções especiais no âmbito de planos de emergência em situações de catástrofe, deverá ser prevista uma adequada capacidade de armazenamento de água potável, de forma a que seja cumprida a salubridade dos edifícios.

A rede interior de distribuição de água deverá ser dotada de torneiras de passagem em todas as derivações, para que uma avaria local não implique o corte total do abastecimento de água.

A rede de distribuição de água será dotada de ligações à terra, destinadas a assegurar descargas eléctricas.

Nota:

As condições de salubridade dos edifícios passam pelo abastecimento de água potável e são especificadas por normas internacionais da Organização Mundial da saúde. De acordo com a regulamentação nacional, cabe à Junta Sanitária de Águas fixar as características físicas, químicas e bacteriológicas que permitem definir a água como potável.

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