Projeto de estruturas para edifícios de escritórios

Projetos de Especialides de Engenharia

Início » Projetos de Especialidades » Projeto de Estruturas » Projeto de estruturas para edifícios de escritórios

Nós projetamos estruturas e fundações para edifícios de escritórios e serviços, com foco no que mais pesa neste tipo de edifício: vãos, zonas técnicas, flexibilidade de layout e compatibilização com especialidades.

Para evitar surpresas, entregamos peças claras para licenciamento e para obra — e revemos o que costuma gerar conflitos antes de chegar ao estaleiro.

O que fazemos neste tipo de projeto (edifícios de escritórios)

Um edifício de escritórios não é “só mais um edifício”. A estrutura precisa de aguentar, claro — mas também precisa de deixar trabalhar: espaços abertos, alterações futuras, zonas técnicas e passagens para instalações.

O que costuma falhar aqui é a falta de coordenação entre estrutura e o resto: AVAC, elétrica, águas, ITED, tetos falsos, shafts, grelhas, equipamentos na cobertura. Quando isso não é decidido cedo, a obra paga a fatura em furos improvisados, reforços, atrasos e discussões em obra.

Nós entramos exatamente nesse ponto:

  • traduzimos a arquitetura numa solução estrutural executável (lajes, vigas, pilares, paredes resistentes, fundações)
  • verificamos a segurança e o comportamento (deformações, fissuração, estabilidade global, etc.)
  • compatibilizamos com as especialidades para evitar colisões e retrabalho
  • entregamos peças que o empreiteiro consegue ler e executar sem “adivinhar”

Isto não é “mais papel”: é o que protege a obra.

Aqui ganha-se (ou perde-se) flexibilidade de layout. Uma estrutura bem pensada deixa o espaço evoluir sem se tornar um problema.

O que inclui o projeto de estruturas

Na prática, um projeto de estruturas para edifícios de serviços inclui peças escritas e peças desenhadas, com um nível de detalhe que permita revisão técnica, licenciamento e execução.

Entregáveis — tabela “Entregável / Para que serve”

EntregávelPara que serve
Memória descritiva e justificativaExplica a solução estrutural, materiais, hipóteses adotadas e critérios (o “porquê” das decisões).
Relatório de cálculo / síntese de verificaçõesRegista a análise e as verificações essenciais, com rastreabilidade para revisão técnica.
Peças desenhadas (estruturas e fundações)Plantas, cortes e pormenores construtivos para executar com clareza.
Pormenorização de armaduras (quando aplicável)Define armaduras e pormenores críticos, reduzindo improviso em obra.
Termos de responsabilidade (no âmbito do procedimento)Declarações formais no processo, assinadas pelo(s) técnico(s), conforme modelos e enquadramento aplicável.
Apoio a esclarecimentos / compatibilizaçãoResposta a dúvidas e afinação de interfaces com especialidades e arquitetura.

Se nos enviar a arquitetura e a implantação, nós aceleramos sem perder rigor.

Responsabilidade técnica, limites e enquadramento

Nós trabalhamos como quem assina e revê — com responsabilidade técnica, sem promessas fáceis.

  • Não prometemos aprovação municipal. O licenciamento e os atos de controlo prévio dependem do enquadramento da operação urbanística e do município. O regime base está no RJUE (DL n.º 555/99, versão consolidada).
  • O que entregamos é desenhado para o procedimento, mas não substitui aconselhamento jurídico.
  • Elementos instrutórios e modelos: as Portarias n.º 71‑A/2024 e 71‑B/2024 enquadram, respetivamente, elementos instrutórios/termos de responsabilidade e modelos obrigatórios de formulários no âmbito do RJUE.
  • Normas técnicas: em Portugal, o enquadramento do projeto estrutural é suportado por normas (Eurocódigos e Anexos Nacionais), com coordenação nacional via CT 115 e publicação como NP EN.
  • Limites claros: se existir falta de informação (ex.: geotecnia, alterações de arquitetura em curso, cargas especiais), nós indicamos o impacto e o que precisamos para fechar o projeto. “Depende do caso” não é desculpa — é transparência.

Como trabalhamos (passo a passo profissional)

Um bom projeto de estruturas não começa no software. Começa a ler a arquitetura como quem vai construir.

Análise da arquitetura e definição do sistema estrutural

Começamos por perceber:

  • vãos e alinhamentos
  • núcleos rígidos (escadas/elevadores, paredes resistentes)
  • zonas técnicas e shafts
  • caves, contenções e acessos
  • “zonas difíceis” (balanços, transições, grandes aberturas)

Depois escolhemos o sistema estrutural com base em três critérios: segurança, construtibilidade e coerência com a arquitetura. Menos “truques”, mais solução limpa.

Ações e combinações (conceitual)

Nós traduzimos as ações para linguagem simples, porque o cliente precisa de perceber risco:

  • cargas permanentes (peso próprio, revestimentos, paredes, equipamentos fixos)
  • cargas variáveis (utilização: escritórios, áreas técnicas, arquivos, etc.)
  • vento (mais relevante em fachadas expostas e alturas)
  • sismo (Portugal tem perigosidade sísmica real; o Anexo Nacional define condições de implementação).
  • ações especiais quando existem (equipamentos, reservatórios, cargas concentradas, etc.)

Vale a pena deixar claro: nós não “inventamos” cargas. Definimos com base no programa do edifício, normas aplicáveis e informação do cliente.

Modelação/análise e verificações (conceitual)

Criamos um modelo global coerente (não apenas uma “malha” automática) e verificamos:

  • estabilidade e caminhos de carga (o que carrega o quê)
  • estados limites últimos (segurança) e de utilização (deformações/fissuração, quando aplicável)
  • coerência entre resultados e solução desenhada
  • efeitos de contenções e interações solo‑estrutura quando relevantes

O objetivo é um: previsibilidade em obra.

Dimensionamento por elementos (sem receitas)

Dimensionamos e detalhamos, elemento a elemento, conforme o sistema:

  • lajes (maciças, aligeiradas, nervuradas, etc.)
  • vigas (incluindo vigas de bordo e de transição quando inevitáveis)
  • pilares e paredes resistentes
  • escadas e elementos especiais
  • muros de suporte (quando há cave/terrenos)

Sem fórmulas e sem “faça‑você‑mesmo”. O valor está no conjunto: decisão + verificação + detalhe.

Fundações e terreno/geotecnia

Aqui costuma estar metade do risco. Se há relatório geotécnico, nós usamos para fechar o tipo de fundação e controlar assentamentos/segurança.

Se não há, dizemos-lhe o que conseguimos fazer com segurança e o que fica condicionado. Em edifícios de serviços com cave, isto é ainda mais sensível por causa de contenções e muros enterrados.

Compatibilização com especialidades (AVAC, elétrica, águas, ITED)

Nós revemos interferências típicas:

  • furos em vigas e lajes
  • passagens em zonas de armadura densa
  • caixas técnicas e alturas úteis (pé‑direito + teto falso)
  • cargas e apoios de equipamentos (ex.: AVAC na cobertura)

O que costuma falhar aqui é simples: cada especialidade “resolve” no seu desenho, mas a estrutura é que leva com as consequências. Nós juntamos as peças antes de ser tarde.

Revisão e entrega

Antes de entregar:

  • revisões internas de coerência (desenhos vs cálculo)
  • verificação de interfaces (arquitetura e especialidades)
  • lista de pontos críticos e condicionantes (o que não pode mudar sem rever)

Preferimos entregar menos “volume” e mais clareza.

Enviar documentos para análise

Exemplo real: edifício de escritórios (caso de estudo)

A seguir resumimos um caso real, baseado numa memória descritiva e justificativa de um projeto de betão armado para um edifício de escritórios.

Download (PDF, 361KB)

Enquadramento do edifício

O presente projecto de concreto armado, diz respeito a um edifício de escritórios. Este é constituído por dois pisos, em Sta.Cruz das Flores – Flores – Açores. Um dos pisos é semi-enterrado e destina-se a estacionamento privado. O segundo piso será utilizado como escritório. A cobertura será um terraço acessível, onde se localizaram os equipamentos AVAC. O acesso do edifício será garantido por uma escada exterior. O edifício, foi projetado tendo em conta o seu tipo de utilização.

Condicionantes e fundações/terreno (o essencial, em linguagem simples)

O edifício assenta sobre um solo do tipo II tendo este como características geotécnicas, uma tensão admissível de 0.3 MPa, uma massa volúmica de 19kN/m³, um ângulo da atrito interno de 30º.

O nível freático situa-se a uma profundidade que em nada influência o bom comportamento estrutural. A cave é semi-enterrada, sendo contraventada através de muros de suporte.

Sistema estrutural adotado

A estrutura resistente do edifício é constituída por vigas periféricas, pilares, muros de suporte, que suportam um pavimento constituído por uma laje fungiforme aligeirada do tipo ATEX900 (325/75/400). Nestas condições, as paredes de alvenaria previstas constituem simples painéis de enchimento, enquadrados pelos elementos da estrutura resistente.

Os elementos estruturais serão constituídos por concreto, betão(C25/30) e aço A400NR. O recobrimento a adoptar nas lajes, vigas, pilares, escadas é de 3cm, com a excepção dos muros onde esse valor é de 5 cm.

A Estrutura resistente foi projectada de modo a assegurar um bom comportamento face à combinação prevista, ELU, no Regulamento de Segurança e Acções (RSA). Foram tidos em conta os condicionalismos previstos no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré – esforçado ( REBAP).

Ações consideradas e âmbito (com rigor)

No documento analisado, são consideradas ações permanentes, sobrecargas e a temperatura, vento e sismo não foram contabilizadas no âmbito apresentado.

Fundações

O dimensionamento das fundações foi elaborado por forma a garantir que os factores de segurança correspondentes ao deslizamento e derrube fossem sempre superiores a 1,5 e tendo em conta as características geotécnicas do solo.

Foi adoptada uma solução de fundações directas de Concreto, Betão Armado (C25/30) e aço A400NR. O recobrimento a utilizar nestes elementos estruturais é de 7cm.

Recomenda-se a utilização do concreto, betão de limpeza ( C20/25 ) para a regularização de superfície de contacto.

Modelação e verificações (conceitual)

Foi construído um modelo global para perceber como a estrutura “trabalha” e para extrair esforços para dimensionamento, em vez de se decidir peça a peça sem visão do conjunto.

Elementos dimensionados e desafios típicos

Num edifício com cave semi‑enterrada e muros de suporte,igidez e estabilidade da cave e das contenções (sem “pontos fracos”)

  • compatibilizar a estrutura com acessos, estacionamento e zonas técnicas

A laje aligeirada e a opção por vigas periféricas ajudam a controlar vãos e a manter leitura construtiva coerente. (O detalhe exato depende sempre da arquitetura final.)

Entregáveis produzidos (o que fica “para executar”)

O documento inclui quadro de medições, com discriminação por elementos (lajes, muros, sapatas, escadas, vigas de fundação) e totais de aço e betão como ordem de grandeza técnica.

Destaques do caso

  • Cave semi‑enterrada com contenção por muros de suporte (rigidez e segurança primeiro). Carga e acessibilidade tratadas como parte do programa.
  • Laje fungiforme aligeirada identificada no relatório.
  • número de pisos e existência de cave/contensão
  • tipo de estrutura (betão, metálica, mista) e condicionantes arquitetónicas
  • qualidade da informação de base (arquitetura estável, geotecnia disponível, coordenação com especialidades)
  • urgência e número de revisões previstas

Nós trabalhamos com orçamento transparente e justificado: o cliente percebe o que está incluído, o que fica condicionado e o que pode alterar o preço (por exemplo, grandes alterações de arquitetura).

Prazos típicos e o que atrasa

Prazos em estruturas não são um “número mágico”. São consequência de duas coisas: decisões de arquitetura fechadas e informação de base completa.

O que mais atrasa, na prática:

  • arquitetura ainda em afinação (vãos, núcleos, caves)
  • ausência de geotecnia quando as fundações são sensíveis
  • alterações tardias de AVAC/shafts e equipamentos
  • pedidos de “mudar tudo” já com peças desenhadas avançadas
  • falta de coordenação entre especialidades

Para evitar surpresas, nós preferimos fazer uma triagem rápida no início e travar logo as decisões com maior impacto.

Documentos para pedir orçamento

Para orçamentar bem, precisamos de informação suficiente para não adivinhar.

Obrigatório

  • Arquitetura (PDF e, se possível, DWG)
  • Implantação/localização e indicação do município
  • Programa de utilização (escritórios, áreas técnicas, estacionamento, arquivo, etc.)
  • Indicação de fase (estudo prévio, licenciamento, execução)

Recomendado

  • Relatório geotécnico (se existir)
  • Modelo BIM/REVIT (se estiverem a trabalhar nessa base)
  • Elementos de especialidades já definidos (sobretudo AVAC e shafts)

Se aplicável

  • Cargas especiais e equipamentos (AVAC na cobertura, UPS, depósitos, etc.)
  • Condicionantes de obra (construção faseada, edifício contíguo, limitações de acesso)
  • Reabilitação/estruturas existentes (levantamento, inspeções, elementos disponíveis)

Há orientações municipais que descrevem a estrutura típica do projeto (memória, ações, combinações, métodos de cálculo e peças desenhadas). Isso ajuda a alinhar expectativas e a preparar entregas coerentes.

Erros comuns em estruturas de edifícios de serviços (e como evitamos)

  1. Vãos “bonitos” em arquitetura sem caminho de carga claro
    Nós propomos alternativas estruturais cedo, para não “pagar” em vigas de transição e reforços.
  2. Zonas técnicas decididas tarde
    Coordenamos com AVAC/ITED/eletricidade e revemos passagens antes de fechar armaduras.
  3. Cave e contenções subestimadas
    Quando há muros enterrados, não tratamos como “pormenor”. É parte central do sistema.
  4. Fundações escolhidas sem informação do terreno
    Se não existe geotecnia, assumimos limites e dizemos o impacto no risco e no detalhe.
  5. Peças desenhadas pouco executáveis
    Entregamos pormenores construtivos e clareza de execução. Menos improviso, menos erros.
  6. Revisões em cascata por falta de versão única
    Definimos regras de revisão e coordenação (quem altera o quê, e quando).

Perguntas e respostas

1) O que é “projeto de estabilidade” num edifício de escritórios?

É o projeto das estruturas: define e verifica lajes, vigas, pilares, paredes resistentes e fundações, com peças escritas e desenhadas. Em edifícios de serviços, a compatibilização com especialidades é parte crítica do trabalho.

2) O projeto de estruturas serve só para “passar na Câmara”?

Não. Serve para construir com previsibilidade. Um projeto bem definido reduz improvisos, conflitos entre especialidades e derrapagens em obra. O licenciamento é uma parte do percurso, não o objetivo único.

3) O projeto garante aprovação municipal?

Não. Nós não prometemos aprovação. O processo depende do enquadramento e do município, no âmbito do RJUE e legislação aplicável.

4) O que mudou com as Portarias 71‑A/2024 e 71‑B/2024?

Em termos práticos, clarificam elementos instrutórios e modelos/termos no âmbito do RJUE, tornando mais previsível a componente formal do processo.

5) Que documentos preciso para pedir orçamento?

Arquitetura (PDF/DWG), implantação/localização e programa de uso. Se existir geotecnia e informação de especialidades, conseguimos fechar orçamento e prazo com muito menos incerteza.

6) É obrigatório ter relatório geotécnico?

Depende do caso. Em alguns edifícios e terrenos, é essencial para fundações com risco controlado. Se não existir, nós dizemos-lhe o que fica condicionado e o que recomendamos antes de fechar a solução.

7) Como tratam AVAC e equipamentos na cobertura?

Tratamos como parte do projeto, não como “nota de rodapé”. Cargas, apoios, acessos e passagens são revistos com as especialidades para reduzir conflitos.

8) Trabalham com Eurocódigos?

Trabalhamos com o enquadramento normativo aplicável, incluindo Eurocódigos e respetivos Anexos Nacionais. A CT 115 (coordenada pelo LNEC) está associada à elaboração das versões NP EN e dos Anexos Nacionais.

9) Fazem revisão de projetos de estruturas existentes?

Sim, em muitos casos. É útil quando há dúvidas, alterações em obra, reabilitação ou necessidade de validar coerência entre peças e cálculo.

10) O que costuma acelerar (mesmo) um projeto?

Arquitetura estável, decisões fechadas sobre zonas técnicas e um pacote de base completo (implantação, geotecnia quando aplicável, e informação de cargas/equipamentos).

Se está a preparar um edifício de escritórios, nós ajudamos a transformar a arquitetura numa estrutura executável — com coordenação e responsabilidade técnica.

Para evitar surpresas, começamos pela triagem: o que está definido, o que falta e o que pode bloquear o processo.

Checklist de documentos para orçamento — edifícios de escritórios/serviços

Para conseguirmos dar um orçamento bem fundamentado (e um prazo realista), esta é a base que pedimos.
Para evitar surpresas, quanto mais completa for a informação de partida, menos revisões e menos “voltas” no processo.

Obrigatório

  • Arquitetura (PDF + DWG, se existir) — plantas, cortes e alçados em versão coerente
  • Implantação / localização — indicação do município e condicionantes relevantes
  • Programa de utilização — escritórios, zonas técnicas, arquivo, estacionamento, comércio/serviços (se aplicável)
  • Fase do projeto — estudo prévio / licenciamento / execução

Recomendado

  • Relatório geotécnico — quando existe, melhora muito a definição de fundações e o controlo de risco
  • Especialidades (mesmo preliminares) — AVAC, elétrica, águas, ITED (shafts e passagens)
  • Notas do cliente — preferências de layout, futuras alterações previsíveis, restrições de obra

Se aplicável

  • Lista de equipamentos e cargas especiais — AVAC na cobertura, UPS, depósitos, máquinas, etc.
  • Cave / contenções — informação sobre muros, alturas enterradas, limites de escavação, vizinhos
  • Reabilitação — levantamento, fotos, inspeções, elementos de projeto existente, relatórios

Mini‑bloco “Brief rápido” (6 perguntas)

  1. Qual é o objetivo do edifício (escritórios puros, serviços, misto)?
  2. Quantos pisos existem e há cave/semi‑enterrado?
  3. Há vãos grandes ou open‑space com exigência de teto “limpo”?
  4. Já existe relatório geotécnico? Se não, há histórico do terreno?
  5. Existem equipamentos relevantes (cobertura técnica, cargas concentradas, salas técnicas)?
  6. Qual é o prazo desejado e que datas já estão comprometidas (arquitetura, especialidades, submissão)?

Se nos enviar esta informação, nós aceleramos sem perder rigor.

Projetos de Especialidades de Engenharia

Projetistas de especialidades com vasta experiência em projetos de engenharia civil, mecânica e eletrotécnica.

Serviços

Arquitetura

Engenharia Civil

Engenharia Mecânica

Engenharia Eletrotécnica

Certificação Energética de Edifícios

Consultoria

Newsletter

Assine a nossa newsletter e fique a par ads novidades.

Tem mais questões? Entre em contacto