estanquidade permeabilidade ar edificios 300x93 Estanquidade e Permeabilidade ao Ar em EdificiosA envolvente e os elementos de compartimentação dos edifícios devem ser concebidos e executados de molde a serem estanques ao ar. Exceptuam-se do cumprimento desta regra, as juntas das partes móveis das janelas, portas e as aberturas para ventilação eventualmente existentes.

As infiltrações de ar através das juntas das janelas e portas exteriores devem ser limitadas a valores que não dêem origem, durante o Inverno, a correntes de ar incómodas para os ocupantes, nem perturbem o processo de ventilação e não conduzam a perdas de calor excessivas.

Os elementos da envolvente dos edifícios devem ser concebidos de modo a evitar a acumulação interna de humidade de condensação;

As condutas de evacuação de ar, fumos e produtos de combustão devem ser concebidas de molde a serem estanques aos gases.

A estanquidade ao ar das portas e janelas da envolvente deverá ser confrontada com outras exigências, nomeadamente as seguintes:

- Pureza do ar ambiente;

- Exigências termo-higrométricas;

- Isolamento sonoro aos ruídos exteriores.

Nota:

Além de afectarem o isolamento térmico, as frinchas de contorno das portas e as juntas entre caixilhos móveis introduzem quebras significativas do isolamento acústico das paredes onde esses elementos se integram. Assim, é recomendável, que, no caso de portas localizadas em paredes divisórias que devam assegurar um isolamento sonoro significativo, o seu fabrico e montagem sejam cuidados, de forma a limitar a transmissão do som por via da passagem do ar através daquelas frinchas.

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exigencia termica edificios eficiencia energetica 300x300 Exigência Térmica dos Edificios e Eficiência EnergéticaTodos os edifícios, de qualquer natureza, devem ser dimensionados e equipados de forma a permitir que se criem e se mantenham no seu interior condições ambientais satisfatórias do ponto de vista do conforto térmico e da eficiência energética, tendo em conta a ocupação dos diferentes locais, espaços, e o normal funcionamento dos seus equipamentos. A disposição anterior implica que não se gerem nos ocupantes sensações de desconforto devidas a perdas exageradas de calor, à desigualdade de temperatura entre as diversas partes do corpo e à dificuldade de eliminar o calor do corpo gerado pelo metabolismo, o qual depende do tipo de actividade realizada.

Os edifícios em regra geral deverão ser orientados tendo em conta as características climáticas do local e as necessidades de insolação dos diferentes locais onde se encontram implantados.

Existem no entanto, alguns parâmetros e alguns índices térmicos que se podem considerar fundamentais para a análise térmica tendo em vista a eficiência energética:

- O seguinte indicador chamado de necessidades nominais de energia útil para a  estação de aquecimento, Ni, e para a estação de arrefecimento, Nv, são contabilizados por metro quadrado de área útil de cada espaço independente do edifício;

- Os chamados coeficientes de transmissão térmica dos elementos pertencentes à da envolvente dos edifícios;

- Também deverá ser considerada a Classe de inércia térmica correspondente aos edifícios em análise, estando esta relacionada com o conforto de inverno;

- Também a consideração do chamado Factor solar dos envidraçados dos edificios, ou factor solar dos vidros dos vãos ou janelas.

No que concerne à análise das necessidades nominais para aquecimento do edifício temos que:

Todos os edifícios em geral estão situados numa determinada zona climática, assim deste modo é necessário atribuir e classificar essa zona;

Por Exemplo: “Um caso prático”

1 -Para edifícios situados na zona climática de Inverno I3, estes deverão ser dotados de sistemas centralizados de aquecimento.

2 – Para os edifícios escolares situados na zona climática de Inverno I2, estes deverão ser dotados de sistemas de aquecimento, através de unidades individuais ou, de preferência, através de sistemas centralizados.

3 – Para edifícios escolares localizados em zona climática de Inverno I1, esses deverão ser dotados de aquecimento nomeadamente e pelo menos os gabinetes, as secretarias, a biblioteca, os auditórios, mesmo que seja através de unidades individuais de aquecimento.

Relativamente à análise das necessidades nominais para arrefecimento dos edifícios consideramos o seguinte: “Exemplo caso prático”

No caso dos edifícios escolares, é recomendável que em zonas de Verão com classificação V2 e/ ou V3, essas construções possuam uma elevada inércia térmica.

Continuando com o exemplo dos edifícios escolares e a sua eficiência energética; Para edifícios escolares localizados e classificados como em zonas de Verão V2 e V3 deverão ser dotados de unidades de arrefecimento, mesmo que sejam individuais, destacando os locais onde se prevê ocupação continua durante todo o período quente, nomeadamente os gabinetes e a secretaria.

É recomendável que em todos os edifícios escolares com grande dimensão, i.e., com mais de 10 salas de aula, exista também unidades de arrefecimento mais propriamente nas salas de aula normais.

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