Estruturas Provisórias para Elementos Estruturais em Concreto Armado

Estruturas Provisórias para Elementos Estruturais em Concreto ArmadoAs estruturas provisórias para os elementos estruturais servem para suportar a toda a superstrutura que suporta toda arquitectura, através de elementos estruturais lineares. A sua obrigação deve-se para que se garanta a segurança das estruturas na fase de construção. Estes projetos deverão ser elaborados tanto para a execução de pontes, vigas e pré fabricados em betão armado ou concreto armado, como para estruturas metálicas em aço perfilado.

Devem-se ter em atenção alguns aspectos técnicos na elaboração destes projetos de engenharia e na sua execução em obra.

O construtor civil deve submeter, para a aprovação, à fiscalização da obra de construção os projetos das estruturas provisórias essenciais para executar a obra segundo as prescrições referidas nas peças desenhadas e na memória descritiva dos projetos de execução.

O construtor deve optar de entre os diversos tipos de cimbres, cofragens e restantes estruturas provisórias para realizar a sua obra. O construtor civil deverá ainda apresentar à fiscalização da obra os projetos de cofragem elaborados. Esses projetos de engenharia deverão consistir na verificação da segurança e no cálculo justificativo tendo em conta as deformações. Deve ser apresentados os desenhos de pormenor e em conjunto com escalas e devidamente cotados.

No que respeita aos cavaletes e aos cimbres,  e também às restantes estruturas provisórias dos elementos estruturais, estes devem ser calculados e determinados conforme as prescrições existentes na regulamentação relativas às  Estruturas em Aço para os Edifícios.

Quando se utilizar nas estruturas provisórias de suporte, elementos de madeira, estes devem ser calculados com o mesmo rigor que os restantes elementos considerando que as combinações de acções, e o seu valor característico, não excedam as tensões de resistência dos elementos laminares de madeira.

Tome-se como exemplo o seguinte caso, onde se deve considerar que:

• A Compressão parcial normal às fibras não deverá exceder os 3,6 MPa;

• A Flexão não deverá ser superior a 12 MPa;

• A Compressão normal às fibras, quando aplicada em toda a sua largura não deverá exceder os 2,4 MPa;

• A tensão de Corte não deve ser superior a 1,2 MPa;

• Finalmente a Compressão paralela às fibras dos elementos não poderá em caso algum exceder os 9 MPa

Para estruturas provisórias em elementos estruturais, com recurso a madeiras duras, pode-se considerar que as tensões podem ser 50% superiores às indicadas anteriormente, sendo necessário para isso executar ensaios para justifixar tais acrescimos de segurança.

Para o cálculo estrutural dos elementos estruturais das estruturas provisórias dever-se-á ter em consideração todas as combinações de acções mais desfavoráveis e julgadas possíveis. No cálculo estrutural dos diferentes elementos deverá ter-se particularmente em atenção quais as deformações máximas que condicionam a realização do cálculo e dimensionamento estrutural, mesmo no caso em que as tensões são admissiveis a nivel do rigor do cálculo.

Para a realização de determinados projetos como é o caso dos cavaletes e tambem no caso dos cimbres. Nestes casos particulares deve-se têr atenção às contra-flechas a admitir no cálculo, a montagem e desmontagem e o descimbramento.

Em estruturas provisórias como no caso dos cimbres para construção dos cavaletes, quando estão em carga, não devem sofrer deformações maiores que um centímetro em qualquer ponto da estrutura. A medição das deformações deverá ser realizada através de pontos de nivelamento colocados na estrutura e ser devidamente nivelados. Estes tipos de trabalhos normalmente deverão ser realizados construtor e com a respectiva orientação da fiscalização de obra.